
Nampula (IKWELI) – O presidente da Associação dos Transportes Rodoviários (ASTRA) em Nampula, Luís Vasconcelos, manifesta preocupação com a escassez de gasolina no país, afirmando que a situação está a favorecer práticas de corrupção, especulação e o crescimento do mercado informal de combustíveis, com consequências graves para a segurança pública.
Segundo Vasconcelos, o acesso ao combustível tem sido condicionado por esquemas ilícitos nos postos de abastecimento, onde alguns cidadãos conseguem prioridade mediante pagamentos informais, enquanto outros permanecem durante horas nas filas sem sucesso.
“Aquilo que deveria ser um produto essencial para garantir a mobilidade, a produção e o desenvolvimento transformou-se, em muitos locais, num instrumento de especulação, corrupção e, tragicamente, de perda de vidas humanas,” afirmou Luís Vasconcelos.
O presidente da ASTRA considera que a escassez está a impulsionar a proliferação de revendedores informais que armazenam gasolina em condições inadequadas, aumentando o risco de incêndios e explosões. Segundo ele, os recentes casos de viaturas incendiadas e de pessoas que perderam a vida em acidentes relacionados com combustível demonstram a gravidade da situação.
Vasconcelos entende que, embora os revendedores informais tenham responsabilidade no problema, existe igualmente responsabilidade de alguns operadores dos postos de abastecimento que facilitam a venda de grandes quantidades de combustível destinadas ao mercado paralelo.
“A gasolina deve continuar a mover a economia e o desenvolvimento, e não a alimentar a corrupção, a especulação e a tragédia,” defendeu.
Perante este cenário, Luís Vasconcelos apela às autoridades para reforçarem a fiscalização nos postos de abastecimento, responsabilizarem os infratores e intensificarem campanhas de sensibilização sobre os perigos do armazenamento clandestino de combustíveis, considerando que a situação deixou de ser apenas um problema económico para se tornar uma questão de segurança pública. (Malito João)
