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Nampula estuda mecanismos para melhorar a produção alimentar e nutricional

Nampula (IKWELI) – O Conselho Provincial do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional (COPSAN) de Nampula reuniu-se na segunda-feira (2) e dentre as discussões, os participantes focaram-se na procura de mecanismos para a melhoria da produção alimentar e nutricional.

Plácido Pereira, Secretário de Estado (SdE) na província de Nampula, disse, na ocasião, que a iniciativa visa combater a fome e reduzir os elevados índices de desnutrição crónica e aguda que continuam a afectar várias comunidades da província.

O SdE manifestou preocupação com a persistência de casos de desnutrição crónica e aguda, sobretudo em crianças, tendo afirmado que os dados apresentados ainda colocam a província na taxa de 46,7%, uma situação que continua a representar um sério desafio para as autoridades locais.

Plácido Pereira explicou que a prevalência da desnutrição está associada, entre outros factores, à inadequada gestão da alimentação familiar, à fraca adoção de hábitos alimentares saudáveis e à limitada diversificação da dieta. Para o dirigente, estes factores exigem uma resposta coordenada entre os setores público e privado.

“É necessário reforçar as acções multissectoriais voltadas para a diversificação alimentar, o aumento da produção agrícola e o desenvolvimento do agroprocessamento, de modo a garantir uma alimentação mais equilibrada e sustentável para as famílias”, defendeu.

A fonte anotou que, como parte das medidas previstas, o Governo, em coordenação com os seus parceiros de cooperação, pretende capacitar um número significativo de famílias nos próximos meses em matérias de educação alimentar, promovendo melhores práticas de nutrição, produção pecuária e diversificação da alimentação.

Na mesma vertente, está prevista a construção de mais três silos para armazenamento de produtos agrícolas, no distrito de Malema e outros dois distritos.

De acordo com o Secretário de Estado, os futuros silos deverão também apoiar o fornecimento de matéria-prima às indústrias locais, agregando valor à produção provincial antes da sua exportação para países vizinhos.

Défice de água potável preocupa autoridades

Outro tema abordado durante a sessão foi a baixa cobertura de abastecimento de água potável, tanto nas zonas urbanas como rurais da província de Nampula.

Plácido Pereira reconheceu que a escassez de água continua a ser uma das principais preocupações do Governo, anunciando que estão em curso planos para a construção e ampliação de pequenos e grandes sistemas de abastecimento de água, com o objectivo de responder ao crescimento da procura por parte da população.

O dirigente acrescentou que o reforço do abastecimento de água será fundamental para impulsionar a produção agropecuária, incluindo a criação de gado, aves, produção de ovos e outras atividades económicas ligadas ao setor agrícola. (Virgínia Emília)

Educador ambiental preocupado com o desmatamento das florestas

Nampula (IKWELI) – O educador ambiental e coordenador do movimento Let’s do It, uma organização que reúne jovens activistas com causas ambientais na Província de Nampula, Bartolomeu Romane mostra-se preocupado com o desmatamento das florestas e denuncia a falta de responsabilização dos destruidores do mesmo, por isso as autoridades pede que haja maior fiscalização.

Romane, que falava nesta quarta-feira (3) numa entrevista exclusiva ao Ikweli no âmbito da semana do meio ambiente, mostrou preocupação com a elevada onda de desmatamento desenfreado das florestas em Moçambique e de forma particular na província de Nampula, citando o distrito de Mecubúri como exemplo.

“Não há nenhuma responsabilização sobre aqueles que desmatam, que fazem carvão, mas em termos de responsabilidade não existe, e isso é a grande preocupação da nossa organização. Portanto, o governo deve redobrar esforços para puder inverter a situação, começar o colocar os fiscais para controlar e supervisionar o desmatamento que acontece em cada distrito, província e o pais inteiro,” disse.

De acordo com a fonte, todo Moçambique está numa situação decadente, “mas temos notado muito nas partes costeiras onde a situação não é boa, está a acontecer erosão, falta de mangais e isso nos preocupa muito porque o mar está a vir com a sua dinâmica. Portanto, olhamos com dor o desmatamento que acontece porque em algum momento há desmatamento e não há reposição e como consequência verificamos as mudanças climáticas, doenças, falta de oxigénios,” frisou.

