Cerca de 29 mil habitantes não têm acesso à energia eléctrica em Mogincual

Nampula (IKWELI) – Cerca de 29 mil habitantes de quatro comunidades do distrito de Mogincual, na província de Nampula, que vivem às escuras devido à falta de corrente eléctrica, pedem a expansão da electricidade da rede pública nacional para com a mesma acelerarem o crescimento económico e qualidade de vida da população.

Trata-se das comunidades de Namalungo, Namige, Muculuvelane e Serqueira, que clamam pelo acesso à energia da rede eléctrica nacional, uma vez que em ocasiões passadas tiveram promessas.

O administrador do distrito de Mogincual, João Zampula, reconhece que a falta de corrente eléctrica nas quatro comunidades limita a conservação do pescado, entre outros serviços básicos.

“A iluminação, de forma geral no distrito, ainda é precária. Temos comunidades que praticam a pesca e carecem de electrificação. Esta é uma preocupação do governo e da população, que percorre entre 3 a 5 quilómetros de distância para ter acesso à energia na vila-sede do distrito”, descreveu, assegurando que o governo continua a trabalhar para levar energia elétrica àquelas comunidades.

O administrador de Mogincual revelou que se a electricidade por via da rede nacional não chega, pode se instalar o sistema elétrico de painel solar, entendendo que “a falta de electricidade limita, em parte, o desenvolvimento económico, especialmente para os jovens que pretendem criar pequenos negócios. Contudo, acreditamos que, em curto espaço de tempo, a energia solar poderá iluminar grande parte da população de Mogincual.”

Em entrevista exclusiva ao Ikweli, o administrador do distrito de Mogincual indicou também que as comunidades anseiam criar pequenas indústrias de processamento de cereais, como o milho, e isso não será possível se prevalecer a falta de corrente eléctrica, pois “a população tem vontade de investir mais na área pesqueira.”

A nossa fonte indicou que decorre um estudo, em coordenação com o Fundo Nacional de Energia (FUNAE), para a electrificação solar das comunidades numa primeira fase para mais de 20 mil habitantes. (Nelsa Momade)

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