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Giquira denuncia sabotagem e desvio de receitas no transporte público

Nampula (IKWELI) – O presidente do conselho municipal da cidade de Nampula, Luís Giquira, denuncia alegados actos de sabotagem associados ao recorrente desvio de receitas provenientes da actividade de transporte público de passageiros por parte de trabalhadores afectos a este serviço.

O autarca aponta motoristas e cobradores da Empresa Municipal de Transportes Públicos de Nampula (EMTPN) como os principais responsáveis pelo desvio de receitas. No entanto, afirmou que, na qualidade de presidente do município, ainda desconhece as razões que motivam esta prática.

De acordo com Luís Giquira, o desvio de receitas ocorre numa altura em que foi implementada a tarifa única de 15,00Mt (quinze meticais) nos autocarros municipais, medida que visa melhorar o transporte público e garantir a mobilidade urbana da população.

“Não estou satisfeito. Os motoristas e cobradores estão a agir de má-fé para impedir que o município arrecade receitas que possam contribuir para a sustentabilidade dos transportes urbanos recentemente alocados pelo Governo”, sublinhou, durante um encontro realizado há dias com os gestores da empresa

Visivelmente zangado, Luís Giquira classificou a situação como inadmissível. Segundo explicou, é incompreensível que autocarros com capacidade para transportar 30 passageiros arrecadem apenas 2.000,00Mt (dois mil meticais) por dia. “Os motoristas gastam 100 litros de combustível e produzem apenas dois mil meticais por dia. Num autocarro com 30 lugares, os motoristas e cobradores estão a fazer boladas”, afirmou.

Por outro lado, o presidente do município reafirmou que, perante casos de alegada sabotagem e suspeito envolvimento em esquemas fraudulentos, alguns funcionários já foram afastados das suas funções.

“Os motoristas querem criar dívidas em todas as bombas de combustível, e isso preocupa-nos. Todos os dias lutamos para limpar o nome do município, que durante muito tempo ficou manchado. Por isso, há medidas em curso para pôr fim a esta situação”, garantiu. (Nelsa Momade)

Moradores da Zona Central clamam por ajuda para estancar o consumo de drogas

Nampula (IKWELI) – Os moradores da zona residencial da Central eléctrica, no bairro de Mutauanha, nos arredores da cidade de Nampula, denunciam o consumo de drogas por parte de alguns adolescentes e jovens a luz do dia e pedem intervenção das autoridades competentes para minimizar a situação.

De acordo com os denunciantes, que decidiram falar em anonimato, os jovens têm protagonizado assaltos na calada da noite tirando o sono, alegando que é resultado de consumo de várias drogas não especificadas.

“Muitos jovens se aglomeram numa determinada casa ficam a se drogar e isso nos assusta porque sofremos assaltos nas noites. Isso está mau e pedimos a intervenção das autoridades para poder terminar a problemática,” disse uma fonte.

“Antes de ontem (5 de julho), entrou um ladrão numa casa vizinha com a intenção de protagonizar assalto, mas o dono despertou e o militante não conseguiu levar algo, isso é preocupante para nós,” lamentou um dos moradores.

“Pedimos ajuda, nas tardes ficam em grupo a beberem e a fazerem outras coisas, até a uma pessoa que não percebe fica com medo de passar porque ficam a barrulhar, sem falar do cheiro que sentimos quando estão em grupo numa determinada casa,” denunciou um dos moradores. (Francisco Mário)

PR defende ensino superior como pilar da transformação económica no país

Maputo (IKWELI) – Na abertura da Conferência Nacional do Ensino Superior, nesta segunda-feira (6), na capital do país, o Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu que as universidades devem assumir um papel central na transformação estrutural da economia moçambicana, apostando na formação de capital humano, investigação científica, inovação e maior ligação ao sector produtivo.

O Chefe de Estado defendeu a elaboração de um Plano Estratégico do Ensino Superior (2026–2035) inclusivo, transformador e orientado para responder aos desafios do desenvolvimento sustentável, da empregabilidade da juventude e da competitividade nacional.

Segundo Chapo, a conferência realiza-se num momento importante da consolidação da independência económica, através da transformação estrutural da sua economia, por isso, exigiu um forte investimento no capital humano, na ciência, na tecnologia e na capacidade de inovação.

