
Nampula (IKWELI) – Raparigas em idade escolar, das escolas básicas de Cossore e Murrapaniua, na cidade de Nampula, continuam a denunciar casos recorrentes de assédio sexual e maus tratos protagonizados por professores, indivíduos desconhecidos e familiares.
As denúncias foram feitas por alunos nesta segunda-feira (01), no âmbito das comemorações do dia 1 de Junho, dia Internacional da Criança, os quais teriam explicado que alguns professores tomaram como hábito tocar seus seios e beijá-las em troca de notas.
Por outro lado, o Secretário Permanente (SP) distrital, em representação da administradora do distrito de Nampula, Orlando Dias, disse estar preocupado com as denúncias cada vez mais recorrentes, de alegadas violações dos direitos das crianças e encontra-se no momento a desenvolver diversas acções de sensibilização junto das comunidades com vista a reduzir significativamente tais casos.
De acordo com a fonte, só no primeiro trimestre do ano em curso, foi reportado o caso de uma aluna que foi vítima de assédio sexual, protagonizado por um professor, no posto administrativo de Anchilo, distrito de Nampula, e garantiu que o processo está sob custódia das autoridades competentes.
Ainda na sua intervenção, encorajou as crianças vítimas de diversos tipos de violência e pais e encarregados de educação, a denunciarem os autores que violam os direitos da criança às autoridades competentes, com vista a serem responsabilizados criminalmente.
Igualmente apelou a sociedade no geral, a reforçar a fiscalização nas escolas existentes ao nível do distrito de Nampula, com o objectivo de eliminar os factores que continuam a violar os direitos da criança e deixar as crianças estudarem com dedicação, uma vez que o futuro da nação está com as crianças.
Por seu turno, a directora dos Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS) em Nampula, Isabela Mwanga, confirmou, mesmo sem avançar dados, a entrada de menores vítimas de assédio sexual nos centros de saúde, sendo que algumas são provenientes das escolas e outras ao nível das comunidades. Mwanga ainda garantiu que estão a ser levadas a cabo acções de protecção dos direitos da criança, alegando que em vários casos são crianças que se encontram traumatizadas. (Virgínia Emília)