Todavia, Romane, apela os cidadãos a ter consciência das formas de preservar o meio ambiente porque é lá onde o ser humano vive “lançar um apelo ao governo de Moçambique na pessoa do presidente da República de Moçambique que comece a reparar questões ambientais com garras para tentarmos mudar o cenário,” instou o nosso entrevistado. (Francisco Mário)

UniRovuma reforça cooperação internacional com o Brasil

Nampula (IKWELI) – A Universidade Rovuma (UniRovuma) deu mais um passo no fortalecimento da sua internacionalização académica com a recepção do professor e pesquisador brasileiro Agnez Saraiva, representante da Fundação João Pinheiro, numa visita que visa consolidar a cooperação entre as duas instituições e impulsionar o desenvolvimento científico e académico.

O académico foi recebido pelo Vice-Reitor para o Pelouro Académico da UniRovuma, Prof. Ibraimo Hassane Mussagy, que destacou a importância estratégica da parceria e o contributo que a experiência do pesquisador brasileiro poderá trazer para a instituição.

Durante o encontro, as duas partes analisaram o estágio da cooperação existente e discutiram perspectivas futuras, com destaque para o processo de preparação das primeiras defesas de teses de doutoramento na UniRovuma.

Mussagy sublinhou que a presença de Agnez Saraiva representa uma oportunidade para fortalecer a qualidade da produção científica da universidade.

“Será crucial para o fortalecimento da nossa produção científica e académica.”

O dirigente acrescentou que as ideias e experiências partilhadas durante a visita poderão contribuir para garantir maior rigor científico e excelência académica nos programas de pós-graduação da instituição.

Por sua vez, o professor Agnez Saraiva reiterou o compromisso da Fundação João Pinheiro em continuar a apoiar o crescimento da UniRovuma, revelando novos projectos destinados a ampliar o acesso ao conhecimento e a modernizar os recursos académicos.

Entre as iniciativas apresentadas destacam-se a criação de uma fundação dedicada exclusivamente ao apoio e desenvolvimento da UniRovuma e a implementação de uma biblioteca digital para facilitar o acesso da comunidade universitária a recursos bibliográficos e de investigação.

“O compromisso da Fundação João Pinheiro com o desenvolvimento da UniRovuma permanece firme e contínuo.”

As duas instituições acordaram igualmente reforçar os mecanismos de comunicação e partilha de informação previstos no memorando de entendimento já existente, com vista à materialização de novos projectos conjuntos.

O encontro culminou com a entrega simbólica da biblioteca digital, acto que simboliza uma nova etapa da cooperação entre a UniRovuma e a Fundação João Pinheiro, reforçando a aposta na investigação, na inovação e na excelência académica. (Malito João)

32 anos depois Quinga volta á receber aeronaves e abre novas perspectivas para o turismo local

Nampula (IKWELI) – O posto administrativo de Quinga, no distrito de Liupo, província de Nampula, viveu nesta terça-feira (2) um momento histórico com a aterragem de uma avioneta no aeródromo local, facto que não acontecia desde 1994, quando uma aeronave da Cruz Vermelha ali pousou numa missão humanitária.

O acontecimento foi testemunhado pelo administrador do distrito de Liupo, César Nacuo, e reuniu centenas de residentes que acorreram à pista para acompanhar de perto o regresso das operações aéreas à região, após mais de três décadas de interrupção.

“A aterragem simboliza a continuidade da operacionalização da pista do aeródromo de Quinga e representa um importante passo para o desenvolvimento local, sobretudo no sector do turismo, apontado como uma das prioridades da actual governação distrital,” considera o governante.

Falando perante uma multidão eufórica, o administrador de Liupo destacou o significado do momento para o futuro da região.

“Este é um sinal de que estamos a erguer Quinga. As preces dos nossos líderes foram ouvidas. Aproveito esta oportunidade para apelar a todos os cidadãos para que combatam a desinformação e os boatos relacionados com esta conquista”, afirmou.

Segundo César Nacuo, a reactivação das aterragens poderá impulsionar o turismo e atrair novos investimentos, contribuindo para o crescimento económico e social das comunidades locais.

A emoção também tomou conta das lideranças comunitárias. O régulo Nahipa, Filipe Adamugy, não escondeu a satisfação por testemunhar um marco que ficará registado na história de Quinga.

“Estou muito feliz e não consigo descrever a dimensão desta alegria. Nós crescemos, os nossos filhos cresceram e tiveram os seus próprios filhos sem nunca terem visto uma avioneta a aterrar tão perto. Hoje, Liupo fez história”, afirmou o régulo depois de ter sobrevoado Quinga na companhia da Rainha de Curahama, Maria Ali Muquina.

