Nampula (IKWELI) – Actores dos sectores público e privado em Nampula juntaram-se na mesma mesa, na manhã desta quinta-feira (20), na capital provincial, para reflectir e fortalecer a compreensão, apropriação e capacidade de implementação da nova Política de Segurança Alimentar e Nutricional.
Higino André, do projecto CASCADE, uma das organizações que lidera a iniciativa, afirmou que o seminário de conexão entre os sectores público e privado constitui um marco estratégico para que ambas as partes possam enfrentar os desafios persistentes da fome, da desnutrição crónica e da insegurança alimentar em Moçambique, e na província de Nampula em particular.
“A sua efectiva implementação depende da capacidade dos técnicos sectoriais e dos decisores locais de compreenderem, apropriarem-se e traduzirem as orientações da política em acções concretas e sustentáveis”, afirmou.
Higino André entende que é fundamental criar espaços de reflexão e diálogo entre técnicos da agricultura e da saúde, directores, administradores distritais, sector privado e organizações de base, de forma a assegurar a harmonização intersectorial, a coordenação e a responsabilização conjunta no processo de domesticação e operacionalização da política.
Enquanto isso, o chefe da localidade de Saua-Saua, no posto administrativo de Anchilo, distrito de Nampula, Juma Shongo, reconheceu a prevalência de casos de desnutrição entre crianças dos 0 aos 5 anos. Segundo explicou, com o seminário de conexão entre políticas e pessoas, espera-se a materialização de acções que contribuam para a melhoria da segurança alimentar e nutricional.
“Nós, como liderança, temos reportado, com muita tristeza, situações de crianças vulneráveis, numa altura em que têm acesso à alimentação, mas, em contrapartida, falta conhecimento sobre boas práticas alimentares. Daí que o envolvimento das lideranças e de outros actores de mudança constitui uma mais-valia para o bem-estar da população”, realçou.
Na mesma linha, Natalício Macário Sousa, oficial de programas do projecto CASCADE, descreveu que, através do diálogo com diferentes actores, espera-se alcançar melhorias na Segurança Alimentar e Nutricional, nos meios de vida das famílias, na promoção de poupanças, no aumento da disponibilidade e variedade de alimentos nutritivos, bem como na disseminação das actuais políticas de Nutrição e Segurança Alimentar. (Nelsa Momade)

