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Monapo: Malfeitores assassinam guarda para aceder ao interior de um estabelecimento

Monapo (IKWELI) – A vila autárquica de Monapo, na província de Nampula, voltou a registar um episódio de violência que está a gerar forte preocupação entre os moradores locais, após a invasão de uma mercearia no bairro Mecutane por indivíduos ainda não identificados, durante a madrugada da última terça-feira (21).

A vítima, um guarda de 68 anos de idade, identificado por Juma Pilale, foi surpreendido no exercício das suas funções, tendo sido mortalmente agredido pelos assaltantes, num acto que revela a crescente ousadia dos criminosos na região.

Segundo fontes no local, o corpo da vítima foi encontrado numa casa inacabada, localizada a poucos metros do estabelecimento comercial onde trabalhava, levantando suspeitas de que tenha sido retirado do local antes de ser executado, embora as circunstâncias ainda careçam de esclarecimento oficial das autoridades competentes.

A situação abalou os populares e colocou em alerta outros guardas que dependem dessa actividade como meio de sustento, aumentando o clima de medo e incerteza quanto à segurança na vila. (Malito João)

Governo reforça o ensino digital

Xai-Xai (IKWELI) – O ministério moçambicano da Educação e Cultura, procedeu nesta terça-feira (21), em Xai-Xai, ao lançamento oficial do ensino digital no país durante a IV Conferência Nacional da Educação à Distância, um evento dirigido pela responsável do sector, Samaria Tovela.

Para o efeito, uma conferência está agendada para decorrer no mês de Setembro próximo, na província de Gaza, e surge como um espaço de reflexão sobre o papel da educação digital à distância na expansão do acesso ao ensino. A iniciativa pretende ainda consolidar estratégias que tornem este modelo mais eficiente e inclusivo, sobretudo para estudantes em zonas de difícil acesso.

De acordo com uma nota do Ministério da Educação e Cultura, o encontro irá permitir a avaliação dos progressos alcançados desde a última edição, bem como a identificação dos principais desafios enfrentados na implementação da educação à distância. Também serão partilhadas experiências e boas práticas desenvolvidas por diferentes instituições de ensino superior e técnico-profissional.

Antes da realização do evento principal, estão previstas pré-conferências nas províncias de Maputo, Gaza, Manica e Niassa, com o objectivo de recolher contribuições locais. Estas actividades irão culminar no debate nacional sob o lema “Educação à Distância como Pilar do Desenvolvimento Sustentável, da Inclusão, da Resiliência e da Qualidade”, sublinhou Samaria Tovela em seu discurso sobre o assunto. (Malito João)

Duas unidades sanitárias continuam encerradas em Monapo devido a desinformação sobre a cólera

Nampula (IKWELI) – Os centros de saúde de Ramiane e Mecucu, no distrito de Monapo, em Nampula, encontram-se encerradas há um mês em consequência da desinformação sobre a cólera, situação que coloca a população local sem acesso aos serviços básicos de saúde.

A informação foi partilhada ao Ikweli pelo médico-chefe provincial de Nampula, Geraldino Avalinho, quem explica que os profissionais de saúde que ali trabalhavam e parte da liderança local tiveram de ser evacuados para garantir a segurança deles.

“Temos um mês e meio que estes dois centros de saúde estão encerrados, é preciso compreender que sempre que se encerra um centro de saúde por conta de ameaças comunitárias é um trauma que fica marcado por parte dos profissionais de saúde. Estes profissionais de saúde não foram para suas residências, foram realocados para outras unidades sanitárias a prestarem as suas actividades, há um trabalho em curso para terapia psicológica para dar suporto emocional às profissionais vítimas”.

Por outro lado, Avalinho sublinhou que as autoridades trabalham a todo custo para retomar a assistência médica a população das duas comunidades. “O nosso objetivo é fazer com que os cuidados primários de saúde continuem, igualmente dar assistência médica integralmente aos que necessitam, queremos que os pacientes não percorram longas distâncias para ter o acesso as unidades sanitárias, para isso é preciso que haja uma ligação muito forte entre os profissionais de saúde e a população”. (Nelsa Momade)

Desmaios colocam em pânico a comunidade escolar de Muthita

Nampula (IKWELI) – A escola básica de Muthita, na periferia da cidade de Nampula, está a viver, agressivamente, o fenómeno de desmaio de raparigas, onde diariamente a média de 50 alunos da 5ª a 9ª classe desmaiam sem explicação aparente.

