
Nampula (IKWELI) – Pelo menos 7.000 (sete mil) famílias refugiadas dizem estar a passar tempos difíceis no centro de Acolhimento de Refugiados de Maratane, localizado no distrito de Nampula, onde falta alimentação, assistência médica e acesso a água potável.
O director da Associação dos Refugiados em Moçambique (ARM), Ismael Abrão, entrevistado pelo Ikweli, explicou que a maioria dos refugiados acolhidos naquele centro estão em situação de vulnerabilidade e sobrevivem com base na solidariedade de pessoas de boa-fé.
“Estamos em Maratane há dois anos que não recebemos nenhuma comida,” disse a fonte, prosseguindo que a situação não é recente, mas tem se agravado após cortes financeiros de certos países parceiros e agências que apoiam pessoas refugiadas em quase todo o mundo.
Segundo esta fonte, em consequência dessa situação, 151 crianças abandonaram a escola.
“A maioria daquelas pessoas [refugiados] têm doenças crônicas, e outros são idosos, crianças, mulheres viúvas e grávidas, nesta situação de fome, acabam sendo difíceis assegurar aquelas famílias,” Abrão. (Virgínia Emília)






