
Alto Molócuè (IKWELI) – A vila de Álto Molócuè, na província da Zambézia, está desde esta terça-feira (21), a registar de escassez de gasolina nos principais postos de abastecimento, situação que deixa os mototaxistas e motoristas com a sua actividade comprometida.
De acordo com fontes locais, desde domingo (19), havia sinais de ruptura de abastecimento, mas sem grande impacto, porém na manhã desta terça-feira veio a agravar-se, sendo que nas sete bombas existentes apenas uma é que abastecia até ao princípio da manhã.
“A situação de combustível está complicada aqui na nossa vila, iniciou no domingo e hoje a situação piorou. Só uma bomba é que tem combustível e as outras seis não tem,” disse FIlipe Manuel, mototaxista residente da vila de Alto Molócuè.
“As pessoas estão numa grande bicha e não se sabe se vai conseguir suportar a todos, alguns levam galões para prevenir, é lamentável,” disse outra operador de táxi mota local.
Segundo contam as fontes, a insuficiência de gasolina poderá criar muitos prejuízos. “Se a situação prevalecer, não será possível viajar para outras localidades porque as viaturas não terão combustível.”
Todavia, apesar das filas que se regista em alguns pontos do país na procura do combustível, o governo através do Ministério dos recursos Minerais e energia, reiterou que não existe uma crise de combustível no país.
Entretanto…
Moçambique conta com mais combustíveis líquidos desde o último domingo (19), após o atracamento de dois navios com um total de 15 milhões de litros de gasóleo e 21 300 milhões de gasóleo na terminal de combustível de porto da Matola, na província de Maputo.
Na mesma senda, os portos da Beira e Pemba também receberam combustíveis nos últimos dias, a informação foi confirmada pelo Presidente do Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Agostinho Langa Júnior. “Há combustível, há combustível e temos navios a descarregarem, ontem um navio terminou a descarga na Beira.”
Apesar da aparente disponibilidade de combustíveis em todo o país, o Gabinete de Informação (GABINFO) emitiu um comunicado, apelando aos moçambicanos a usarem o combustível que possuem racionalmente, até que haja estabilidade estável no fornecimento do mesmo. (Francisco Mário e Hermínio Raja)





