Cabo Delgado: Terrorismo faz Japão deixar de custear a construção da ponte sobre o rio Messalo

Nampula (IKWELI) – A embaixada do Japão em Moçambique anunciou, oficialmente, que vai cancelar o apoio na construção da ponte sobre o rio Messalo, no posto administrativo de Nairoto, na província de Cabo Delgado, devido a insegurança instalada por conta dos ataques terroristas que tendem a recrudescer.

Keiji Hamada, embaixador nipônico em Moçambique, reconhece a importância da infra-estrutura, por facilitar a circulação de pessoas e bens, entre outros serviços, mas anota que o terrorismo não tem estado a facilitar a execução das obras.

Por outro lado, este diplomata, que falava na última segunda-feira (4) na cidade de Nampula, disse que o governo japonês está a observar a situação de guerra em Cabo Delgado para continuar com as actividades de construção daquela ponte, que assegura a ligação entre o sul e o norte daquela província.

“Ainda estamos a observar a situação de guerra em Cabo Delgado, mas desde o começo deste ano a situação estava meio estável e havia um plano de retomar, mas por agora, somente estamos a espera ver os contornos da situação que ainda não é estável, vamos ver lá para frente, o que é que vai acontecer para implementar esse projecto, mas  para já não há data para recomeçar, porque estamos a acompanhar a situação da província de Cabo Delgado que não é das melhores, mas depois de tudo estar normalizado vai se decidir como será essa questão da ponte sobre o rio Messalo”, disse Keiji.

Ainda na cidade de Nampula, o embaixador Hamada Keiji, garantiu que o seu governo não somente apoia Moçambique na área de infra-estruturas, como também tem desenvolvido projecto de assistência humanitária.

“O Japão tem feito vários projetos para ajudar os deslocados de Cabo Delgado, e assim acabei de chegar a Moçambique para apoiar, a província de Nampula, e de modo particular a província de Cabo Delgado, mas não tenho agora muitas informações, mas o que eu sei é que temos vários projetos para ajudar o povo da região norte de Moçambique”, concluiu o diplomata nipônico. (Malito João)

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