
Maputo (IKWELI) – A Direção Nacional de Identificação Civil (DNIC) anunciou, esta quarta-feira (20), que, entre janeiro e março de 2026, foram emitidos gratuitamente 158.560 Bilhetes de Identidade (BI) de primeira via, no âmbito de uma parceria que decorre com o Banco Mundial.
Gilda Lameque, porta-voz da DNIC, disse em colectiva de imprensa que o reforço da melhoria da qualidade dos serviços prestados pela instituição, com pré-agendamentos, quer via on-line ou pela linha gratuita, concorreram para o alcance desta meta.
Igualmente, segundo a fonte, no mesmo período foram realizadas 528 brigadas móveis, contra 477 no igual período anterior, tendo resultado no atendimento de 36.966 cidadãos.
A porta-voz disse que o trabalho desenvolvido na diáspora, através de serviços disponíveis em 14 emissões diplomáticas e consulares no mesmo período, resultou na emissão de 1.329 bilhetes para cidadãos moçambicanos residentes no estrangeiro, com destaque para Portugal, que registou 488 emissões, seguido de África do Sul com 278 e da Alemanha com 201 emissões.
De acordo com Lameque, no período em alusão foram recebidos mais de 400 mil bilhetes, contra 343.026 do período anterior. “Foram também produzidos 477.218 bilhetes contra 418.946, representando um aumento de 58.272 bilhetes em relação ao período homólogo”.
Quanto aos levantamentos, 470.534 bilhetes foram entregues aos titulares, correspondendo a uma taxa de levantamento de 98,5%, em relação aos bilhetes produzidos.
Apesar dos avanços, a instituição relevou que ainda existem 318.123 bilhetes de identidade por serem levantados.
Esta interlocutora apelou aos pais e encarregados de educação para aproveitarem a campanha e levarem os filhos aos postos de emissão. Tendo lembrado que o BI pode ser emitido desde o nascimento e torna-se obrigatório a partir dos seis anos de idade.
No âmbito do combate à falsificação de documentos, foram registados três casos envolvendo cidadãos estrangeiros portadores de bilhetes de identidade obtidos de forma fraudulenta.
Os casos ocorreram nas províncias de Nampula, Manica e Sofala, envolvendo cidadãos de nacionalidade paquistanesa e bengali. Segundo as autoridades, os processos seguem os trâmites legais e decorrem investigações para apurar possíveis responsabilidades e eventual envolvimento de funcionários públicos. (Antónia Mazive)