Para muitos residentes, a aterragem da avioneta representa não apenas o regresso das operações aéreas, mas também a renovação da esperança num futuro de maior conectividade, desenvolvimento e valorização das potencialidades turísticas de Quinga, numa iniciativa que poderá colocar a região em destaque no mapa turístico da província de Nampula. (Malito João)

“Nampula dispõe de atractivos de elevado valor turístico,” reconhece Álvaro Massingue, presidente da CTA

Nampula (IKWELI) – O Presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Álvaro Massingue, defendeu, nesta quarta-feira (03), durante o lançamento do Fórum Nacional de Turismo e Investimento no distrito de Rapale, que a província de Nampula dispõe de um elevado potencial turístico, facto que o coloca como um dos cartões de visita de Moçambique e de África. 

“Nampula ocupa um lugar particularmente relevante nesta equação, sendo a província mais populosa do nosso país e um importante centro econômico do norte de Moçambique, reúne condições únicas para impulsionar o turismo e o investimento. Aqui encontramos a histórica Ilha de Moçambique, um dos mais importantes destinos culturais do nosso país e nosso património mundial da Unesco, encontramos igualmente a Baía de Nacala, considerada uma das maiores baías naturais profundas do mundo, com elevado potencial para o turismo marítimo, náutico e de cruzeiros. A província dispõe ainda de atrativos de elevado valor turístico, como a Praia de Chocas Mar, a Praia de Fernão Veloso e a Ilha Goa,” referiu Massingue 

Aquele responsável ainda referiu que o turismo deve constituir um dos principais focos de investimento, uma vez que esta é uma actividade “capaz de gerar emprego, dinamizar pequenas e médias empresas, atrair investimento e impulsionar o desenvolvimento regional. Os números demonstram claramente a relevância desta indústria. Em 2024, o mundo registrou cerca de 1,4 mil milhões de turistas internacionais, recuperando praticamente os níveis pré-pandemia. O sector contribui com mais de 11 bilhões de dólares para a economia mundial, representa aproximadamente 10% do PIB global e sustenta mais de 330 milhões de postos de trabalho.”

Refira-se que Moçambique dispõe de vantagens competitivas assinaláveis, mais de 2.700 quilómetros de costa, uma rica diversidade cultural, património histórico reconhecido internacionalmente, áreas de conservação de relevância e referência e uma posição estratégica entre a África Austral, a África Oriental e o nosso Oceano Índico.

A nível da África, o turismo tem vindo a apresentar crescimento, com cerca de 74 milhões de turistas recebidos em 2024, representando um incremento de 12% em relação ao ano anterior. (Felismina Maposse; Foto: Hermínio Raja)

Estimulantes sexuais estão a matar jovens em Nampula

Nampula (IKWELI) – O Hospital Central de Nampula (HCN), maior unidade sanitária da região norte de Moçambique, registou um total de 223 casos de Acidentes Vascular Cerebral [AVC], dos quais 23 foram declarados óbitos, cuja maioria é causada por uso de estimulantes sexuais.

De acordo com o neurologista Frederico Sebastião, “o estimulante sexual para uma pessoa que tem hipertensão, diabetes, HIV e outros problemas de saúde não é benéfico, leva para AVC e causa mortes. Também o uso de drogas ilícitas como a cocaína e metafetamina tem estimulação directa com o coração e propicia para o AVC hemorrágico.”

Ainda relacionado aos casos de AVC, dados comparativos indicam que no período entre janeiro e maio de 2025 foram registados 214 casos e 28 óbitos e para 2024, foram registados 184 casos e 14 óbitos. No entanto, os casos preocupam os profissionais de saúde e apelam os pacientes que apresentam princípios da doença recorram rapidamente as unidades sanitárias mais próximas.

“Hoje em dia o alcoolismo excessivo, o tabaco, obesidade e consumo de energéticos que são factores de risco que propiciam para os casos de AVC,” referiu ainda o Neurologista.

Por outro lado, o uso de anabolizantes para atividade física para aumento de massa muscular, também é apontado como outro factor de risco que causa o AVC.

