
Nampula (IKWELI) – A Associação dos Munícipes da Cidade de Nampula (AMUCINA) anseia retirar crianças que pululam pelas artérias no sentido de devolver a sua dignidade através de um projecto denominado “projecto de resgate das crianças em situações de rua” e dar o futuro àqueles petizes que se encontram em situações extremas.
Carlos Manuel Francisco, presidente da AMUCINA, disse em exclusivo ao Ikweli que a iniciativa está na fase piloto, correspondente a um período de dois meses e que, até então, já foi possível devolver quatro (4) crianças de diferentes distritos da província de Nampula.
“Esta iniciativa apesar de estarmos à procura dos parceiros para nos facilitar a questões de transportes já estamos a implementar, fomos apresentar a Direcção Provincial do Género, Criança e Acção Social e nos concederam a credencial, estamos a trabalhar em coordenação com a mesma direcção. Conseguimos devolver para o convívio familiar quatro (4) crianças, duas na cidade de Nampula, concretamente em Anchilo e o lado das antenas, as outras duas no distrito de Eráti e Naca-Porto, respetivamente. É um processo que está ainda na fase piloto, como ainda não reunimos condições, estamos a fazer a nossa maneira, nos arranjamos através das nossas quotas e uma parte somos apoiados por parte da Direçcão Provincial no âmbito do transporte,” esclareceu o presidente.
Francisco sublinhou que o objectivo central é de tirar as crianças para que possam gozar dos seus direitos como o de estar com a família, saúde condigna e também quando estão na rua acabam perdendo o direito à educação e muitos outros.
“Achamos de forma voluntária sensibilizarmos as crianças e felizmente está a acontecer. Vamos identificando as crianças nas ligeiras e depois vamos fazendo o diagnóstico das causas que lhe levaram a abondar onde viviam antigamente de modo que possamos apurar os factores e sabermos nos posicionar porque as vezes mentem, mas se mostrar a seriedade de voltar a sua casa fizemos diligencias para entrar em contacto com a família,” realçou o nosso entrevistado.
A fonte afirmou que as histórias mais preocupantes das crianças de rua é a morte dos pais e por outro o divórcio dos progenitores porque quando morrem os pais algumas são rejeitadas em suas famílias e também quando há divórcios muitas delas ficam com as suas mães que não têm uma fonte de rendimento e as crianças acabam saindo na procura de condições para ajudar nas despesas, dai que quando chegam na cidade, a rua torna-se suas casas.
A fonte pede apoio, também, para o apoio permanente por algum período, assim que as crianças são reintegradas nas famílias.
A fonte pediu os pais para que não abandonem os seus filhos porque assim procedendo, elas começam a se filiar em uma vida que não é boa comprometendo o futuro delas. (Francisco Mário)
