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Falta de comida em Nampula preocupa Paunde

Nampula (IKWELI) – O Membro da Comissão Política e Chefe da Brigada Central de assistência a província de Nampula do partido FRELIMO, Filipe Paunde, diz estar preocupado com a crise alimentar no seio da população, devido a não circulação de transportadores de mercadoria, em consequência da falta de combustível, quase em todo país, de forma particular nesta região, nos últimos dias.

A preocupação foi manifesta nesta quinta-feira (07), durante uma conferência de imprensa que marca início da visita daquele responsável a capital do Norte, cuja agenda central é o balanço da V secção Ordinária do Comitê Central e da preparação da XI reunião Nacional de quadros.

Devido a situação, Paunde exortou a população a apostar na produção de diversos produtos alimentares, com vista a evitar mortes por fome, nesta parcela do país.

Igualmente, acrescentou que o governo moçambicano tem estado a levar acabo várias acções, na importação de comida para alocação de produtos alimentares em locais de comercialização, como arroz e outros, para evitar fenómenos de mortes por fome.

O político desafia aos dirigentes, sobretudo da província de Nampula, a redobrarem esforços, com vista a atender com maior urgência as necessidades da população, e não com interesses próprios.

Na mesma senda, aquele político sublinhou que com a ajuda da população na produção de diversos produtos alimentares, poderá facilitar o plano do governo, na alocação de medicamentos em farmácias públicas e outras necessidades. (Virgínia Emília)

E Giquira não quer saber da subida dos “chapa-100” na autarquia dele

Nampula (IKWELI) – O conselho autárquico da cidade de Nampula garantiu, na manhã desta quinta-feira (7), que será implacável contra os automobilistas que agravarem o preço do transporte semi-colectivo, vulgarmente conhecido por “chapa-100”, justificando-se com a escassez e subida do preço dos combustíveis.

A posição surge numa altura em que, em quase todas as paragens da cidade de Nampula, o preço do transporte já está fixado a 20,00Mt (vinte meticais), situação que continua a agravar o custo de vida dos munícipes e a “furar” o bolso do cidadão.

Perante este cenário, o município afirma ter conhecimento das violações ao Código de Postura Municipal relacionadas com a especulação dos preços do transporte semi-colectivo, prometendo intensificar a fiscalização para travar a prática.

Carlos Furumula, vereador dos Transportes e Comunicação no Conselho Municipal de Nampula, afirmou que estão em curso actividades de sensibilização junto dos transportadores, com vista a estancar o problema, garantindo que nos próximos dias não haverá tolerância para os infractores.

Segundo Furumula, apesar de reconhecer as dificuldades enfrentadas pelos automobilistas devido à crise de combustível, isso não deve servir de justificação para violar as normas municipais.

“Viemos mais uma vez apelar a todos transportadores da cidade de Nampula que não voltem a fazer está situação de subida de tarefa de 20,00Mt (vinte meticais) á 30,00Mt (trinta meticais), estamos aqui para poder pautar com a única tarifa que é 10,00Mt (dez meticais) estamos aqui a apelar isso, vamos aguardar assembleia municipal que está neste momento a fazer auscultação de base em vários cantos da cidade de Nampula, a partir dos nossos postos administrativos através da nossa população lá de base para colher àquilo que é sensibilidade e definir ou vai se criar pontos intermédios”, afirmou.

Na mesma ocasião, o vereador dos Transportes assegurou que, durante as acções de sensibilização, sete viaturas foram apreendidas por prática de cobrança ilegal de tarifas, tendo sido posteriormente devolvidas por orientação do presidente do Conselho Municipal.

“O presidente do município teve a iniciativa de devolver às viaturas que foram levadas para o comando da polícia municipal. Estas viaturas estavam a fazer aquilo que é subida de tarifa que não está previsto no nosso código de postura, nós tivemos várias denúncias e várias informações dos nossos munícipes”, explicou Furumula. (Malito João)

CIMO condena ataque a missão católica em Meza

Nampula (IKWELI) – A Comunidade Islâmica de Moçambique (CIMO) manifesta profunda preocupação em face aos recentes ataques ocorridos no último dia (30) de Abril, na província de Cabo Delgado, com destaque para a destruição de infraestruturas comunitárias e locais de culto na localidade de Meza, distrito de Ancuabe.