Por outro lado, o PR disse que o lema escolhido para o evento, “Construindo um Plano Estratégico Inclusivo, Transformador e Relevante para o Desenvolvimento Sustentável de Moçambique”, traduz a aspiração colectiva de doptar o país de um instrumento estratégico capaz de orientar o ensino superior para os desafios do presente e as oportunidades do futuro.

Chapo que o Plano Estratégico do Ensino Superior 2026/2035, não pode limitar-se a melhorar o sistema existente, deve constituir um verdadeiro instrumento de reforma institucional, capaz de preparar as universidades para responder as rápidas mudanças científicas globais, tecnológicas, económicas e sociais que caracterizam o século XXI.

Durante a sua intervenção, apontou como prioridade o reforço da ligação entre as universidades e o sector produtivo, o incentivo a investigação científica aplicada, a promoção da inovação e da transformação digital, bem como a melhoria da qualidade do ensino e da empregabilidade dos graduados.

O estadista defendeu igualmente a aposta na área de Ciências, Tecnologias, Engenharias e Matemática (STEM), sem negligenciar a importância das ciências sociais e humanas na construção da cidadania, da governação e da nossa identidade nacional.

Ao abordar os desafios do sector, o PR reconheceu que persistem problemas como o desalinhamento entre formação e mercado, a fraca ligação entre as universidades e o sector produtivo, a insuficiente investigação aplicada, a pressão sobre a qualidade e a baixa empregabilidade em algumas áreas de formação, incluindo o financiamento ao ensino superior.

Apesar desses desafios, destacou os avanços registados desde a independência nacional, recordando que Moçambique passou de uma única instituição de ensino superior em 1975, e com 61 instituições actualmente, com mais de 270 mil estudantes matriculados em todo território nacional.

Apelou que o ensino superior não pode transformar-se numa fábrica de licenciados em desemprego. “Devemos formar jovens capazes de criar oportunidades, gerar empresas através de empreendedorismo e iniciativas locais, desenvolver soluções e liderar processos de transformação económica e social de Moçambique”. (Antónia Mazive)

Vítimas que escaparam à morte por crocodilos pedem apoio em Nampula

Nampula (IKWELI) – As vítimas de ataques de crocodilos que sobreviveram aos incidentes ocorridos no rio Monapo, na zona da barragem, entre as comunidades de Nahene e Cuthuxi, na cidade de Nampula, pedem apoio alimentar por já não terem condições físicas para desenvolver actividades que garantam o sustento das suas famílias.

A situação afecta pessoas que, antes dos ataques, dependiam da agricultura e de pequenos trabalhos para sobreviver. Muitas possuem machambas localizadas do outro lado do rio Monapo, mas, devido as sequelas deixadas pelas mordeduras dos crocodilos, já não conseguem trabalhar como faziam anteriormente.

Os sobreviventes afirmam que os graves ferimentos provocados pelos répteis comprometeram a sua capacidade física, deixando-os numa situação de extrema vulnerabilidade e sem alternativas para assegurar a alimentação das suas famílias.

Falando ao Ikweli, uma das vítimas explicou que, antes do ataque, conseguia produzir alimentos nas suas hortas e realizar outros trabalhos, mas que tudo mudou depois de escapar da morte.

“Estou mal, assim não consigo nada, nem para capinar não consigo. Antes tinha minha horta a margem do rio Monapo, tinha quase tudo e eu conseguia dar de comer a minha família, depois crocodilo se lançou da água quando eu estava a capinar e me mordeu depois de uma luta que não foi fácil até já tinha tirado tripas fiquei de baixa no hospital muito tempo, mas até agora não estou bem sempre fico doente por isso que para comer costumo a sofrer muito. Então, estou a pedir ajuda quem me ouve, pelo menos comida iria agradecer,” disse a fonte.

O líder comunitário local, Albino João, reconhece que a situação continua a preocupar os residentes e considera urgente encontrar uma solução para reduzir os ataques de crocodilos naquela comunidade.

“Na verdade, esse assunto de crocodilos está a fazer sofrer muito a população nesta comunidade, por isso nós estamos a trabalhar, nunca paramos porque essa situação está cada vez pior.”

Os ataques de crocodilos nas zonas de Nahene e Cuthuxi não são um fenómeno recente. Há vários anos que as comunidades denunciam a presença destes répteis no rio Monapo, uma situação que já provocou diversas vítimas mortais e sobreviventes com sequelas permanentes.

