Quelimane (IKWELI) – Uma mulher, de 40 anos de idade, que perdeu o seu esposo vítima de doença, recusou-se a se envolver sexualmente com o seu cunhado para cumprir com um ritual tradicional chamado “PITAKUFA” no distrito de Morrumbala, na província da Zambézia.
O Pitakufa, que traduzido do português significa entrar na morte para afastar da pessoa falecida, é uma prática tradicional supostamente usada para purificar a viúva nas comunidades após a morte do marido.
Indignada, a viúva disse ter ficado surpreendida com a proposta de dormir com o irmão mais velho do falecido marido. “Meu marido estava muito doente, o seu último pedido foi ser enterrado ao lado do seu pai no distrito Morrumbala, sua terra Natal. Quando perdeu a vida levamos a urna para sua terra, depois do funeral passaram-se alguns dias e me disseram que eu tinha que me preparar para me envolver sexualmente com o meu cunhado para fazer um ritual. Em memória do meu marido que amava muito recusei, porque não vejo a necessidade de praticar esse ritual, meu marido nunca me faria mal, nós fomos um casal muito feliz.”
Diante da recusa, a mulher diz que os familiares do falecido marido ficaram desapontados, uma vez que entendem que a prática é de extrema importância e agindo deste modo a mulher estaria a desrespeitar a alma do malogrado. (Fátima Mugaveia)
Nampula (IKWELI) – Durante os primeiros seis meses do corrente ano, o Hospital Central de Nampula (HCN) registou a entrada de, pelo menos, 206 pacientes que tentaram cometer o suicídio, associado a problemas passionais e depressão.
A informação foi revelada em colectiva de imprensa nesta terça-feira (8), pelo psicólogo clínico Ibraimo Manuel.
De acordo com o especialista, no primeiro semestre de 2024 foram registados 124 casos de tentativa de suicídio e no mesmo período de 2025 184. “A cada mês de setembro é dedicada uma campanha de sensibilização e prevenção do suicídio, neste momento o hospital regista uma subida de 12% de tentativa de suicídio, durante os últimos três anos e os profissionais de saúde estão preocupados.”
Adolescentes e jovens do sexo feminino, com a idade compreendida entre 15 e 29 anos de idade, são apontados como os que mais tentam cometer suicídio. “Há cada vez mais mulheres a tentarem o suicídio, queremos apelar aos pais e famílias a serem vigilantes para combater o suicídio no seio social e também procurarem o médico de saúde mental, embora os factores socioculturais continuem a ser um desafio.”
Por outro lado, este especialista apela as famílias de pessoas que tentaram suicídio a oferecer acolhimento baseado na escuta ativa e sem julgamentos, garantindo a segurança imediata e o suporte profissional contínuo. (Nelsa Momade, Foto: Belto Samuel)
Nampula (IKWELI) – Celebrou nesta terça-feira (8) o Dia Internacional dos Alfabetizadores e os praticantes da actividade no distrito de Nampula defendem a pertinência da mesma para as comunidades locais, destacando que aprender a ler constitui um dos meios para ter melhores oportunidades.
Numa mensagem concernente a data, afirmaram que celebram com orgulho o dia, reiterando que ser alfabetizador é muito mais que ensinar letras, palavras e números, mas é acender a luz do conhecimento, despertar sonhos e despertar os alfabetizandos a descobrirem que são capazes de aprender, crescer, transformar as suas próprias vidas e a comunidade onde vivem.
“Neste dia, reafirmamos o nosso compromisso de continuar a ensinar com decisões, paciência, amor e responsabilidade, porque acreditamos que cada pessoa alfabetizada representa uma conquista para toda a sociedade,” disse Anita Eusébio em representação dos alfabetizadores de Nampula
A fonte pediu ao governo para que encontre mecanismos de reajustar o subsídio devido ao actual custo de vida que não satisfaz a realidade.
A alfabetizadora ainda encorajou aos alfabetizandos a não desistirem, porque nunca é tarde para aprender. “A cada palavra lida, escrita e cada conhecimento adquirido é um passo rumo a uma vida melhor, daí que a alfabetização deve ser uma prioridade e um instrumento de inclusão, igualdade e desenvolvimento.”
