Nampula (IKWELI) – O governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, em coordenação com os seus parceiros, apoiou, na tarde de quarta-feira (12), com uma cesta básica, a esposa e os dois filhos de um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM), afecto a 3ª esquadra, que perdeu a vida durante as manifestações pós-eleitorais de Outubro de 2024.
A cesta básica composta é por arroz, farinha de milho, óleo de cozinha e feijão. A família recebeu ainda um electrodoméstico do tipo congelador, com vista a contribuir para o sustento do agregado familiar, constituído pela viúva e pelos filhos do agente falecido.
O governador da província de Nampula explicou que, para além da cesta básica que a família passa a receber, outro parceiro, em coordenação com o seu gabinete, decidiu apoiar a família durante um ano, sendo que a partir deste mês, a viúva e os filhos passam a beneficiar de um apoio mensal de 10.000,00Mt (dez mil meticais).
Por sua vez, Carolina Paulo, viúva há dois anos, mostrou-se satisfeita com o gesto de solidariedade manifestado pelo governador da província de Nampula, afirmando que o gesto vai aliviar as dificuldades dela e dos filhos.
Carolina Paulo, que guarda memórias tristes das manifestações, lembrou que “nesse dia, eu tinha falado com ele ao celular, as 18 horas. Dizia que tinha de fechar todas as portas, tirar a farda e deixá-la numa casa vizinha, porque os manifestantes estavam próximos de casa e procuravam por ele.”
Ainda segundo Carolina Paulo, algum tempo depois, recebeu em sua casa vários agentes da corporação, que procuravam saber do paradeiro do seu marido. “De repente, vejo polícias a chegar em casa. Estavam à procura dele. Só depois das 21 horas é que uma pessoa atendeu o celular do meu marido e disse que ele estava ferido e que eu tinha de ir ao comando. Eu não conseguia sair porque, a partir da minha casa até à estrada, estava cheio de pessoas que se manifestavam.”
Sem alternativa, sentiu-se obrigada a contactar os familiares do seu falecido marido para explicar o que estava a acontecer. Foi então que tomou conhecimento da morte do esposo. (Virgínia Emília)

