
Nampula (IKWELI) – O antigo autarca da cidade de Nampula, Paulo Vahanle, mostra-se preocupado com o crescente consumo de drogas por parte da juventude, sobretudo da substância conhecida por “makha”, alertando para o risco de uma crise humanitária caso os encarregados de educação não apoiem as iniciativas de combate a este mal.
Paulo Vahanle suspeita que a droga tenha origem numa rede internacional e desafia as autoridades e dirigentes a reforçarem a vigilância para travar a entrada destes estupefacientes no país.
O antigo edil começou por responsabilizar alguns progenitores pela falta de acompanhamento dos filhos, sobretudo no controlo das amizades e das rotinas diárias dos jovens, situação que, segundo disse, pode comprometer o futuro desta camada social.
Para Vahanle, os líderes religiosos também desempenham um papel importante na sensibilização da sociedade contra o consumo de drogas, através de mensagens educativas e de aconselhamento moral.
“Não podemos cansar, muito menos desistir de alertar essas crianças sobre o mal que a droga traz. Porque vejo que, nos próximos tempos, se isso continuar assim, o Governo poderá ter dificuldades para dirigir o país. Um país com muitas pessoas com comportamento alterado por causa da droga é difícil de governar. Esse mal já está a estragar o nosso país, sobretudo aqui em Nampula”, afirmou.
Paulo Vahanle acrescentou que os consumidores de “makha” acabam por se envolver em vários actos criminais, incluindo roubos e homicídios, devido aos efeitos provocados pela droga.
O entrevistado defende uma fiscalização mais cerrada, envolvendo líderes comunitários, polícia e população, com vista à identificação dos consumidores e dos locais de venda da droga.
“Nós, como pais, a polícia e a população, temos de estar atentos a essas pessoas. Precisamos também descobrir de onde sai esse produto maligno e eliminar a sua circulação. Onde essa makha passa? No aeroporto? No porto? Na estrada? Precisamos ser vigilantes”, concluiu Vahanle. (Malito João)