Por seu turno, Matilde Pastola Cadeira, em representação dos alfabetizandos, disse que a classe celebra a data com muita alegria, porque aprender a ler e escrever garante um bom futuro, permite ganhar confiança para participar na sociedade, compreender os direitos e deveres. “Antes de entrar na alfabetização, muitas vezes sentíamos dificuldades para ler uma mensagem, preencher um documento ou compreender algumas informações importantes. Hoje graças aos nossos alfabetizadores estamos a aprender e a descobrir que nunca é tarde para aprender.” O lema deste ano lembra-nos que alfabetização não só beneficia uma pessoa, mas também as nossas famílias, a comunidade e o nosso planeta,” disse.
“Queremos continuar a aprender, porque acreditamos que uma pessoa alfabetizada pode ter mais oportunidades, tomar melhores decisões e contribuir para uma sociedade mais justa, saudável e próspera, por isso, agradecemos profundamente aos nossos alfabetizadores que com dedicação paciência e carinho nos acompanham nessa caminhada,” rematou.
Cadeira reiterou o compromisso de não desistir de aprender, incentivando outras pessoas a estudarem e usar os conhecimentos adquiridos para melhorar a vida individual e a comunidade no geral porque aprender transforma vidas. (Francisco Mário)
Nampula (IKWELI) – A administradora do distrito de Nampula, Etelvina Fevereiro, garantiu, nesta terça-feira (8), que o seu governo continua empenhado na materialização das políticas de alfabetização.
A 8 de Setembro celebra-se o Dia Internacional de Alfabetização e a escola básica de Napipine, na periferia da cidade de Nampula, acolheu as cerimónias referentes a data naquela circunscrição.
Fevereiro recordou que a alfabetização é um direito humano fundamental e um acelerador dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável concernente a Educação de Qualidade.
A dirigente destacou que, do ponto de vista técnico e pedagógico, alfabetizar vai para além da decodificação de letras, é promover a alfabetização funcional, dotando o cidadão de instrumentos para interpretar informação, exercer cidadania, acelerar os serviços públicos, compreender mensagens de saúde, de prevenção de riscos e de protecção do ambiente, e participar activamente na economia local.
“É neste quadro que o distrito de Nampula reafirma o seu papel na materialização da política nacional de alfabetização e educação de adultos. Por isso, temos hoje 4.716 alfabetizandos activos no distrito, assegurando pelo trabalho abnegado de 160 alfabetizadores. Deste universo, 4.016 são mulheres, o que corresponde a 85,2% do total,” disse Fevereiro.
De acordo com a nossa entrevistada, os dados revelam primeiro, o rosto da exclusão educacional no passado que foi maioritariamente feminino, e segundo revela também o papel transformador das mulheres na família e na comunidade. “Quando uma mulher aprende, toda a geração aprende. Investir na alfabetização de mulheres, é investir directamente na redução da pobreza, na nutrição infantil, na saúde e na retenção escolar,” disse.
Fevereiro ainda endereçou forca aos alfabetizadores pelo trabalho que têm desenvolvido, “Caros alfabetizadores, esta celebração é vossa. Cada sílaba aprendida, cada conta resolvida e cada documento assinado com o próprio nome representa autonomia. Não importa a idade, nem o tempo que passou fora da escola. Aprender é um acto de coragem e de esperança. Mantenham-se firmes, o conhecimento adquirido hoje é a base da vossa prosperidade amanhã,” sublinhou.
A fonte ainda exortou a sociedade a empreender esforços na mobilização e sensibilização, “Temos o dever político e moral de mobilizar os que ainda estão fora do sistema, de resgatar os que abandonaram e de criar ambientes letrados nas nossas casas, mercados, igrejas e associações. Só assim construiremos comunidades resilientes.”
Para administradora, uma população alfabetizada compreende melhor os alertas sobre ciclones, cheias, secas, queimadas e gestão de resíduos. Ela está mais apta a adoptar práticas sustentáveis e a proteger os naturais, assim, alfabetizar é preparar cidadãos para cuidar das pessoas e do planeta.
Na ocasião, a diretora distrital de educação, juventude, tecnologia e desporto de Nampula, Gracinda Venâncio, disse que o sector da educação do distrito está satisfeito com os resultados verificado na alfabetização, “estamos a reconhecer o esforço daquilo que os nossos alfabetizadores enfrentam diante das dificuldades.”
