
Nampula (IKWELI) – O Serviço Provincial de Justiça e Trabalho (SPJT), através do departamento de Assuntos Religiosos, diz estar preocupado com a proliferação de estabelecimentos de ensino e aprendizagem religiosos não registados pelas autoridades competentes e que não reúnem os principais princípios estabelecidos na lei religiosa. Tratam-se de estabelecimentos que professam a religião islâmica, também conhecidas como madraças, enquanto no cristianismo são erguidas as chamadas escolas comunitárias. Cremildo António Portugal, responsável daquele departamento no SPJT, disse ao Ikweli que “temos conhecimento de algumas mesquitas ao nível de província que não constam nos nossos registos, e nós a única actividade que temos feito é sensibilizar os líderes religiosos para fazer os seus registos, uma vez que a lei que regula a actividade religiosa em Moçambique não prevê punição, e como a nossa actividade cinge-se sempre na monitoria, vamos continuar com a sensibilização.”Esta fonte sublinha que a proposta da lei de liberdade religiosa, que ainda está em debate, vai trazer boas mudanças, como sanções e punições, caso os fiéis violem as normas estabelecidas. Abordado pelo Ikweli, o delegado provincial do Conselho Islâmico de Moçambique (CISLAMO), em Nampula, Abdulmagid António, explicou que decorre neste momento uma “campanha para o registo de mesquitas e locais de culto que em algum momento também estão a dar madraças durante um ano.” (Virgínia Emília)