De acordo com fontes locais, por exemplo, no dia 17 de abril, um total de 30 raparigas foram afectadas enquanto participavam aula, no horário das 9 as 15 horas, obrigando ao abandono do processo de ensino e aprendizagem.

“Nós ainda estamos preocupados com este assunto de desmaios aqui na escola, muitas alunas caem de repente, o mais estranho é que quando isso acontece a directora não faz nada, ao contrário ela tranca as portas do gabinete dela, deixando professores e outros alunos a lidarem com as vítimas,” explicou Alima Ussene, aluna que frequenta a 6ª classe na escola básica de Muthita.

Rute Nelson, de 12 anos de idade, aluna da 5ª classe naquele estabelecimento de ensino, contou que após atingir as vítimas, elas manifestam situações de violência contra colegas e professores. “Eu costumo ver minhas colegas a caírem de qualquer maneira, e aquilo se começa com uma, outras dão acompanhamento, e começam a vir com intenção de nos bater, e a professora nos fala para irmos para casa, como na quinta e sexta-feira toda não tivemos aulas, por causa dessa situação e a professora nos falava para ir para casa”.

Rute Nelson acrescentou que na passada sexta-feira o cenário foi demais. “Nas sextas-feiras pioram cair as 8 horas e de tarde 13 horas e sempre que caem chamam nome da directora a pedir-lhes largar e a falar muitas coisas, e os alunos concluem que a directora é que provoca a situação para alunas caírem, porque quando a directora vem nas quintas e sextas-feiras muitas alunas caem e nos dias que ela não vem nenhuma aluna cai de desmaio, ou se caírem são poucas que caem e acreditamos que ela é culpada”.

Por causa da insatisfação de pais e encarregados de educação, face ao fenómeno, a quem preferiu tirar os seus educandos daquele estabelecimento de ensino, por temer que sejam próximas vítimas do cenário.

A título de exemplo, Lucinda Mário, mãe de 3 filhos que frequentam 7ª, 8ª e 9ª classes na escola básica de Muthita, manifestou-se preocupada sobre desmaio, lamentando a situação.

“Elas são alunas e crianças que precisam de um ensino e aprendizagem com qualidade, mas não chegam de participar aulas por causa disso de se cair, todas devem abandonar escola até mesmo o bairro. Já estamos a vivenciar essa situação há 5 anos, e mesmo a escola secundária de Muatala, também vive-se a mesma situação onde por dia caem cerca de 10 alunas”.

Mirella Samuel, mãe de 3 filhas que frequentam 6ª a 9ª classes, na escola básica de Muthita, disse que a direção da escola tinha que trabalhar com os pais e encarregados de educação, para saber como eliminar esta situação, “porque as nossas filhas é que estão a acabar cada dia que passa, sabendo que isso, as nossas filhas contaminam lá, uma vez que a escola está no bairro, e basta cair uma aluna o bairro todo fica agitado porque as vitimas levantam e começam a bater nas outras”.

A nossa equipe de reportagem deslocou-se à direcção da Escola Básica de Muthita, para falar com directora, mas tomamos conhecimento através da sua secretária, que não era oportuno para falar, alegando que estava reunida com os professores.  (Virgínia Emília)

Taxa de transmissão de HIV/SIDA entre jovens e adolescentes continua preocupante no país

Maputo (IKWELI) – O cenário de HIV/SIDA entre adolescentes e Jovens, dos 15 a 24 anos de idade, em Moçambique continua preocupante, com cerca de 37% de novas infecções nessa faixa etária.

O número foi avançado pelo Ponto Focal do Programa Nacional de HIV/SIDA no Ministério da Saúde (MISAU), Isidoro Nobre, em entrevista ao Ikweli, em Maputo, onde indicou que entre os principais factores que contribuem para o aumento das infecções destacam-se a falta de informação adequada sobre prevenção, o início precoce da vida sexual, múltiplos parceiros e baixa adesão ao uso do preservativo.

Segundo Nobre, estes factores associam-se aos desafios mais amplos, como a desigualdade do género, pressão de pares e vulnerabilidades socioeconômicas. Outro obstáculo crítico apontado pela fonte é o estigma e a descriminação associados ao HIV, que continuam a afastar adolescentes e jovens dos serviços de saúde.

A fonte observou que essa realidade dificulta tanto a testagem precoce como adesão ao tratamento antirretroviral (TARV) entre os que vivem com o vírus. “Neste momento, o cenário ainda continua preocupante, apesar de várias intervenções que têm sido feitas no setor de saúde, especificamente pelo Programa de Interesse HIV e outras áreas com atividades colaborativas com o Programa de HIV.”