Para o presente ano, o dia da Alfabetização é celebrado sob o lema, “Alfabetização para as pessoas, o Planeta e a Prosperidade,” (Francisco MárioFoto: Higino Carlos)
Nampula (IKWELI) – O economista Aguiar Jaime desafia ao novo governador do Banco de Moçambique, Felisberto Denis Navalha, a combater a vendas ilegal de divisas, como forma de proteger a estabilidade financeira do país, assim como facilitar a vida das empresas que trabalham com exportações.
Segundo o economista, o novo governador do banco central deve aplicar todo seu conhecimento no que diz respeito a matérias económicas para melhorar a situação actual deixada pelo seu antecessor. “Em Moçambique, a nossa balança comercial encontra-se nos últimos tempos por conta de não existência de equilíbrio de importação e exportação. Nós sabemos que o novo governador tem boa experiência na matéria económica, mas também é importante que coisas comecem de base, sabemos que temos um mercado paralelo, e os bancos comerciais têm enfrentado esses problemas de divisas, mas é importante que também haja uma estabilidade.”
Para o economista, o cenário de falta de divisas nos bancos comerciais é um grande sacrifício para a economia do país. “Muita das vezes as empresas pressionadas são aquelas que importam, porque elas precisam desta moeda que é usada no comércio internacional. O que acontece é que quando os bancos não têm divisas, eles não têm como pagar as facturas do exterior e não tendo como pagar as facturas o processo bancário fica aberto, automaticamente você não consegue importar.” (Hermínio Raja)
Cuamba (IKWELI) – Uma jovem enfermeira, de 35 anos idade, residente no distrito de Cuamba, província do Niassa, disse estar a sofrer há 3 anos uma burla do seu namorado, um jovem supostamente residente em Maputo, quem até ao momento já exigiu mais de 50.000,00Mt (cinquenta mil meticais).
Na primeira pessoa, a jovem conta em lágrimas como tudo começou afirmando que “conheci esse jovem no Facebook, em 2023, me fez pedido de amizade aceitei, logo em seguida trocamos números e conheçamos a conversar de forma regular depois de muitos dias de conversa o jovem mostrou interesse em mim, propôs-me namoro e aceitei porque sou solteira.”
Ainda segundo a vítima, o jovem em questão dizia-se mineiro. “Durante esse tempo o jovem nunca mostrou comportamento estranho e que me fizesse duvidar dele, na altura ele dizia ter voltado da áfrica sul onde trabalhava como mineiro. No período em que estivemos a namorar de forma virtual (por vídeo chamada) eu pagava as despesas dele lá em Maputo onde ele vivia, mas isso não é problema para mim porque eu realmente gostava dele sou mãe de 2 meninos e queria alguém para me amar.”
No mesmo período o suposto namorado terá pedido que a enfermeira fizesse um empréstimo de 100.000,00Mt (cem mil meticais) para que o mesmo pudesse comprar passagem para Cuamba, de modo a conhecê-la pessoalmente. “Eu mandei apenas 50.000,00Mt porque também precisava da metade do valor para reabilitar a casa onde moro. Depositei o valor no Emola dele, depois de alguns dias ele disse que ia para África do Sul comprar mercadoria e desde então não tenho notícias sobre ele, os números que tinha já foram desligados e as redes sociais bloqueadas.”
Na mesma senda, o pai da jovem lamentou o sucedido. “Estou muito triste pela minha filha, o jovem conseguiu nos enganar, agora estamos a dar forças a nossa filha, ela vai se recuperar e que isso sirva de lição para a juventude, o mundo não está nada bom, todo cuidado é pouco.”
O Serviço de Investigação Criminal (SERNIC) no Niassa disse que casos como estes não têm resolução porque não há pistas, mas que vai envidar esforços para apurar as reais causas. (Fátima Mugaveia)
Nampula (IKWELI) – O Presidente da Comissão Executiva do Moza Banco S.A., Manuel Soares, mostra-se expectante quanto aos resultados da Linha de Financiamento a Empreendimentos Rurais (LFER), considerando que o projecto poderá impulsionar actividades como agricultura, pesca e aquacultura, agro-processamento e comércio rural, sectores que sustentam e geram rendimento para milhares de famílias moçambicanas.