Em comunicado datado de 2 de maio corrente, o CIMO condena de forma firme e inequívoca todos os actos de violência perpetrados contra populações civis, bem como a destruição de espaços religiosos, independentemente da sua filiação confessional.

“Expressamos, neste momento, a nossa solidariedade para com a comunidade católica e todas as famílias afectadas por estes acontecimentos, reiterando que nenhuma fé deve ser utilizada como justificação para a violência, o medo ou a divisão entre os moçambicanos,” lê-se no documento.

O comunicado, sublinha que “os fiéis aos princípios do Islam, que promovem a paz, a justiça e a preservação da vida humana, rejeitamos qualquer tentativa de instrumentalização da religião para fins de violência ou terror.”

Por outro lado, aquela comunidade reafirmamos o compromisso com a convivência

harmoniosa entre religiões, o respeito pela dignidade humana e a construção de uma

sociedade assente na paz e no entendimento mútuo.

Também, a CIMO apela à união de todos os moçambicanos, líderes religiosos e instituições, no sentido de fortalecer mensagens de tolerância, coesão social e responsabilidade colectiva.

“Num momento em que o medo procura dividir, importa reafirmar que a fé, em qualquer das suas expressões, deve ser sempre um ponto de encontro e nunca de destruição,” concluiu a nota, cujo conteúdo estivemos a citar. (Nelsa Momade)

Oficialmente, os preços “dispararam” nesta quinta-feira e criam tensão para acesso aos combustíveis continua em Nampula

Nampula (IKWELI) – Agora a “guerra” não é só para abastecer a gasolina, o gasóleo, também, está difícil de se adquirir em Nampula. As estações de abastecimento andam lotadas, viaturas e motorizadas perfiladas para a sua vez de abastecer.

Entretanto, no meio de tudo isso, há quem já tenha adquirido quantidades avultadas, sobretudo, da gasolina, e faz a “bolada” nas imediações das estações de abastecimento, ou então bombas de combustíveis.

Nota importante é que, com o anúncio da subida dos preços dos combustíveis no país, as bombas de abastecimento começam a dar indicações de ter o produto.

O novo reajuste colocou o preço do gasóleo em 95,46Mt e da gasolina em 118,02Mt, situação que, segundo relatos de residentes, levou vários vendedores informais a agravarem ainda mais os preços praticados nos bairros.

De acordo com fontes ouvidas pelo Ikweli, anteriormente alguns revendedores comercializavam combustível em recipientes improvisados a preços considerados suportáveis, mas agora os valores dispararam, agravando o custo de vida dos consumidores que dependem deste mercado paralelo.

Segundo apurámos, taxistas de motorizadas e indivíduos conhecidos por transportarem galões de combustível são apontados como os principais fornecedores do mercado informal, adquirindo gasolina nas bombas para posterior revenda nos bairros.

As mesmas fontes afirmam ainda que alguns trabalhadores das bombas de combustível facilitam o abastecimento em grandes quantidades mediante pagamento ilícito, prática que estaria a alimentar o negócio clandestino em plena crise de abastecimento.

“Por exemplo, nós temos informações que esses taxistas têm contrato com esses gajos que trabalham aí nas bombas para vir cedo de mota abastecer e guardar para aí no mercado informal, então aqui em Nampula cada pessoa que trabalha nas bombas têm seus putos que recolhem combustível para vender nas bancas aí no bairro, então essa situação o governo deve começar a controlar porque pode manchar a sua imagem porque está cheio de oportunismo”, explicou Amisse Calisto.

Entretanto, a população acusa as entidades fiscalizadoras de inércia perante o crescimento do comércio informal de combustível, considerando que a falta de controlo está a agravar o sofrimento das famílias.

“Aqueles que fiscalizam deveriam ser mais rigorosos, porque o que está a acontecer é demais, combustível está nos bairros do que nas bombas, isso não ajuda para uma cidade organizada com dirigentes, isso deve preocupar porque não justifica,” disse Age Omar, cidadão que denúncia barbaridades no transporte semi-colectivo de passageiros.

