Artistas de Nampula expectantes com a proposta da Carteira Profissional

Nampula (IKWELI) – Os artistas a nível da cidade de Nampula mostram-se expectantes com a proposta da criação da carteira profissional, pois no entender destes, a iniciativa irá valorizar os seus trabalhos uma vez que alegam existir uma desvalorização dos fazedores da cultura e arte.

Falando nesta quinta-feira (16) no âmbito da abertura oficial da auscultação sobre o Estatuto do Artista, que decorre na cidade de Nampula, os artistas entendem que existe uma precarização da classe artística e com o documento espera-se dar dignidade a todo aquele que pratica a arte de modo que possa ganhar com a sua produção.

Para Tony Fernando, cantor da província de Nampula, a iniciativa é louvável, pois o governo percebeu o valor do artista, daí que “a carteira profissional vai permitir melhorar muita coisa para mim e outros artistas, uma vez que alguns artistas têm o desconhecimento do estatuto.”

Por seu turno, a escritora Zainabo Aníbal, espera que com a implementação da carteira, os artistas possam ganhar com os seus trabalhos visto que alguns aristas têm algumas ocupações e deixam os seus trabalhos laborais para fazer a arte.

“A carteira profissional vai salvaguardar os nossos direitos e vai permitir que possamos ganhar com a actividade artística porque também já estamos a despertar mentes para mais prosperidade, termos dinheiro digno sem defraudar as pessoas,” realçou a fonte.

Na mesma senda, o actor, encenador, dramaturgo e director do grupo teatral Ngoenha, António Álvaro, disse que a carteira trará mais-valia para os artistas a nível da província de Nampula e no país em geral, uma vez que a camada não é valorizada e se funcionar como previsto, será uma grande valia.

“Se não ser mais um documento como a Lei do mecenato, de ser aprovada e não ser bem executada não terá importância, dai que esperamos ver como vai ser executada. Esperamos ganhara mais e viver daquilo que fizemos,” realçou a fonte sublinhando que o teatro em Nampula está a crescer visto que surgem novo grupos.

Na ocasião, a directora provincial da Cultura e Turismo de Nampula, Jamila Bicá, espera que o estatuto venha trazer melhores condições de trabalho para o artista, pois no documento se trazem os direitos e deveres para a classe, assim como as condições de legalidades para que os fazedores das artes tenham acesso ao financiamento para que possam sair da precariedade.

“O artista não tem estatuto legal que permita alguns benefícios, uma vez que também o sector da cultura não tem uma linha de financiamento que prevê alegacão de apoio aos artistas, dai que este estatuto pode ser o princípio para resolver os grandes desafios,” frisou a governanta. (Francisco Mário)

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