De acordo com o responsável nacional da área de HIV no MISAU, o país tem vindo a implementar diversas estratégias para inverter a tendência, entre elas destacam-se a expansão dos Serviços de Saúde Amigos de Adolescentes Jovens (SAAJ), que oferecem atendimento especial a esta faixa etária dentro das unidades sanitárias.

Por outro lado, o sector da saúde tem reforçado o uso das redes sociais e plataformas digitais para disseminar informação sobre prevenção e estilo de vida saudável para jovens. Outras iniciativas incluem, conforme a fonte, o uso das clínicas móveis em zonas remotas, campanhas de testagem voluntária e distribuição de preservativos e outros insumos como autoteste para HIV, sobretudo ao nível comunitário.

Na entrevista, Isidoro Nobre fez saber de um projeto piloto em curso na província de Nampula que testa a introdução do autoteste também nas unidades sanitárias. “Actualmente, a nível do país, estamos a fazer um projeto piloto na província de Nampula com a introdução do autoteste a nível das unidades sanitárias para além das comunidades.”

Sobre o TARV, a fonte arrola que está disponível no país com uma cobertura de cerca de 98% das unidades sanitárias, mas admite que apesar dessa cobertura persistem barreias como longas distâncias até ao serviço de saúde, falta de confidencialidade e medo do estigma, considerados factores que afetam particularmente os jovens.

Face a isso, explicou que as organizações comunitárias tem desempenhado um papel fundamental na resposta, através de campanhas de sensibilização, testagem, distribuição de insumos de prevenção e acompanhamento de pacientes em risco de abandono de tratamento.

Outra estratégia eficaz, tem sido o aconselhamento entre pares, onde jovens, educam outros jovens, promovendo maior identificação e confiança. “Lembrar que uma das coisas que a gente fez como Ministério de Saúde no programa da HIV é usar o próprio jovem para ser o disseminador da informação para os outros jovens da mesma faixa de idade, que é um aconselhamento em paz.”

Aquele representante do MISAU, destacou o papel central da escola, como fonte primária sobre a sua educação sexual e reprodutiva. “Tendo em conta que todos nós passamos pela escola, e a escola é a casa-mãe para todos os jovens, do princípio é um direito que os jovens têm de estudar. É o local certo para que nós possamos disseminar a informação relacionada ao bem-estar de saúde, a educação sexual e reprodutiva para o jovem.”

O nosso entrevistado apela aos pais e encarregados de educação para a necessidade de criação de um espaço de diálogo aberto com os jovens, tento sublinhado que em algum momento os pais se esquecem que os filhos precisam de um ombro amigo e não apenas de pai.

Aos jovens apelou o reforço da importância de serem informados, proactivos e responsáveis na tomada de decisões relacionadas a suade “um jovem bem informado está mais preparado para se proteger e contribuir para uma geração mais saudável.”

De acordo com o inquérito sobre o Impacto do HIV e SIDA em Moçambique (INSID 2021), a prevalência nacional é de 12,5% entre adultos com 15 ou mais anos. Em 2024, das cerca de 92 mil novas infecções registadas no país, aproximadamente 34 mil ocorreram entre adolescentes e jovens, sendo a maioria em raparigas e mulheres jovens. (Antónia Mazive)

Conservação da terra continua enferma de falhas

Celebrou-se nesta quarta-feira (22) o Dia Mundial da Terra e o distrito de Malema acolheu as cerimónias ao nível da província de Nampula, com a tónica da necessidade da preservação, cada vez mais, da terra.

José Luís, director do Serviço Provincial da Ambiente, reconheceu, na ocasião prevalecerem desafios na conservação da terra.

“Falhamos ao conservar a terra, porque efectuamos queimadas descontroladas e o solo fica cada vez mais pobre. Tiramos lenha, cortamos árvores ao longo dos rios e isso afugenta a capacidade da água, deitamos lixo onde não podíamos deitar e com a chuva o mesmo lixo é transportado criando interrupções nas valas de drenagens e outros canais de água,” disse.

O dirigente deixou um desafio para o distrito de Malema para ordenar a terra no sentido de produzir melhor, abandonando a prática das queimadas descontroladas. “Vamos usar o capim, a erva como adubo orgânico porque a terra ordenada produz e traz mais valor.”

A fonte instou ainda que se possa reflorestar onde cada igreja, cada família se encontra, plantando pelo menos duas (2) árvores, porque as árvores são fonte da vida. “O outro desafio é fazermos os sistemas agroflorestais, nas nossas machambas não abatermos todas árvores, mas sim fazer a combinação as árvores de sombra, as de construção de madeiras e das culturas alimentares.”