Na manhã desta quinta-feira (7), a tensão aumentou em algumas bombas da cidade de Nampula, onde automobilistas e utentes manifestaram descontentamento devido à escassez do produto e ao recente aumento dos preços. Além das longas filas, muitos cidadãos reclamavam do facto de serem obrigados a recorrer ao combustível vendido nos bairros, onde os preços são ainda mais elevados e sem qualquer controlo das autoridades.

“A minha pergunta é: como vão aumentar algo que não existe? Nós estamos preocupados com combustível, porque esse aumento de algo que não estamos a ver, está a criar mais barulho nas comunidades, por exemplo no meu bairro as pessoas estão se aproveitar com isso para aumentar mais preço de combustível lá no bairro, nós estamos há dias que não conseguimos abastecer nas bombas, usamos combustível do bairro e está mais caro, então devem reflectir bem essa situação, está nos prejudicar aqui em Nampula”, lamentou Saíde Raul, um automobilista. (Malito João)

Polícia apreende perto de 70 saquetas de “makha” em apenas 12h

Nampula (IKWELI) – A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, não arreda o pé na caça aos traficantes e consumidores de drogas, sobretudo em resposta a campanha dos 90 dias de prevenção e combate ao fenómeno lançada pelo governador Eduardo Mariamo Abdula na última segunda-feira.

Dados na posse do Ikweli, indicam a apreensão de, pelo menos, 67 saquetas de “makha”, umas drogas sintéticas mais famosas na actualidade, e a detenção de 29 indivíduos.

Em 12h, do dia 6 do corrente mês, foram reportadas apreensões e detenções nos bairros de Muatala, concretamente na unidade comunal Namavi, onde foi desmantelada uma boca de fumo, Muhala Belenenses, na unidade comunal Josina Machel e no bairro de Namutequeliua, na unidade comunal 25 de Setembro.

Nas mesmas operações, a polícia também apreendeu quantidade considerável de cannabis sativa, droga popularmente conhecida por soruma, suazi, tesouras, seringas, telemóveis, motorizada e isqueiros. (Redação)

Combustíveis estão mais caros em Moçambique a partir de hoje

Maputo (IKWELI) – A Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) anunciou em comunicado nesta quarta-feira (6), um novo aumento nos preços dos combustíveis, com efeitos a partir das 00h00 do dia 7 de Maio de 2026. A medida abrange as cidades com terminais de distribuição, incluindo Maputo/Matola, Beira, Nacala e Pemba.

Segundo a entidade reguladora, a decisão resulta da actualização periódica dos preços, tendo em conta factores como a subida dos preços no mercado internacional e custos associados à importação e distribuição.

Com a nova tabela anunciada pela ARENE, a gasolina passa a custar 93,69 meticais por litro, contra os anteriores 83,57 meticais, registando um aumento de 12,11%. O gasóleo sofre um agravamento mais acentuado, subindo de 79,88 para 116,25 meticais por litro, o que representa uma subida de 45,53%.

O petróleo de iluminação é outro produto com aumento expressivo, passando de 66,86 para 97,56 meticais por litro (45,91%). Já o gás de cozinha (GPL) sobe ligeiramente para 87,82 meticais por quilo, enquanto o gás natural veicular (GNV) passa a custar 52,73 meticais por litro equivalente, mais 28,27%.

No comunicado, a ARENE destaca que todos os preços foram revistos em alta devido à pressão das variáveis que compõem a formação dos preços dos combustíveis, indicando um cenário internacional desfavorável.

De acordo com o documento os preços foram ajustados de acordo com a localização e os custos de alocação dos combustíveis. (Redacção)

Administração da UniRovuma passará a funcionar em infra-estruturas mais condignas

Nampula (IKWELI) – As obras de ampliação e reabilitação do futuro Bloco Administrativo da Universidade Rovuma (UniRovuma), em Nampula, encontram-se num estágio avançado, segundo constatou, na manhã de quarta-feira (6), o reitor da instituição, Prof. Mário Jorge Brito dos Santos.

As obras estão a decorrer nas antigas instalações do Lar de Estudantes, pertencentes ao Instituto Industrial e Comercial “3 de Fevereiro”, situado no Bairro dos Poetas, na cidade de Nampula.

