Segundo o Director Geral do Hospital 25 de Setembro, Benito Muane alguns usuários de droga que se encontram em tratamento naquela unidade sanitária desistem do tratamento devido a falta de condições para se alimentar, uma vez que a média dos mesmos vêm de famílias necessitadas.
” O grande problema neste momento na unidade de apoio a pessoa em tratamento de caios é o cansaço dos familiares que acabam abandonando os paciente dependentes químicos em fase reabitação, e os pacientes abandonam o tratamento por alagamento falta de do que comer porque também a própria medicação (metadona) é forte e se o paciente faz o tratamento e não se alimenta também dá efeitos adversos, e infelizmente nós não damos comida, a maioria dos nosso pacientes são moradores de rua, e adolescentes, isso nos preocupa como unidade sanitária, quando o centro foi inaugurado contava com 138 pacientes, dos quais 5 do género feminino, 133 do género Masculino, ou seja, grande parte dos nossos pacientes são homens, a nossa meta é de 200 pacientes .”
Segundo aquele dirigente a unidade apto, também apresenta outros serviços, “Além da gente fazer a administração da Metadona, prestamos outros serviços, damos apoio psicossocial, fazemos rastreio da tuberculose de its’s, hepatites, malária, por exemplo, vem um paciente consumidor de heroína, nós submetemos a esses pacotes e a medição deve ser tomada dentro da unidade sob orientação de um enfermeiro. Temos pacientes que precisam de regime de internamento ai nós temos colaborado com o hospital psiquiátrico, hospital central e o hospital de Marrere, por exemplo podemos ter um paciente que é usuário da heroína que está com tuberculose e está num estado grave temos que mandar para Marrere, vai fazer o tratamento da tuberculose e nós vamos pra lá para fazer a administração da Metadona.” Muane ainda apelou aos familiares dos pacientes a serem mais humanos, “Abandonar um membro da família que esteja a usar droga não é a solução muito pelo contrário, piora ainda mais, porque a droga serve como refúgio, se um membro já não tem aquela base porque quem sustenta e serve como pilar é a família, se o paciente é abandonado ele desmorona e cai no erro de continuar a usar as drogas e não fazer a medicação, o certo é procurar ajuda no centro, os profissionais de saúde e a unidade apto está aberta. (Fátima Mugaveia)

