Nampula: Líderes comunitários exigem subsídios para continuarem a lutar contra uniões prematuras

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Nampula (IKWELI) – Líderes comunitários dos 23 distritos, da província de Nampula, exigem subsídios de motivação para dar continuidade a luta contra uniões prematuras nas suas zonas habitacionais.

Reunidos na manhã desta quinta-feira (19), na cidade de Nampula, num fórum Provincial, essa camada social alega ter muita vontade de dar continuidade aos trabalhos da erradicação das uniões prematuras, mas vê-se sem meios para o efeito.

De acordo com a posição dos líderes comunitários tem sido complexo  locomoverem-se das suas comunidades com destino às aldeias onde são reportados os casos de uniões prematuro, por falta de meios circulantes.

No entanto, os líderes comunitários dizem estar disponíveis para dar continuidade às actividades no combate cerrado às uniões prematuras, mas por falta de incentivo por parte do governo têm sido um calcanhar de Aquiles para essa camada social.

“Realmente, temos falta de transporte que deveria nos permitir a se deslocarmos para os sítios onde há casos de uniões prematuras ou mesmo para divulgação das mensagens chaves sobre a prevenção desse mal e isso compromete àquilo que é o nosso trabalho como líder comunitário, porque deveríamos ser atribuídos àquilo que são os valores monetários, assim como transporte para facilitar o nosso trabalho, porque aquele tempo que nós deixamos os nossos haveres, como o caso de nossas machambas  que temos abandonado para atender esse assunto tão importante de combate a uniões prematuras”, disse um dos líderes, recordando que “nós somos pais de filhos e somos casados, com isso quero dizer que o trabalho de combate às uniões prematuras é muito árduo e requer incentivo”.

Amélia João Cebola, rainha do distrito de Meconta, disse estar a  sofrer no silêncio por falta de meios de locomoção, para prosseguir com às suas actividades de prevenção de uniões prematuras.

“Isso acontece, mas trabalhamos assim mesmo. Vamos fazer como?”, questionou a fonte, afirmando que “é nosso trabalho, porque líder comunitário trabalho dele é se deslocar a comunidade, mas gostaria que o governo nos oferecesse, pelo menos, um meio de locomoção, mesmo que não seja carro, pelo menos, motorizada ou mesmo bicicleta”.

Jeremias Silema, líder comunitário do bairro de Mutaunha, assegurou que “saco vazio não fica de pé”, daí que um apoio simbólico a favor dessa camada social será bem-vindo.

“O pedido que eu faço ao governo desde já é de que deve nos olhar, porque saímos nas nossas casas,  deixamos nossa famílias, nossas esposas, saímos de manhã antes de procurar uma maneira de ganhar pão para trabalhar nas nossas comunidades e os locais onde trabalhamos é distante das nossas aldeias, temos que gastar para transporte”, disse.

Importa lembrar que definir mecanismos a todos níveis para mitigar os feitos negativos das uniões prematuras é a responsabilidade do governo, daí que há necessidade de uma resposta querida para que a luta contra uniões prematuras nas comunidades possa continuar estar em vigor com a actuação da liderança comunitária. (Malito João)

 

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