SERNIC desactiva rede que introduzia drogas e álcool nas cadeias de Nampula

Nampula (IKWELI) – O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em Nampula, deteve um agente do Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) acusado de tentar introduzir droga e bebidas alcoólicas caseiras no Estabelecimento Penitenciário Regional Norte, que se conhece como cadeia da barragem.

O caso ocorreu no âmbito de uma operação conjunta entre o SERNIC e as autoridades penitenciárias.

De acordo com informações avançadas pelas autoridades, o agente foi surpreendido na posse de produtos proibidos nas imediações do estabelecimento penitenciário.

Após ser descoberto, o suspeito colocou-se em fuga, obrigando as autoridades a desencadearem diligências para a sua neutralização.

O indiciado confirmou o seu envolvimento no caso, embora sem especificar o tipo de droga ou bebida que tentava introduzir no recinto penitenciário. O mesmo mostrou-se arrependido pela prática. “Estou aqui porque fui encontrado com um produto proibido. Não posso detalhar, mas é um produto proibido na entrada penitenciária. Estava a iniciar, foi um erro, agora me sinto arrependido”, explicou o guarda penitenciário, apelando ainda aos colegas para não seguirem pelo mesmo comportamento.

O representante do SERNIC em Nampula, Saulete Musimbua, confirmou que a tentativa de introdução de droga e bebidas alcoólicas ocorreu no dia 1 de Maio do corrente ano, envolvendo um agente da polícia penitenciária afecto ao sistema prisional.

“Deste funcionário foi desencadeada uma coordenação operativa com o SERNAP que culminou com a sua detenção no dia 7 de Maio de 2026”, afirmou Saulete Musimbua, acrescentando que o caso continua sob investigação para o esclarecimento de possíveis ligações com outros envolvidos.

Por sua vez, Amado Vaidade, chefe das operações penitenciárias em Nampula, explicou que após o flagrante o agente tentou colocar-se em fuga, mas acabou neutralizado pelas autoridades. “Daí que desencadeámos diligências com vista à neutralização do mesmo, o que foi possível, tendo sido conduzido às autoridades para a sua responsabilização”, esclareceu. (Malito João)

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