O Prof. Brito dos Santos, acompanhado pelos seus Vice-reitores dos pelouros Académico e Administrativo, respectivamente, os Prof. Ibraimo Mussagy Hassane e José Baptista, deslocou-se ao local para ver “in loco”o actual estágio das obras, cuja execução está à responsabilidade da empresa construtora portuguesa CONDOR.

O actual estado da empreitada deixou o reitor visivelmente impressionado, mesmo diante das dificuldades financeiras enfrentadas pela instituição, derivadas da burocracia excessiva por parte da Direcção Provincial de Economia e Finanças, na libertação de recursos financeiros provenientes das receitas próprias da Universidade Rovuma.

Para o dirigente desta instituição de ensino superior, a falta de fundos para a conclusão cabal das obras tem gerado desafios significativos para a execução das mesmas e outras necessidades a elas atinentes. 

“Contudo, o compromisso da UniRovuma em mobilizar esforços e recursos para a conclusão deste importante projecto permanece inabalável”, garantiu Brito dos Santos que, para além dos seus Vice-reitores, fazia-se acompanhar, igualmente, dos directores de algumas unidades orgânicas da instituição e representantes da empresa construtora.

O novo Bloco Administrativo da UniRovuma encontra-se na sua fase final de ampliação e reabilitação, o que demonstra a capacidade da instituição em superar obstáculos e seguir em frente com os seus planos de desenvolvimento, garantindo melhores condições para a gestão universitária em resposta às expectativas da comunidade académica.

Actualmente, os serviços administrativos encontram-se dispersos, alguns em instalações próprias e/ou alugadas, o que cria, às vezes, situações constrangedoras na articulação dos diferentes sectores. (Redação)

Mais de 26 milhões de meticais investidos pela Haiyu Mozambique Mining transformam acesso à educação em Moma

Nampula (IKWELI) – Um total de 26,4 milhões de meticais foram investidos pela Haiyu Mozambique Mining na construção de duas escolas no distrito de Moma, infraestruturas já inauguradas esta terça-feira pelo administrador local, Juma Cateria, no âmbito das acções de responsabilidade social da empresa.

O investimento permitiu a edificação da Escola Primária Samora Machel e da Escola Primária de Nacalela, duas unidades que vêm responder a desafios antigos de acesso à educação nas comunidades locais, marcadas por longas distâncias percorridas por alunos e elevados níveis de sobrelotação.

As novas infraestruturas dispõem de salas de aula modernas, blocos administrativos e sanitários, oferecendo melhores condições de ensino e aprendizagem. No total, os dois estabelecimentos têm capacidade para acolher mais de 1.200 alunos, contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino primário no distrito.

Durante a cerimónia de inauguração, as autoridades locais destacaram o impacto do projecto na redução da desistência escolar e na criação de um ambiente mais seguro para as crianças, sobretudo nas zonas mais distantes.

A melhoria das condições físicas das escolas inclui carteiras adequadas e quadros novos, factores que, segundo as autoridades educativas, reforçam a motivação de alunos e professores e favorecem um processo de ensino mais eficaz. Para as comunidades beneficiadas, a intervenção representa uma mudança significativa no quotidiano, aliviando dificuldades antigas associadas ao acesso à escola e reduzindo situações de vulnerabilidade infantil.

Com este investimento, a Haiyu Mozambique Mining reforça o seu compromisso com o desenvolvimento local, apostando na educação como base para o crescimento sustentável e para a formação de futuras gerações mais capacitadas.(Malito João)

Administrador de Liupo rejeita corrupção entre parteiras e exige atendimento humanizado

Nampula (IKWELI) – O governo no distrito de Liupo, na província de Nampula, defende a prestação de serviços de saúde materna com base na humanização e livre de práticas de corrupção, visando garantir maior segurança e dignidade às mulheres durante o parto.

Mais de 23 parteiras desfilaram no distrito de Liupo, numa iniciativa que reuniu profissionais de saúde e membros da comunidade em torno da valorização do papel das parteiras.

Falando a margem do desfile alusivo ao Dia Internacional da Parteira, celebrado nesta terça-feira (5), o administrador distrital, César Nacuo, destacou a necessidade de se eliminar cobranças ilícitas nos serviços de assistência ao parto, por constituírem uma barreira no acesso das mulheres grávidas às unidades sanitárias.

