
Nampula (IKWELI) – Os membros da Assembleia Provincial (AP) de Nampula manifestam preocupação com o aumento do tráfico e consumo de drogas, sobretudo a substância conhecida por “Makha”, defendendo um maior envolvimento dos encarregados de educação e da sociedade no combate a este mal.
Falando ao Ikweli, os representantes da população consideram que a situação é alarmante e poderá comprometer a harmonia social, caso não sejam tomadas medidas firmes e coordenadas.
O chefe da bancada da FRELIMO na AP de Nampula, Isac Ferreira, defende um esforço conjunto entre todos os sectores da sociedade, afirmando que apenas um trabalho coordenado poderá travar o avanço do consumo de drogas na província.
Para aquele responsável, a participação activa das famílias e das comunidades será fundamental para garantir o sucesso das acções em curso visando proteger a juventude e restaurar valores sociais.
Por sua vez, Hilário Amândio, chefe da bancada da RENAMO na Assembleia Provincial de Nampula, afirma que a responsabilidade pelo problema não deve ser atribuída apenas a um sector, apelando à união de esforços no combate ao fenómeno.
“Mas acho é globalização, então muito não querem escutar os conselhos dos seus encarregados de educação, alguns apontam desemprego, mas nós como olhamos essa como justificação porque nós que somos pais não passamos por isso, mas devemos continuar a mobilizar os jovens para mudança”.
Entretanto, Martins Noronha, chefe da bancada do PODEMOS, considera que o governo deve reforçar a responsabilização dos envolvidos no tráfico e consumo de drogas, defendendo medidas exemplares para desencorajar a prática.
“Esses que fumam estão a aumentar porque alguém está a permitir, porque alguém basta entrar na cadeia amanhã está sair então alguma coisa não está bem, outra esses ‘Makha’ passa aonde para chegar aqui em Nampula? Então o governo deve trabalhar nessa matéria alguma coisa vai mudar”.
Já Felizardo Mucussete, da bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), sublinhou a necessidade de um combate sério e articulado envolvendo governo, polícia e sociedade civil, considerando preocupante o crescimento do fenómeno na província.
As preocupações dos membros da Assembleia Provincial surgem numa altura em que o plano dos primeiros 90 dias do governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, começa a produzir efeitos visíveis, com várias apreensões de drogas e até detenções de agentes da Polícia envolvidos na venda e tráfico de estupefacientes. (Malito João)
