A desobediência que não preocupa, mas mata!

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Nampula (IKWELI) – Na cidade de Nampula, maior centro urbano do norte de Moçambique, acidentes de viação envolvendo mototaxistas, sobretudo, são recorrentes, tanto é que os serviços de internamento de ortopedia no Hospital Central de Nampula são largamente ocupados por esse grupo.

Paradoxalmente, a “indisciplina” e desrespeito pelas regras de trânsito protagonizadas por esses indivíduos acontecem nas “barbas” de agentes da Polícia de Trânsito (PT), que estão um pouco por todos os cantos e esquinas movimentadas da cidade.

A avenida do Trabalho tem sido a mais destacável nesse quesito. Motoqueiros com mais de 3 passageiros passam pela frente dos agentes reguladores de trânsito que, nem sequer, piam para os mesmos.

Segundo temos vindo a notar, tem sido preocupação, exclusiva, dos agentes da PT, apenas autuar apenas os automobilistas, que muitas vezes não escapam das multas ou então negociatas para não “sujar” a carta de condução do condutor.

Paralelamente, assistem-se acrobacias infinitas e os homens da Lei e Ordem pelas ruas não conseguem sensibilizar os motoqueiros sobre os perigos decorrentes.

“Mas se você for batido, ou seja, envolver-se em acidente com mototaxistas não tem razão. A polícia está na rua a ver como esses indivíduos andam mal, mas nada fazem,” disse ao Ikweli Clementina Januário, automobilista entrevistada no não menos conhecido mercado cruzamento do Waresta, a qual lamenta ignorância da polícia em face a situação.

Na zona da Sipal, um automobilista comentou ter parado em sede de tribunal em acidente provocado por um mototaxista, mas que veio a perder a razão. “Eu já tive acidente com um motoqueiro. Eu tinha razão, mas no tribunal me obrigaram a indemnizar a ele. Isso é mesmo complicado.”

“É preciso que a Polícia de Trânsito autue em todos os utentes da via pública. É preciso que todos que andam nas estradas tenham responsabilidade, porque os motoqueiros colocam-nos em perigo diante do olhar da polícia,” disse uma outra fonte.

Paula Amuar, outra automobilista, refere que “o que mais me incomoda é o facto de essa gente passar em frente do Polícia de Trânsito com 2 ou mais passageiros sem que a autoridade faça alguma coisa. Passam no semáforo vermelho e mesmo assim a polícia só assiste.” (Aunício da Silva)

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