Manuel Soares considera acertada a decisão do governo em lançar a LFER na província de Nampula, tendo em conta o potencial produtivo e a contribuição da região para as exportações nacionais. Para o gestor, o sucesso da iniciativa dependerá também da capacidade dos beneficiários de devolverem os recursos recebidos, permitindo que o fundo seja reutilizado para financiar outros empreendedores no futuro.
“Nampula é uma província que tem muito impacto em termos de exportações nacionais, onde há imensa produção rural. Queremos que, sendo uma província bem acompanhada, possa contribuir para este desenvolvimento que o país precisa. Estamos certos de que esta linha vai produzir resultados”, afirmou Manuel Soares.
O gestor explicou que o Moza Banco chega a esta parceria com experiência acumulada na área de financiamento, cabendo à instituição operacionalizar o desembolso de um valor global de 726 milhões de meticais, canalizado para nove instituições financeiras participantes, entre bancos comerciais, micro-bancos e operadores de micro-finanças.
Manuel Soares destacou ainda que o Moza Banco assumirá a custódia dos recursos da linha, garantindo a sua gestão de forma segregada e com mecanismos de controlo e rastreabilidade dos fluxos financeiros. “O Moza Banco é fiel depositário do capital desta linha, abrimos e gerimos contas e subcontas de forma segregada, com mecanismos de controlo e rastreabilidade do fluxo financeiro. Os recursos desta linha são públicos e serão tratados com rigor”, explicou.
Segundo o gestor, a instituição será igualmente responsável pela operacionalização do ciclo de crédito, desde a instrução dos processos até à análise e avaliação dos projectos. “Cabe-nos organizar o processo, instruir a documentação, verificar a elegibilidade, avaliar a viabilidade dos projectos e submeter ao comité de crédito constituído especificamente para esta linha. Cabe-nos depois desembolsar e registar cada operação”, disse.
Por fim, Manuel Soares sublinhou que a disciplina no reembolso será fundamental para garantir a continuidade da LFER e a credibilidade da iniciativa. “Assumimos, em terceiro lugar, o compromisso da dupla verificação institucional. Nenhuma operação avança apenas com a decisão do banco, havendo também a validação do FARE enquanto unidade de implementação. O processo torna-se mais exigente, mas é precisamente essa exigência que protege o fundo, os beneficiários e a credibilidade desta iniciativa perante os parceiros de desenvolvimento”, concluiu. (Malito João)
Nampula (IKWELI) – A Polícia da República de Moçambique (PRM) registou 9 acidentes rodoviários nos primeiros seis meses de 2026, contra 12 ocorridos no igual período de 2025, representando uma redução de 25%.
Os dados foram apresentados por Egídio Pedro, chefe da Secção de Instrução e Educação Pública no departamento da Polícia de Trânsito em Nampula, durante a apresentação do balanço comparativo do período.
Segundo Egídio Pedro, os acidentes registados em 2026 provocaram 16 mortes, contra igual número no período homólogo, enquanto o número de feridos subiu para 36, contra 35 em 2025, correspondendo a um incremento de 2,9%.
Na ocasião, Egídio Pedro deu a conhecer sobre o acidente que aconteceu recentemente na avenida do Trabalho, “cujo condutor circulava no sentido padaria Sipal/Trim trim. Esse acabou chocando quatro viaturas e um murro de vedação e comunicado a polícia de trânsito fez-se presente ao local e chegando notou que o motorista estava sob efeito de álcool, no momento a polícia está lavrando auto para submeter as entidades próprias″.
“Outro caso aconteceu hoje [terça-feira, 8] as 6 horas e 30 minutos na EN1, concretamente no Muepelume,” disse referindo ao acidente que fez duas vítimas mortais. (Malito João)
Maputo(Ikweli)- O Partido PODEMOS capacitou esta terça-feira (8) os seus deputados da Assembleia da República e das Assembleias Provinciais em matérias relacionadas com o Diálogo Nacional Inclusivo, com enfoque nas reformas constitucionais, eleitorais, descentralização e participação política.
A formação que decorre entre os dias 8 a 10 do mês em curso segundo o presidente do partido, Albino Forquilha, visa dotar os representantes do povo de conhecimentos técnicos para uma participação responsável no processo de reformas do Estado e na busca de soluções para os recorrentes conflitos pós-eleitorais em Moçambique.
