Nampula (IKWELI) – O Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), na província de Nampula, registou uma redução no número de casos de afogamentos e incêndios em comparação com igual período do ano passado.
Segundo Abílio Chinai, porta-voz do SENSAP, no período em referência foram registados 3 casos de afogamento, contra 8 do mesmo período em 2025, e 9 de incêndios, contra 9 do ano passado.
Esta fonte disse que a redução é em resultado das campanhas de sensibilização promovidas pela instituição.
Dos três afogamentos registrados no presente ano, dois (2) aconteceram na cidade de Nampula, concretamente no bairro da Mutava-Rex, onde dois cidadãos com intervalos de lucidez se afogaram, e o último aconteceu no distrito de Rapale em que uma menor teria caído no rio quando tentava lavar a sua roupa.
Já os nove (9) incêndios, 3 (três) aconteceram na cidade de Nampula, 3 (três) no distrito de Nacala, um (1) em Nacala-à-Velha, um (1) em Murrupula e um no distrito de Rapale.
“Para além das palestras que os colegas têm levado nos estabelecimentos comerciais, também estão a levar a cabo mensagens de sensibilização quer nas escolas seguras onde falam de como prevenir os incêndios, daí que se verificou a redução. Não basta dizer que temos extintores nos estabelecimentos comercias e nas escolas, é preciso que haja colaboradores formados no combate aos incêndios,” disse.
Chinai fez, igualmente, saber que “estão a ser criadas brigadas de incêndios para alunos e professores, principalmente os chefes de turma na prevenção de incêndios para que quando um sinistro existir alguém em cada sala de aula saiba manusear o equipamento de proteção contra incêndios. Para além das escolas, vamos também efectuar formações para estabelecimentos comerciais de modo que os proprietários estejam munidos de conhecimentos preventivos.”
O nosso entrevistado lamentou o facto de os automobilistas não priorizarem a passagem dos carros do corpo de salvação pública quando estão numa operação, situação que dificulta a chegada atempada ao local do incêndio.
Chinai pediu a população para que não sinta receio de ligar para o serviço quando acontece um incêndio num determinado local, porque se as pessoas ficam assistindo e tirar foto, o serviço de salvação pública não tem informação, daí que existem aquelas situações em que é dito que os bombeiros chegam tarde.
O porta-voz, também, esclareceu que o Serviço Nacional de Salvação Pública não se paga. “Nós estamos abertos para qualquer tipo intervenção, portanto, é preciso que haja o hábito de visitar os nossos estabelecimentos de modo a conhecer as nossas actividades. Nós tivemos um caso de um incêndio em que uma senhora não chegou a comunicar porque pensava que os bombeiros quando forem ao local iriam cobrar,” sublinhou. (Francisco Mário)

