Magala defende que Moçambique deve se reposicionar em face do debate global sobre mudanças climáticas

Maputo (IKWELI) – O ministro moçambicano dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, defende que o país é chamado a se reposicionar em face do debate global sobre as mudanças climáticas, reforçando a sua contribuição neste movimento global, ao mesmo tempo que busca experiências para o reforço da resiliência da sua economia e das comunidades residentes nas zonas de risco de desastres naturais.

Na quinta-feira da semana passada (22), Magala interveio no lançamento do Relatório sobre o Clima, no quadro de celebração de 23 de Março, Dia Mundial da Meteorologia, sob o lema “Na linha da Frente da Acção Climática”, onde, também, lamentou o facto de as mudanças climáticas prejudicarem os esforços de desenvolvimento sustentável, por meio de uma cadeia, em cascata, de eventos inter-relacionados que contribuem para o aumento da vulnerabilidade das comunidades afectadas.

“Moçambique tem vindo, nos últimos tempos, a registar uma ocorrência cíclica de eventos de tempo e clima de magnitude extrema com destaque para cheias, ciclones e tempestades que resultam em perdas de vidas humanas e impactam negativamente a economia nacional. A temperatura registada nos últimos anos influencia na elevação do nível do mar, intensidade e sequência das cheias e secas, evolução das espécies, rendimento das culturas agrícolas, propagação de doenças infecciosas e outros resultados que atentam contra a estabilidade sustentabilidade da vida humana na terra”, referiu o governante.

Para além da divulgação do relatório do clima, no encontro sobre o Dia Mundial da Meteorologia, marcou o lançamento do Boletim Climático da província de Maputo, um instrumento de monitoria climática que ajuda os produtores a planificar, monitorar e tomar decisões assertivas no decurso das suas actividades, concretização nas zonas áridas e semiáridas de Moçambique, que praticam agricultura em regime sequeiro.

Com o Boletim Climático, lançado, o país conta com seis boletins climáticos provinciais, baseados nas províncias de Manica, Tete, Sofala, Inhambane, Gaza e Maputo. (Antónia Mazive)

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