Para o presidente do CEP/CTA: FGM surge como catalisador do acesso ao crédito para MPME em Nampula

Nampula (IKWELI) – O Presidente do Conselho Empresarial Provincial de Nampula, antena local da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CEP/CTA), Shakeel Ahmad, defendeu na manhã desta segunda-feira (3) que o instrumento de garantia do Fundo de Garantia Mutuária (FGM) pode representar um ponto de viragem no acesso ao financiamento para as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) da província.A posição foi manifestada durante a sessão de socialização promovida pelo Serviço Provincial da Economia e Finanças.Na ocasião, o dirigente empresarial começou por reconhecer a relevância da iniciativa, afirmando que permitam-me, em primeiro lugar, saudar o Serviço Provincial da Economia e Finanças pela iniciativa de promover esta sessão de socialização do Instrumento de Garantia do Fundo de Garantia Mutuária (FGM). Trata-se de uma acção de elevada importância estratégica para o fortalecimento do nosso tecido empresarial provincial.Segundo explicou, o acesso ao financiamento continua a ser um dos maiores constrangimentos enfrentados pelas empresas locais, apesar de existirem projectos viáveis e com potencial de geração de emprego. Para o responsável, o principal entrave está associado ao risco percebido pelas instituições financeiras, o que acaba por limitar a aprovação de crédito.Ahmad esclareceu ainda que o Fundo de Garantia Mutuária não concede crédito directamente, mas partilha o risco com as instituições financeiras, criando condições adicionais para viabilizar operações economicamente sustentáveis.Durante a sua intervenção, destacou igualmente que o sucesso do instrumento dependerá da clareza técnica, da utilização adequada por parte da banca e da responsabilidade empresarial. Defendeu que a garantia não substitui a viabilidade económica dos projectos, sendo fundamental que as empresas apresentem propostas sólidas, estruturadas e bancáveis.Ao abordar o potencial económico da província, apontou sectores estratégicos como turismo, agricultura, agro-processamento, comércio, logística e indústria transformadora, defendendo uma visão ambiciosa para a região, ou seja, temos tudo para se declarar oficialmente a Capital Económica de Moçambique.Shakeel Ahmad reiterou a disponibilidade do CEP/CTA Nampula para colaborar na sensibilização das associações empresariais e na capacitação das empresas, defendendo que o instrumento deve transformar-se numa ferramenta efectiva de desenvolvimento, capaz de promover mais investimento, mais formalização e maior integração das MPME no sistema financeiro. (Malito João)