Enquanto aguardam por medidas que reduzam o perigo e garantam maior segurança às populações, as vítimas apelam ao apoio de pessoas de boa vontade e das autoridades, sobretudo com alimentos, para minimizar as dificuldades enfrentadas pelas famílias que perderam a capacidade de garantir o próprio sustento. (Malito João)

Governo quer ver expandido Projecto SONY em toda província de Nampula

Nampula (IKWELI) – O governo da província de Nampula pretende ver alargada a implementação do Projecto SONY da ADPP a mais distritos, na sequência dos resultados alcançados pela iniciativa, que já permitiram a reintegração de 630 crianças no sistema nacional de ensino.

O apelo foi lançado pelo director provincial da Educação, William Simão Tunzine, durante uma visita de monitoria a Escola Primária de Natiri, no distrito de Angoche. Na ocasião, Tunzine destacou que o projecto, implementado em parceria com a Save the Children e a ADPP, tem contribuído para melhorar a assiduidade escolar, reforçar o processo de ensino-aprendizagem e devolução à escola de centenas de crianças que estavam fora do sistema.

Contudo, defendeu que estes benefícios devem chegar também aos distritos ainda não abrangidos. Entre as prioridades apontadas para uma futura expansão constam a introdução do lanche escolar, a distribuição de uniformes, a contratação de facilitadores para apoiar a reintegração de crianças e o reforço do acesso à internet e a equipamentos informáticos, com vista a consolidar o Sistema Electrónico de Monitoria da Assiduidade.

A directora do programa, Olivia Jeque, explicou que o Projecto SONY está actualmente presente em 30 escolas dos distritos de Angoche, Liupo e Meconta e que uma avaliação dos resultados servirá de base para decidir sobre a expansão da iniciativa para outros pontos da província.

Além da reintegração de 630 crianças através de 20 Clubes de Educação Acelerada, o projecto distribuiu neste ano 3.000 kits de material escolar e equipou 30 escolas com telemóveis Android para facilitar a monitoria digital da assiduidade de professores e alunos, reforçando a gestão escolar e a qualidade do ensino. (Malito João)

Docente universitário alerta para uma nova colonização em Moçambique

Nampula (IKWELI) – O docente universitário Edson Teresa alerta para o risco do desaparecimento das línguas maternas moçambicanas devido a crescente valorização e comercialização das línguas estrangeiras nas universidades, por isso, como forma de evitar consequências futuras, defende a adopção de medidas para a sua preservação e valorização.

De acordo com Edson Teresa, alguns estudos demonstram que Moçambique possui uma grande diversidade de línguas maternas e que a preservação de algumas delas, através das universidades, representaria um grande avanço.

“Corremos o risco de, gradualmente, esquecermos totalmente os nomes dos objectos nas línguas locais. Daqui a 100 anos, as línguas maternas poderão deixar de ser faladas. Um exemplo concreto é que, em 2017, a língua portuguesa triplicou o número de pessoas que a têm como língua materna”, disse.

Segundo o docente de Linguística na Universidade Rovuma (UniRovuma), por detrás da expansão das línguas estrangeiras nas universidades está o interesse comercial. “Tudo é mercantilismo. Cada um está a vender o seu peixe. A China está a fazer o mesmo ao introduzir a sua língua no solo moçambicano. Hoje, muitos jovens estão a correr para as universidades para estudar mandarim e, posteriormente, trabalharem nas lojas chinesas, agravado pela falta de emprego. Portanto, corremos o risco de as nossas línguas integrarem a lista das línguas mortas”, afirmou.

Edson Teresa acrescentou que a colonização contribuiu para a desvalorização das línguas e culturas africanas. “Nós fomos vendidos como mercadorias e difundiu-se a ideia de que a língua bantu e os africanos eram inferiores ou diferentes. Essa imagem foi propagada e, ainda hoje, muitos que ouvem falar de África pensam que se trata de um único país e que o africano é algo insignificante, porque tudo o que o colono fez esteve de acordo com os seus próprios objetivos”, realçou.

Segundo a fonte, a Europa colonial difundiu a ideia de que o negro não possuía civilização, o que, na sua perspetiva, não correspondia à realidade.