Luís sublinhou que “os nossos antepassados deixaram-nos um banco que é a terra, daí que valorizar essa terra significa que não vamos ser aquela geração que vai entregar terras podres a gerações vindouras,” disse, afirmando que “a terra não pede muito, só quer ordem e respeito, e isso nós todos sabemos dar.”

As comemorações que no presente ano decorreram sob o lema: “Valorizar a terra, ordenando o território.”

Administrador de Malema advoga uso consciente da terra

E o administrador de Malema, Bernardino Campira, apela a necessidade do uso consciente da terra de modo que as futuras gerações possam ter proveito da mesma, lembrando que ela é a fonte para a prática de várias actividades.

“Temos que ter esta responsabilidade olhando as necessidades das gerações actuais e as necessidades das gerações vindouras. Daí que enquanto cidadãos, não devemos ocupar a terra à força, nem vendermos a terra ilegalmente. Temos que plantar árvores, cuidar das nascentes dos rios e depositar o lixo no local apropriado,” disse Campira no seu discurso.

A fonte sublinhou que “temos que pagar taxas, e respeitar zonas de proteção, proteger zonas sagradas, cemitérios. Reflectir sobre a terra constitui uma urgência, não podemos adiar esta actividade, pois a terra é a base de tudo em Malema, em Nampula e em Moçambique”.

O administrador concluiu seu discurso afirmando que “é na terra onde construímos infraestruturas, produzimos os nossos produtos alimentares e nela onde podemos obter emprego, assim como construir a nossa identidade,” realçou. (Francisco Mário)

Nampula observa filas invulgares na procura de combustíveis        

Nampula (IKWELI) – Parte significante das estações de abastecimento de combustíveis, também conhecidas por bombas de combustíveis, na cidade de Nampula, observam longas e invulgares filas na procura do líquido.

O governo, através do director dos Serviços Provinciais de Infraestruturas, que tutela a área de combustível, Rui Ramos, garantiu na tarde desta quarta-feira (22), que a província de Nampula não enfrenta problemas de combustível, apontando o oportunismo como um dos principais factores por detrás da situação.

De acordo com Ramos, algumas pessoas estão a tentar aproveitar-se do cenário, criando uma percepção de escassez que, segundo afirma, não corresponde à realidade.

“A província de Nampula tem combustível, na terminal oceânica de Nacala-Porto, temos combustível para vários pontos e as bombas estão a funcionar normalmente, ontem o contacto que tivemos com a terminal oceânica de Nacala deu indicações, houve transporte de 26 camiões de gasolina e 24 de gasóleo para vários pontos, incluindo aqui na cidade de Nampula, então está assegurado ao nível da nossa província.”

O dirigente acrescentou que o abastecimento está garantido, destacando o papel das infraestruturas de Nacala no fornecimento contínuo de combustíveis para diferentes regiões da província.

Sobre a escassez registada em algumas bombas da cidade, explicou que “de facto acontece que algumas bombas não tinham combustível, o processo que se leva a partir do retalhista até às fontes de abastecimento pode levar algum tempo.” A situação ocorre numa altura em que várias bombas da urbe registam falta de combustível, enquanto vendedores informais especulam os preços, fazendo com que o litro passe a custar até 140,00Mt (cento e quarenta meticais). (Malito João)

População de Mukhurua vive da água das condutas danificadas

Nampula (IKWELI) – Os residentes da zona de Mukhurua, na periferia da cidade de Nampula, recorre as condutas de água danificadas que por ali passam para ter acesso ao precioso líquido.

Segundo apurou o Ikweli, os tubos danificados acabam por favorecer a comunidade, sobretudo em locais onde os tanques e torneiras comunitárias, conhecidos como “opovuni”, não têm grande aderência, uma vez que a população prefere recorrer à água gratuita proveniente dos tubos rebentados.

Entretanto, esta realidade já começa a criar impactos negativos para os moradores que pagam facturas de água e dependem da venda para gerar renda. Muitos alegam que a procura diminuiu drasticamente devido à existência de água gratuita nas ruas.

Sónia Celestino, uma das residentes, relata que o seu negócio foi seriamente afectado com o surgimento dos furos nos tubos. Antes, conseguia arrecadar valores consideráveis com a venda de água.