Forquilha explicou que a capacitação pretende, para além de transmitir conhecimentos técnicos, criar nos representantes do partido uma maior consciência sobre a importância do diálogo nacional inclusivo e tratá-lo com responsabilidade.
Segundo o dirigente, o conhecimento das matérias em debate é fundamental para que os deputados possam contribuir de forma adequada para as reformas que o país necessita.
“Sem o conhecimento das matérias mal podemos tratá-las,” Afirmou Forquilha, defendendo que o objetivo é alcançar reformas profundas que permitam encontrar uma solução para os problemas existentes.
O presidente do Podemos, apontou os conflitos pós- eleitorais como um dos maiores problemas que devem ser enfrentados ao longo dessas reformas.
Ao seu ver é preciso que se crie condições para que o processo seja conduzido com responsabilidade e justiça para que depois das eleições todos moçambicanos continuem unidos em paz e reconheçam os resultados.
” É importante que no fim de uma eleição nós sejamos ainda família, sejamos um país, nos abracemos e reconheçamos os resultados que tiverem feito, mas isso pode acontecer se a justiça eleitoral for respeitada ao longo do processo.”
Sobre a estratégia do PODEMOS em relação aos outros partidos, Forquilha disse que a intenção não é se diferenciar, mas criar condições técnicas de compreensão aos seus representantes em matérias ligadas ao diálogo nacional inclusivo e as suas reformas
Questionado sobre as propostas concretas do PODEMOS para as matérias em debate, Forquilha afirmou que, enquanto signatário do acordo que viabilizou o diálogo, prefere não antecipar posições para não influenciar o processo. Segundo explicou, o partido pretende permitir que o diálogo decorra e que as diferentes propostas sejam colocadas à mesa no momento apropriado
“Como um signatário deste acordo de diálogo nacional inclusivo, não adianto propostas, porque senão estaria a dizer que aquilo que eu digo é que deve prevalecer.”
Em relação às recentes decisões judiciais envolvendo o PODEMOS, incluindo a providência cautelar e a determinação de abertura de um processo por alegada desobediência, Forquilha afirmou que o partido respeita as decisões dos tribunais, mas continuará a recorrer aos mecanismos judiciais para contestar decisões com as quais não concorde. Por: Antónia Mazive
São Paulo (IKWELI) – O escritor e investigador moçambicano Jessemusse Cacinda lançou, na Universidade de São Paulo (USP), no Brasil, a sua mais recente obra literária, intitulada ″Made in Nampula ou Jazz do Oriente″, num momento que marca igualmente o início de uma digressão cultural e académica de um mês por diferentes estados brasileiros.
Editado no Brasil pela Nandyala, o livro cruza literatura, artes plásticas e música, estando prevista a sua chegada ao mercado moçambicano e português através da Ethale Publishing.
A obra é composta por oito textos, descritos pelo autor como “peças em fragmento”, que dialogam com 14 telas do artista plástico moçambicano Ruben Zacarias, actualmente radicado no Porto, Portugal. Concebido com a alma de um catálogo de arte, o livro aborda temas como as quedas e reviravoltas da vida, o amor e os seus percalços, a memória do pós-guerra civil e os desafios sociais, políticos e económicos contemporâneos de Moçambique.
Segundo Jessemusse Cacinda, a escolha do título está directamente ligada à sua origem e a forma como observa o mundo a partir da sua experiência em Nampula. “A ideia do ‘Made in’ remete a um lugar onde tudo foi fabricado, pode ser um produto ou uma vida. Nampula é a cidade onde nasci e onde está a minha casa. Hoje, faço a minha carreira pelo mundo e penso os problemas globais a partir da minha experiência em Nampula,” explica o escritor.
O autor acrescenta que a obra foi concebida para proporcionar diferentes formas de leitura, combinando literatura, música e reflexão. “Este é um livro para ler, divertir-se com a música que percorre as suas páginas e pensar. Abre muitas possibilidades de leitura.”
A digressão de Jessemusse Cacinda pelo Brasil abrange o estado de Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, onde, para além da promoção do livro em livrarias, bibliotecas e centros culturais, desenvolve uma agenda académica. (Redação)