
Nampula (IKWELI) – A obra “Moçambique, Meu País: O que vi, vivi e senti”, do economista e antigo governante Tomaz Salomão, foi apresentada na cidade de Nampula como um testemunho das vivências políticas e históricas do país, reunindo narrativas que percorrem desde o período colonial até à independência de Moçambique.
A apresentação decorreu na última quinta-feira (30 de Abril), no Centro Cultural da Universidade Rovuma, na cidade de Nampula, num ambiente académico que reuniu docentes, estudantes e convidados, constituindo-se como um espaço de reflexão sobre os principais marcos da história nacional.
Na ocasião, o vice-reitor da Universidade Rovuma, Ibraimo Hassane Mussagy, responsável pela apresentação da obra, começou por destacar a sua ligação pessoal com o autor, num momento marcado por emoção.
“Ele é meu professor há quase 30 anos e é meu amigo. Tive o privilégio de receber esta obra das suas mãos, com uma dedicatória especial. Hoje sinto-me honrado por apresentar este livro e por partilhar este momento com alguém que marcou a minha formação.”
Ao longo da sua intervenção, o académico sublinhou o valor científico e pedagógico do livro, destacando a sua linguagem acessível e a forma organizada como o autor estrutura as suas vivências.
“É um livro de simples compreensão, mas profundamente rico. O autor organiza as suas vivências com clareza, recorre à historiografia e constrói uma narrativa que permite compreender a história de Moçambique de forma acessível e estruturada.”
Segundo explicou, a obra combina memória pessoal e análise histórica, recorrendo a diferentes fontes para reconstruir episódios marcantes, incluindo a luta de libertação nacional, os Acordos de Lusaka e o processo que conduziu à independência.
“Nesta obra encontramos vivências, sacrifícios, angústias e esperança. É um testemunho que nos leva desde o período colonial até aos Acordos de Lusaka, ajudando-nos a perceber o caminho que o país percorreu.”
O livro revisita ainda acontecimentos marcantes da história política moçambicana, como o massacre de Wiriamu, contribuindo para a preservação da memória colectiva e para o aprofundamento do conhecimento histórico.
“A obra evoca momentos difíceis, como o massacre de Wiriamu, mostrando a dureza daquele período. São episódios que não podem ser esquecidos, porque fazem parte da nossa memória colectiva.”
Para além da dimensão histórica, foi igualmente destacada a carga simbólica e identitária da obra, marcada por um forte sentimento patriótico.
“Percebe-se, ao longo do livro, um forte espírito patriótico. ‘Moçambique, meu país’ não é apenas um título, é a expressão de orgulho, de pertença e de compromisso com a história e o futuro desta nação.”
A apresentação foi considerada pelos participantes como uma oportunidade de aproximar as novas gerações dos acontecimentos que moldaram o país, reforçando a importância da memória histórica na construção da identidade nacional. (Redação)