“Aqui na minha casa, cada balde de água custa 5,00Mt (cinco meticais). Antes de termos muitos tubos furados, por dia conseguia fazer até 500,00Mt (quinhentos meticais), mas agora, se eu conseguir 50,00Mt (cinquenta meticais), já é muito, porque a maioria da população tira água nesses furos,” lamentou.

A mesma fonte acrescenta que, mesmo quando tentam reparar os tubos danificados, o problema persiste. “Quando tentamos amarrar, no dia seguinte encontramos novamente furado. É muito complicado,” disse.

Por outro lado, há moradores que reconhecem a ilegalidade da prática, mas justificam o seu uso com base nas dificuldades económicas enfrentadas no dia-a-dia.

Maria Acácio afirma que o dinheiro que seria destinado à compra de água acaba por ser usado para outras necessidades básicas. “Não é possível termos água a sair nos tubos e irmos comprar. Sabemos que é proibido, mas todos tiram, porque isso nos ajuda muito,” explicou.

Raul Santos defende a reintrodução de sistemas antigos de abastecimento comunitário como forma de minimizar o problema. Segundo ele, a existência de torneiras públicas a preços acessíveis poderia reduzir a vandalização dos tubos.

“Há pessoas que não conseguem pagar 5,00Mt por um balde de água. Antigamente, nas torneiras do bairro, custava 3,00Mt (três meticais) e nas fontenárias era 1,00Mt (um metical). Hoje tudo mudou, mas a pobreza continua,” referiu.

No bairro de Mukhurua, os tubos rebentados não só prejudicam o fornecimento regular de água, como também danificam as vias de acesso e colocam em risco pequenos negócios locais ligados à venda deste recurso essencial. (Malito João)

UniRovuma elogiada por recuperar o tempo perdido de estudantes do 1º ano

Nampula (IKWELI) – Os estudantes do 1º ano da Universidade Rovuma (UniRovuma), em Nampula, elogiam a direcção daquele estabelecimento de ensino pela decisão de dar continuidade às aulas mesmo durante a realização das Jornadas Científicas, que vão decorrer de 18 a 22 de Maio do ano em curso.

A decisão da UniRovuma acontece numa altura em que as aulas naquela instituição de ensino arrancaram com algum atraso, pelo que a intenção da direção pedagógica é recuperar o tempo perdido, aproveitando o período das jornadas científicas.

Os estudantes acreditam que, uma vez que as aulas iniciaram tarde, o propósito da universidade é precisamente recuperar parte do tempo perdido. “Estamos muito satisfeitos, porque a Universidade Rovuma está preocupada connosco, estudantes. Na verdade, nós já havíamos conversado sobre essa preocupação de como recuperar o tempo perdido. Por isso, não temos muito a dizer, senão agradecer esta ideia. Tenho certeza de que teremos mais espaço para recuperar o tempo”, explicou Carlos Raúl.

Já Suzana Caetano entende que “a Universidade Rovuma pensou muito bem, porque, na verdade, precisamos recuperar o tempo que perdemos, uma vez que iniciámos as aulas tarde, então estamos muito felizes”.

De acordo com o comunicado da Universidade Rovuma os estudantes recém-ingressados não terão interrupção das aulas durante a semana das Jornadas Científicas, agendada para o período de 18 a 22 de Maio, devendo as actividades lectivas decorrer normalmente.

O documento informa ainda que a semana inicialmente reservada para a preparação dos exames, de 8 a 12 de Junho de 2026, será convertida na última semana de aulas para os estudantes do 1.º ano.

A Direcção Pedagógica apela à máxima divulgação e ao cumprimento rigoroso das orientações, medida que visa garantir o ajustamento do calendário académico face ao atraso verificado no arranque das actividades lectivas. (Malito João)

Arrancam obras da Praça do Metical na cidade de Nampula

Nampula (IKWELI) – Arrancaram nesta terça-feira (21) as obras de construção da Praça do Metical na cidade de Nampula, uma actividade que inclui a requalificação do jardim Parque Popular.

O autarca da cidade de Nampula, Luís Giquira, lançou a primeira pedra da obra, numa iniciativa apoiada pelo Banco de Moçambique.

Segundo disse, o iniciou da obra representa o compromisso de transformar em acções concretas as promessas projetadas durante a campanha eleitoral.

“Eu prometi aos munícipes que faria de tudo e buscar todo o tipo de parceiros daí que hoje estamos a testemunhar o lançamento da primeira pedra, queremos aqui garantir que nenhuma árvore será derrubada neste processo de requalificação,” garantiu o autarca, o qual exortou aos empreiteiros a respeitarem o meio ambiente na execução das obras. (Nelsa Momade)