
Nampula (IKWELI) – A população da localidade de Nantira, no posto administrativo de Nanhupo-Rio, distrito de Mogovolas, manifesta preocupações ligadas à falta de infra-estruturas básicas, com destaque para a necessidade da expansão da rede eléctrica pública nacional, construção de um centro de saúde, elevação da Escola Primária de Namacurra à categoria de Escola Básica e a reposição da ponte sobre o rio Ilepwe.
As inquietações foram apresentadas durante um comício popular orientado pela administradora distrital, Felisberta Armando Joaquim, no âmbito da sua visita de trabalho à localidade de Nantira.
“Nós estamos preocupados, queremos ajuda, não temos energia, aquela nossa ponte de Ilepwe está assim mesmo, então hoje aproveitamos a nossa administradora que veio nos visitar para tentar resolver essa coisa, também falamos da escola e outra questão que podem nos ajudar a devolver com essa nossa comunidade”, relatou Fátima Baptista.
Júlio Caita, outro interveniente, disse que o governo deve resolver os problemas da população. “Pensava que o governo nos esqueceu, mas não é isso, hoje estamos muito felizes, porque chegou a nossa chefe e lhe pedimos muitas coisas, nós sabemos que não é possível resolver tudo em pouco tempo, porque tudo isso precisa de dinheiro, mas temos fé que um dia vai iniciar a resolver os nossos problemas”.
Em resposta às preocupações da população, a governante assegurou que o governo continua empenhado em criar condições para melhorar a vida das comunidades, apelando, no entanto, ao pagamento de impostos e taxas como forma de fortalecer a capacidade do Estado em responder as necessidades do povo.
Durante a deslocação, Felisberta Armando Joaquim visitou as obras de construção de três salas de aula na Escola Primária de Namacurra, acompanhou os trabalhos de reabilitação do tanque carracicida e inteirou-se do espaço onde serão iniciadas, em breve, as obras de construção de uma central fotovoltaica que irá fornecer energia solar a sede da localidade de Nantira.
Segundo a administradora, a futura central fotovoltaica poderá impulsionar o desenvolvimento económico local, criando oportunidades de negócio e melhorando as condições de vida da população.
A dirigente reuniu-se igualmente com associações locais, grupos de poupança e membros do Conselho Consultivo local, tendo defendido maior aproximação entre os quadros locais e as comunidades, através do diálogo permanente, união e partilha de ideias para acelerar o desenvolvimento de Nanhupo-Rio.
Na ocasião, Felisberta Armando Joaquim orientou também uma monitoria rigorosa aos mutuários do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), edição 2025, com vista a garantir a devolução de 5% do valor financiado em cada projecto, assegurando a continuidade do fundo na edição de 2026.
A governante anunciou ainda que já está aberto o processo de submissão de projectos para o FDEL 2026, cujo prazo termina a 15 de Junho do corrente ano, incentivando associações, grupos de poupança, jovens, mulheres, músicos e agentes culturais a aproveitarem a oportunidade para desenvolver iniciativas de rendimento. Na mesma ocasião, reiterou a política de tolerância zero à corrupção e apelou à denúncia de quaisquer cobranças ilícitas. (Malito João)