“Estamos a falar de jovens que fazem actividade física e consomem anabolizantes que não passam por uma avaliação, estes interferem o metabolismo no organismo e aumentam a hipertensão arterial.” Por fim, a fonte assegura que em Nampula o AVC afecta a faixa etária entre os 25 aos 60 anos de idade. (Nelsa Momade)

Murrupula: Jovem encontra no corte e costura o refúgio para sustentar a família

Nampula (IKWELI) – Osvaldo João, jovem de 24 anos de idade, residente na localidade de Muitepe, posto administrativo de Cazuzu, no distrito de Murrupula, encontrou na corte e costura o refúgio para prover à sua família, em meio a uma comunidade em que a pobreza é um desafio comum.

Segundo o jovem, tudo começou em 2023 após beneficiar do curso vocacional de corte e costura, financiado pela Visão Mundial, no âmbito do programa de desenvolvimento de Cazuzu.

João contou ao Ikweli que a actividade também permitiu a abertura de um negócio informal de produtos alimentares para suprir suas necessidades básicas. “Hoje sinto-me satisfeito com a atividade de corte e costura que tem ajudado nas despesas pessoais e familiares, antes a vida era dura e com muitas dificuldades de conseguir alimentação, mas o programa de desenvolvimento da Visão Mundial trouxe melhorias para várias outras famílias vulneráveis.”

Por outro lado, João acredita que os programas de financiamento para jovens produzem efeitos positivos para o crescimento socioeconómico naquele posto administrativo.

“Diariamente ganho 500,00Mt (quinhentos meticais) ou mais na actividade de corte e costura que tenho vindo a fazer. Os programas de financiamento para o desenvolvimento são bem-vindos e apenas precisam abranger mais pessoas, principalmente os jovens.” Na mesma senda, Mário Sampaio, coordenador do programa de desenvolvimento de Cazuzu, financiado pela Visão Mundial, afirma que a formação vocacional de corte e costura, mecânica e eletricidade beneficiou cerca de 60 adolescentes e jovens, visando gerar mudança na vida social e econômica. “Depois da formação, os jovens foram potenciados de materiais para que continuem com suas actividades de modo que tenham renda familiar e possam alcançar a independência financeira.” (Nelsa Momade)

Alusivo ao Dia Mundial do Ambiente: Jornalistas e EMUSANA vão plantar mais de 500 mudas na cidade de Nampula

Nampula (IKWELI) – O Conselho Municipal da Cidade de Nampula, em coordenação com associações ambientais que operam na província, com destaque para a Associação de Jornalistas Ambientais, vai promover o repovoamento florestal em pontos estratégicos da cidade, como forma de responder aos desafios actuais das mudanças climáticas que afectam a região norte de Moçambique.

Em entrevista ao Ikweli, nesta terça-feira (2), o chefe do Departamento do Meio Ambiente, Água, Energia e Gestão de Resíduos Sólidos da EMUSANA [Empresa Municipalizada do Saneamento e Ambiente de Nampula], Bartolomeu Romane, disse que foi realizada uma jornada de limpeza na avenida Eduardo Mondlane, que culminou com uma palestra de sensibilização sobre a protecção do meio ambiente, como forma de marcar início das actividades alusivo ao dia 5 de junho.

“Tendo em conta que que estamos na semana do Dia Mundial do Ambiente, nesta terça-feira, dia 2, decorreu o lançamento das actividades que culminarão a 5 de Junho. Estão em curso campanhas de sensibilização, caminhos de sensibilização em locais públicos para garantir que todos prezem pelo um meio ambiente saudável”, afirmou.

Bartolomeu Romane esclareceu que o ponto mais alto das celebrações decorrerá na Escola Básica de Namicopo, onde serão realizadas diversas actividades.

“A Escola Básica de Namicopo vai acolher a cerimónia do dia 5 de Junho e também uma acção de plantio de árvores, além de palestras. Faremos igualmente o lançamento do programa de literacia ambiental na escola, que visa essencialmente sensibilizar as crianças para as boas práticas ambientais. Pretendemos ainda garantir que elas tenham maior consciência sobre a gestão e conservação dos resíduos sólidos”, explicou.

A fonte reconheceu que persistem desafios ambientais devido à falta de conhecimento e sensibilização por parte da população. Por isso, a edilidade e os seus parceiros têm intensificado acções de educação e protecção ambiental.

