FACIM 2026 aposta na transformação digital e energética para impulsionar exportações

Maputo (IKWELI) – O Governo de Moçambique, através da Agência de Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX), prepara a 61ª edição da FACIM [Feira Internacional de Maputo], com foco na transformação digital e energética, visando reforçar a internacionalização das pequenas e médias empresas, atrair investimentos e promover as exportações nacionais.

Considerada uma das maiores plataformas de negócio do país e da região, a FACIM volta a afirmar-se como espaço de convergência entre os sectores público e privado, promovendo oportunidades de investimento, parcerias e expansão comercial.

Segundo explicou, Otávio Zefanias, director da organização da FACIM, durante uma reunião de apresentação do ponto de situação dos preparativos da 61ª edição da FCIM 2026, nesta segunda-feira (4), o evento tem como objetivo a potencialização de oportunidades de negócio, internacionalização das pequenas e médias empresas, consolidação da presença de Moçambique nos diversos mercados internacionais.

Outro objectivo apontado visa promover as iniciativas com vista a garantir a integração das pequenas e médias empresas junto da zona de comércio livre continental africana e expor as potencialidades existentes dentro do país, desde os municípios até aos distritos.

A fonte referiu que a FACIM pretende igualmente estimular as novas iniciativas de investimento público e privado, fomentar e promover iniciativas inovadoras.

Neste contexto, a organização prevê a criação de pavilhões temáticos dedicados ao sector energético e a transformação digital, incentivando expositores a alinharem as suas apresentações com estas áreas chaves.

De acordo com o representante, a edição deste ano introduz ainda inovações ao nível da digitalização, com a implementação de uma plataforma de registo on-line e a realização de uma exposição híbrida, combinando participação presencial e virtual, o que vai permitir maior alcance de visualização e continuidade das internações comerciais, mesmo após o término do evento.

“Teremos dois pavilhões para acumular aquilo que são as posições e interesses dos nossos parceiros estratégicos internacionais através dos países. E também teremos o pavilhão Platina para aquilo que são as potencialidades existentes no nosso solo pátrio. Através das províncias e nós encorajamos as províncias também a trazer aquilo que é a realidade empresarial.”

Por seu turno, o Ministro da Economia, Basílio Muhate, disse que a Feira Internacional de Maputo (FACIM) Desempenha um papel importante na unificação de todos sectores económicos, com o carácter anual e multissectorial, congregando num único espaço, todos os sectores económicos à escala nacional e internacional, para exposição das potencialidades de produção para exportação, promoção de oportunidades de negócios e de investimento em Moçambique.

Secundou que o objectivo principal da FACIM é a promoção das trocas comerciais, estimular a produção e o consumo, e a integração económica de Moçambique na economia mundial.

Já o vice-presidente da Confederação das Associações Econômicas de Moçambique (CTA), Amâncio Cumbe, afirma que as perspectivas do sector privado para a FACIM 2026 são globalmente positivas na medida em que a economia digital e energética rumo a uma economia sustentável se encontra alinhado com as prioridades atuais das empresas em particular no que respeita ao aumento da produtividade a eficiência energética e a aceleração da digitalização dos processos produtivos e comerciais.

Referiu que o sistema macroeconómico moçambicano permanece exigente caracterizado por constrangimentos no acesso a divisas, limitações no financiamento custos operacionais elevados e desafios pontuais no abastecimento de combustíveis daí justificar o tema em apreço.

“Estes fatores podem influenciar de forma diferenciada a capacidade de participação e o nível da atenção empresarial à FACIM 2026 seja significativo embora cada vez mais estratégico selectivo e orientado para resultados concretos”.

O lema desta edição é “Transformação Digital e Energética Rumo a uma Economia Sustentável”.

A 61ª edição da FACIM prevê juntar 55 mil visitantes, participação de 30 países e mais de 13 mil empresas e com 60% das inscrições asseguradas, vai contar, igualmente, com a presença de altas entidades governamentais incluindo o presidente da república. (Antónia Mazive)

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