
Maputo (IKWELI) – O ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salimo Valá, defendeu esta quarta-feira (14), em Maputo, a necessidade de fortalecer a sustentabilidade dos órgãos de comunicação social, considerando que o futuro dos media está directamente ligado à consolidação da democracia e ao desenvolvimento económico do país.
O governante falava na abertura da Conferência Nacional sobre Sustentabilidade dos Media, um evento organizado pelo jornal Evidências, Instituto para a Democracia Multipartidária, MISA Moçambique e outros médias.
Na sua intervenção, Salimo Valá afirmou que discutir a sustentabilidade dos media “é, verdadeiramente, tratar da qualidade da nossa democracia, da vitalidade do espaço público e da capacidade de uma sociedade se compreender, se organizar e projectar o seu futuro colectivo”.
Segundo o ministro, o debate ultrapassa as questões empresariais e tecnológicas, envolvendo igualmente a preservação da liberdade de expressão, o direito à informação e o fortalecimento da cidadania democrática.
O governante sublinhou que Moçambique atravessa uma nova etapa histórica marcada pela consolidação da independência económica e pela transformação estrutural da economia, defendendo que os media devem assumir um papel activo nesse processo.
“A comunicação social não deve ser vista apenas como observadora das transformações económicas e sociais em curso no país. Ela é parceira estratégica da consolidação da unidade nacional, da paz, da governação e do desenvolvimento inclusivo”, declarou.
Durante o discurso, Salimo Valá alertou para os desafios impostos pela digitalização da economia, pela migração das receitas publicitárias para plataformas globais e pelo avanço da inteligência artificial no jornalismo. Para o ministro, o principal desafio actual consiste em “produzir informação credível e sustentável num ambiente marcado pela fragmentação das audiências, pela hipercompetição digital e pela crescente volatilidade dos fluxos publicitários”.
O titular da pasta da Planificação e Desenvolvimento destacou igualmente a importância da ética e da deontologia profissional num contexto de proliferação da desinformação e das notícias falsas “As tecnologias mudam, as plataformas evoluem, mas os valores fundamentais do jornalismo sério permanecem inegociáveis sendo o rigor, a verificação dos factos, a independência editorial e o compromisso com o interesse público”, frisou.
Na ocasião, o ministro reiterou o compromisso do Governo com a criação de um ambiente legal e institucional favorável ao fortalecimento do sector, destacando a aprovação do novo pacote legislativo da comunicação social. Salimo Valá concluiu apelando aos profissionais do sector para continuarem comprometidos com “um jornalismo livre, responsável, ético, inovador e profundamente comprometido com Moçambique”. (Redacção)