“É preciso cuidar das plantas e do meio ambiente em geral. O principal desafio continua a ser a falta de consciencialização sobre a importância do plantio e da conservação das árvores. Quando as árvores são preservadas, aumenta-se a produção de oxigénio, reduzem-se os impactos dos desastres naturais, como os ciclones, e geram-se vários outros benefícios para a comunidade”, concluiu. (Nelsa Momade)

Por conta da crise de combustíveis, mercado do Waresta regista escassez de produtos

Nampula (IKWELI) – O mercado grossista do Waresta, localizado na periferia da cidade de Nampula, já começa a registar escassez de produtos por conta da crise de combustíveis que se observa no país.

Entre os produtos que registam maior escassez, destacam-se o milho, ovo, batata reno, cebola nacional, côco, entre outros, que passaram a custar quase duas vezes mais do que o preço aplicado antes da eclosão da crise.

Amisse Fernando, gerente de um armazém de feijão manteiga naquele centro comercial, explicou que desde que começou a se registar a escassez de combustíveis na província, e no país em geral, os transportadores de mercadorias começaram a paralisar as suas actividades devido a não entrada de camiões no mercado.

Por outro lado, Simão Mussa, gerente do armazém de batata-reno, contou que faz uma semana que não recebe camiões de mercadoria, situação que obriga os armazenistas a equacionarem o agravamento de preços dos anteriores 40,00Mt (quarenta meticais) a 45,00Mt (quarenta e cinco meticais) para 70,00Mt (setenta meticais) a 80,00Mt (oitenta meticais) o quilograma.

Apesar dos enormes desafios enfrentados pelos comerciantes e armazenistas no acesso aos produtos, eles garantem continuar a exercer suas atividades comerciais para garantir a renda familiar.

Rizuane Raimundo, membro da comissão de líderes locais daquele mercado, em representação do chefe do mercado, disse estar ciente da situação. “Tomamos conhecimento a partir dos próprios comerciantes, que para além da subida do preço de combustível também regista-se a falta do mesmo, e alguns automobilistas já parquearam suas viaturas por falta desse produto, estando a afectar o abastecimento dos produtos alimentares aqui no mercado.”

Raimundo ainda denunciou que os comerciantes têm cada vez mais optado pela viciação de balanças, tendo recentemente sido sancionado um vendedor devido em conexão com a mesma prática.

Para o combate definitivo da prática, aquele responsável disse que ações de sensibilização têm sido desenvolvidas com vista a erradicar os esquemas de viciação de balanças. (Virgínia Emília)

Outra vez Muchanga? Antigo deputado da Renamo volta a levar o seu partido ao tribunal

Maputo (IKWELI) – O membro do partido Resistência Nacional de Moçambique (RENAMO), António Muchanga submeteu, esta terça-feira (02), uma acção no Tribunal Judicial da Cidade de Maputo contra a direção do seu partido, contestando a sanção disciplinar que lhe foi aplicada ao mesmo tempo que pede a anulação da decisão de suspensão.

António Muchanga alega que os seus direitos, como membro da RENAMO, foram pontapeados, por isso requer junto do tribunal a respetiva reposição e uma indemnização por alegados danos morais e políticos causados à sua imagem e reputação.

Falando à imprensa após a entrega da acção, o antigo deputado afirmou que recorreu ao tribunal para procurar justiça, justificando que a medida tomada pela direção prejudicou a sua honra, a sua trajetória política e a imagem da sua família.

O político destacou que milita no partido desde 1982 e considera que a sanção representa uma tentativa de colocar em causa o seu percurso dentro daquela que foi há anos, a segunda formação política mais conhecida no cenário da política moçambicana.

“Esperamos que esta nossa acção declarativa de condenação do presidente da RENAMO pelos seus actos seja julgada e haja competente responsabilização e se necessário uma indemnização pelos danos morais que me causou, a mim e a minha família, aos meus amigos e simpatizantes.”

Lembro que “eu não fui guerreiro, mas estou muito satisfeito por honrar as nove pessoas da minha família que morreram na guerra de RENAMO.”

Por sua vez, o advogado do político António Muchanga, João Mate, sustentou que a sanção aplicada ao seu constituinte é completamente ilegal e atropelamento mortal da constituição da república e do próprio estatuto da RENAMO.

Mate argumentou que o verdadeiro objetivo da sanção era denigrir a imagem do seu constituinte, difamá-lo e diminuir o seu peso político. Segundo ele, a acção submetida ao tribunal requer não apenas a anulação da medida disciplinar, mas também a reparação dos danos causados. (Antónia Mazive)