“A civilização do negro era apenas diferente da europeia. Para nós, africanos, toda a comunidade é família, há tios, tias e avós, dependendo da faixa etária. Por isso, devemos tirar o casaco europeu e procurar aperfeiçoar aquilo que é nosso, pensar de acordo com a nossa realidade, porque o que temos atualmente não espelha aquilo que realmente somos”, reiterou.

O entrevistado defendeu a necessidade de se trabalhar para evitar o desaparecimento das línguas nativas “Devemos pensar como africanos, porque a primeira coisa que o colono faz quando chega a uma determinada região é apagar os seus costumes e, de forma particular, a sua língua, para melhor dominar a população. No tempo colonial, por exemplo, a pessoa nem podia falar a sua própria língua; tinha de aprender português para ser considerada um assimilado”. (Francisco Mário)

Com a promessa de encontrar esclarecimento em 7 dias: Governador de Nampula intervém no caso ETG

Nampula (IKWELI) – O Governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, assumiu, esta terça-feira (7), o compromisso de acompanhar o processo das indemnizações reclamadas pelos antigos trabalhadores da empresa de processamento de caju ETG, encerrada há vários anos.

Ao tomar conhecimento da presença dos ex-trabalhadores junto ao Governo Provincial, o dirigente interrompeu a agenda de trabalho e dirigiu-se ao encontro do grupo para ouvir as suas preocupações, segundo refere uma nota de imprensa do gabinete do governador.

A mesma nota refere que após uma breve conversa, convidou uma comissão representativa para uma reunião no seu Gabinete de trabalho, onde igualmente participaram o Director dos Serviços Provinciais da Justiça e Emprego, a Inspectora Provincial do Trabalho e representantes da Mediação Laboral. Durante o encontro, foram analisadas as reivindicações dos antigos funcionários e o ponto de situação do processo.

Como resultado, Eduardo Mariamo Abdula orientou os sectores competentes a acompanharem o caso e a apresentarem, no prazo de sete dias úteis, um relatório detalhado sobre o andamento do processo, na presença dos representantes dos trabalhadores.

No final da reunião, o Governador recebeu os membros da Comissão no seu Gabinete de trabalho, apresentou parte da sua equipa, reiterando a disponibilidade do Governo Provincial para acompanhar o processo dentro dos mecanismos legais. (Malito João)

Centenas de famílias queixam-se da exposição a graves riscos de saúde devido à imundície em Mutauanha

Nampula (IKWELI) – Centenas de famílias que vivem atrás da Universidade Católica de Moçambique (UCM), na cidade de Nampula, concretamente no bairro Mutauanha, queixam-se de viver, há vários anos, expostas a doenças e a um cheiro nauseabundo provocado pela acumulação de resíduos sólidos, situação que, alegadamente, tem causado diversos problemas de saúde.

Os moradores afirmam que convivem diariamente com resíduos sólidos acumulados, que favorecem a proliferação de baratas, ratos, cobras, mosquitos, moscas e outros insectos, além da existência de águas estagnadas nas proximidades das residências.

De acordo com Amina Salimo, uma das moradoras, visivelmente agastada, os resíduos sólidos acumulam-se na vala de drenagem, que tem sido utilizada como local de depósito de lixo e, há bastante tempo, não recebe qualquer limpeza por parte das autoridades competentes.

“Logo de madrugada encontramos a vala cheia de lixo. Enfrentamos esta situação há muito tempo, desde a construção desta infraestrutura”, afirmou.

Amina explicou ainda que, desde que a vala foi construída e acabou transformada numa lixeira, surgiram dificuldades no escoamento das águas durante a época chuvosa, além de doenças como a malária e outras que as famílias contraem.

“Na época chuvosa, nós que vivemos próximo desta vala de drenagem, que agora serve de depósito de lixo, ficamos sem condições de atravessar. Somos obrigados a fazer a limpeza da vala, mas poucas pessoas participam”, lamentou.

A moradora considera que a área foi, alegadamente, esquecida pelo Conselho Municipal.

“Desde que a vala foi construída, nunca vimos o município fazer a devida limpeza. Nós, moradores, já sensibilizámos outras pessoas para não depositarem lixo naquele local, mas elas não aceitam. Apesar de existir um local apropriado para o depósito de resíduos, continuam a deitá-los aqui. Nós, que vivemos ao redor, sofremos com o mau cheiro e com o risco de doenças, como a malária, sobretudo as nossas crianças, que por vezes brincam nas proximidades”, disse.

