
Lichinga (IKWELI) – Durante os primeiros três meses do presente ano, 4 famílias da vila de Marrupa, distrito com mesmo nome, na vizinha província do Niassa, foram vítimas de ataques por crocodilos e elefantes, tendo resultado na morte de uma pessoa, contra 5, quando comparado com igual período do ano passado.
Apesar da redução significativa no número de óbitos, a situação continua a preocupar a população residente naquela circunscrição porque além de mortes, contabilizam-se 1168 hectares de diversas culturas devastadas no presente ano, contra 2156 referentes ao ano passado.
A preocupação foi manifestada, em entrevista ao Ikweli, na última segunda-feira (04), pela directora dos Serviços Distritais das Actividades Económicas de Marrupa, Ana Rumo, quem explicou que no período em referência, através das denúncias e clamores por parte da população, foi possível reportar 180 ocorrências, contra 139 do igual período do ano anterior.
Rumo fez saber que foi possível o registo daqueles casos, graças a campanhas que são levadas a cabo, com vista a combater casos recorrentes de ataques de elefantes e crocodilos, que contou com a intervenção de agentes técnicos fiscais florestais, polícia de protecção e 36 guardiões capacitados em matérias de manuseamento de instrumentos de combate a animais selvagens, alocados nas comunidades, para responder com emergência as próximas ocorrências.
Ainda em entrevista ao Ikweli, a fonte fez saber que como forma de salvaguardar as comunidades, foram mobilizados 176 foguetes, 100 cartuxos, 138 chumbos, 400 litros de combustível e 2 pistolas, fornecidas pela Reserva Especial de Niassa, distribuídos nos postos administrativos e as respetivas localidades com maior incidência, para o afugentamento dos animais no período diurno.
Na ocasião, a fonte deixou um apelo para as famílias produtoras que apesar de existirem locais de afugentamento, possam aderir a produção em bloco, apicultura e o uso de piripiri, de forma a evitar danos humanos e bens. (Virgínia Emília)