Durante a sua intervenção, o dirigente condenou tais práticas, sublinhando que prejudicam directamente as famílias e colocam em risco a vida da mãe e do recém-nascido. Nacuo apelou igualmente as parteiras a prestarem um atendimento humanizado, lembrando que devem atender cada paciente como se de uma mãe, irmã, tia ou avó se tratasse. “Vocês têm a nobre missão de salvar vidas e representam uma fonte de esperança para as comunidades. Foram formadas para cuidar e proteger a vida,” afirmou.

A efeméride foi marcada por uma palestra sobre a importância do parto institucional, que sensibilizou mulheres e gestantes para a necessidade de abertura da ficha pré-natal, garantindo um acompanhamento adequado durante a gravidez. O distrito de Liupo regista uma adesão crescente aos partos institucionais, com uma média de 12 partos por dia e cerca de 380 por mês, números que indicam maior procura pelos serviços de saúde em comparação com os anos anteriores.

Os participantes foram ainda incentivados a reforçar práticas de higiene, com destaque para a lavagem correcta das mãos, como forma de prevenir doenças nas comunidades.(Malito João)

Escassez de combustível agrava custo de vida e afecta famílias em Nampula

Nampula (IKWELI) – A escassez de combustível na província de Nampula está a provocar uma subida significativa dos preços dos produtos alimentares, agravando as condições de vida das famílias, sobretudo as mais carenciadas.

O problema que começou “miúdo”, já começa a gerar sinais de fome, numa altura em que agentes económicos e vendedores informais aumentam os preços para compensar os elevados custos de transporte.

Segundo apurou o Ikweli, em vários distritos da província de Nampula, produtos essenciais como farinha de milho, óleo vegetal e arroz registam aumentos constantes devido a avultadas somas de dinheiro investidas no transporte. “Para falar a verdade, nas lojas grandes aqui na cidade de Nampula, a mercadoria não subiu o preçário, somente nós que saímos de Mahula no distrito de Mogovolas para conseguir carro não é fácil, se a pessoa consegue transporte o preço é muito elevado, isso para transportar mercadoria, então nós quando chegamos no terreno, a única forma para devolver nosso dinheiro de transporte é aumentar dinheiro de venda, então na verdade alguns dos nossos colegas até já abandonaram vender,” explicou Titos Sitoe.

A situação está igualmente a provocar a paralisação temporária de algumas viaturas de transporte semi-colectivo de passageiros (chapa-100), devido à falta de rentabilidade “Eu já encostei meu carro, porque falei para meu patrão que não justif ica ficar dois dias nas bombas para aturar combustível para depois fazer 150,00Mt (cem meticais) daqui para Nametil, e tenho amigos que encostaram as suas viaturas porque essa situação não está boa e está nos prejudicar muito, por exemplo, quando você cobra uma bagagem 50,00Mt (cinquenta meticais), as pessoas estão a reclamar, e nós gastamos muito dinheiro, porque você mesmo para abastecer se não dar refresco podes dormir uma semana sem abastecer o seu carro,” disse Mário Faustino.

Na manhã desta quarta-feira (6), uma boa parte de vendedores de diversos produtos alimentares foram obrigados a regressar a pé do mercado grossista de Waresta, sem alternativas viáveis de transporte.

“Chapa-100 já está a subir aos poucos o preçário, digo isso porque você pode pagar 10,00Mt (dez meticais), mas pequenas trouxas te falam 8 Desde 2016 www.ikweli.co.mzSOCIEDADE & EDUCAÇÃO Nº.1927 100,00Mt (cem meticais), então isso está a nos criar sofrimento nós que somos os donos, acabamos caminhando para evitar custos, porque nós que vendemos banana não ganhamos nada, somente aproveitamos pequenas moedas para sustentar a nossa família,” lamentou Catarina Calisto.

A crise de combustível em Nampula está a afectar vários sectores, desde o comércio informal ao transporte, agravando ainda mais a vulnerabilidade económica das famílias.

A situação continua a dominar o quotidiano da população, que vê nas lágrimas a única forma de expressar o seu desespero perante a falta de soluções imediatas. (Malito João)