Por sua vez, Nuro Satar, também residente da circunscrição, afirmou que parte do lixo é transportada por pessoas provenientes de outras zonas “As pessoas de outros bairros também vêm depositar lixo aqui. Quando chamamos a atenção, respondem como se fôssemos funcionários do Conselho Municipal. Assim, continuamos expostos ao risco de contrair doenças e outras infecções”, afirmou.

Como forma de salvaguardar a saúde dos moradores, sobretudo das crianças, Nuro Satar apela às autoridades e à liderança comunitária para que impeçam o depósito de lixo na vala de drenagem e estabeleçam horários específicos para a deposição dos resíduos. (Fátima Mugaveia)

Discussão de casal termina em tragédia: Menina de 4 anos morre atingida por azagaia na Zambézia

Quelimane (IKWELI) – A violência no seio de uma família terminou da forma mais dolorosa no distrito de Mopeia, província da Zambézia, onde uma criança de apenas quatro anos de idade perdeu a vida ao ser atingida durante uma discussão entre os pais.

De acordo com a Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia, o incidente ocorreu quando um homem, de 27 anos, alegadamente tentou atacar a esposa com uma azagaia.

No entanto, o golpe acabou por atingir a própria filha na cabeça, causando-lhe ferimentos fatais. A criança morreu ainda no local, mergulhando a família e a comunidade em profundo luto.

Falando no habitual briefing semanal à imprensa, a porta-voz do Comando Provincial da PRM na Zambézia, Belarmina Henriques, lamentou o sucedido e classificou o caso como mais um exemplo das consequências devastadoras da violência doméstica.

A responsável apelou aos casais para que privilegiem o diálogo e a resolução pacífica dos conflitos, evitando que desentendimentos familiares terminem em perdas irreparáveis.

Entretanto, a polícia informa que o suspeito já foi identificado e o caso continua sob investigação, visando o completo esclarecimento dos factos e a responsabilização criminal do presumível autor.

A morte da criança reacende o debate sobre a necessidade de reforçar a prevenção da violência doméstica e a proteção das crianças, frequentemente as vítimas mais vulneráveis destes conflitos familiares. (Malito João)

UniRovuma reforça laços internacionais: docente regressa do Brasil com novas parcerias académicas

Nampula (IKWELI) – A internacionalização da Universidade Rovuma (UniRovuma) continua a ganhar força com a participação do Professor Almeida Meque Gomundanhe num programa de Mobilidade Académica Internacional realizado na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), no Brasil.

Durante 15 dias, o docente desenvolveu actividades de ensino, investigação científica e extensão universitária, consolidando a cooperação entre as duas instituições.

A iniciativa teve como principal objectivo fortalecer o intercâmbio académico entre a UniRovuma e outras Instituições de Ensino Superior, promovendo a partilha de conhecimentos e a criação de novas oportunidades de colaboração científica e pedagógica.

Ao fazer o balanço da experiência, o Professor Almeida Meque destacou os resultados alcançados. “Tive a oportunidade de partilhar conhecimentos e participar em grupos de estudo e pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPEd) da UENP. Visitei o Campus e, em conjunto, definimos algumas acções académicas que deverão ser desenvolvidas brevemente entre os docentes e discentes da UniRovuma e da UENP”, afirmou.

Sobre a importância da mobilidade académica, o docente salientou que este tipo de iniciativas representa um passo importante para o fortalecimento da carreira académica e da própria instituição. “É sempre muito proveitoso aderir aos programas de mobilidade académica internacional, pois auxiliam no desenvolvimento profissional e abrem espaço para internacionalizar, cada vez mais, a nossa universidade.”

No final da missão, Almeida Meque Gomundanhe agradeceu à Reitoria da UniRovuma pela confiança depositada e à coordenação da Universidade Estadual do Norte do Paraná pelo acolhimento e apoio durante a sua permanência no Brasil.

Licenciado e Mestre em Química, Doutor e Pós-Doutor em Educação, Almeida Meque Gomundanhe lecciona no Instituto Superior de Desenvolvimento Rural e Biociências de Lichinga, onde ministra disciplinas como Métodos de Estudo e Investigação Científica, Didáctica e Pedagogia, contribuindo para a formação de novos profissionais e para o fortalecimento da investigação científica na UniRovuma. (Malito João)