Está cada vez mais difícil circular de viaturas na “pequena cidade”

Nampula (IKWELI) – O elevado estado de degradação da principal rua da conhecida “pequena cidade”, no prolongamento da avenida Eduardo Mondlane, na cidade de Nampula, preocupa os moradores locais, os quais, na actualidade, nem se quer conseguem chegar as suas casas com as suas viaturas.

Segundo os moradores, o cenário piora em tempos chuvosos, isto porque as forças das águas criam crateras que dificultam a circulação de viaturas, motorizadas assim como pessoas.

“O Conselho Municipal apenas em tempos não chuvosos coloca areia de saibro sem, pelo menos, colocar pedras para dar suporte,” conta ao Ikweli Hélder Martins, residente na zona da “pequena cidade”, o qual exige uma intervenção urgente. “O município deve vir tentar resolver esta situação porque não está nada bem assim, nossos carros, temos que deixar nas estradas porque não podem passar por conta do jeito em que se encontra.”

Edson, também residente na mesma zona, conta que “ultimamente eu tenho que deixar minhas viaturas na estrada com guarda e pagar os mesmos, enquanto tenho um quintal. Só peço que o conselho municipal venha colocar, pelo menos, pedras e esse saibro para nós conseguirmos colocar nossas viaturas nuns nossos quintais, pagar 50.00Mt (cinquenta meticais) diariamente é um gasto.”

A circulação pedonal, também, tem sido deficitária. “Fora de estar a impedir a circulação de viaturas, outros problemas dessa estrada é a areia que o município coloca, nesse tempo de chuva em que nós nos encontramos temos esse problema de lama,” disse a dona Inês, também residente naquele bairro. 

“Nós queremos que da próxima vez o município venha resolver a situação desta via, com material eficaz não só vir colocar saibro e deixar, isso prejudica a gente, principalmente nesse tempo chuvosos,” concluiu a fonte.(Hermínio Raja)

Nampula: Homens denunciam “aproveitamento” das mulheres na aproximação do dia dos Namorados

Nampula (IKWELI) – Alguns homens na cidade de Nampula denunciam o que chamam de “espírito de aproveitamento” por parte de algumas mulheres, na aproximação do dia 14 de Fevereiro, data celebrada como Dia dos Namorados. 

Segundo apurou o Ikweli, vários homens afirmam que este ano poderão não oferecer presentes às suas parceiras, caso estas continuem a limitar-se apenas a “oferecer sexo” como forma de celebração, sem também preparar lembranças para os seus namorados.

Na cidade, nota-se uma movimentação considerável nas ruas e passeios, sobretudo com mulheres que invadiram espaços públicos para organizar unhas, tranças e outros serviços de beleza, mas sem demonstrar interesse na compra de presentes para os seus parceiros.

Até os vendedores de embrulhos e artigos para presentes afirmam estar preocupados com a fraca procura por parte das mulheres, considerando o cenário como sinal de desinteresse e falta de reciprocidade na data comemorativa.

Ramane Alberto é um dos homens que promete não oferecer nada este ano, caso a sua parceira também não o faça, alegando que nos últimos anos sempre foi ele a suportar os custos das celebrações.

“Eu estou aqui na cidade a fazer o meu negócio, mas este ano prometo mesmo: se a minha namorada não me oferecer nada, eu também não vou dar nada. O dia dos namorados não é para dar sexo, é para cada um oferecer ao outro um presente”.

Ainda segundo Ramane Alberto, a data não deve ser vista como um momento exclusivo para agradar mulheres, defendendo que os homens também enfrentam batalhas diárias e merecem atenção e valorização.

Por sua vez, Gildo Bicá afirma que muitas mulheres “apenas confiam em receber e não dão”, acrescentando que a situação não acontece apenas com ele, mas também com amigos que mantêm relacionamentos há anos sem nunca receberem qualquer presente no dia 14 de Fevereiro.

Entretanto, há mulheres que defendem uma postura diferente. Suniane Amade disse estar instalada nas ruas a trançar cabelo e fazer unhas para garantir um presente ao seu parceiro, por entender que não deve apenas receber, mas também oferecer.

“É vergonha chegar o dia 14 e só esperar receber. Estou aqui a batalhar para surpreender o meu namorado, porque nós mulheres também somos capazes de dar, até de convidar um jantar ao nosso parceiro,” afirmou.

Enquanto faltam apenas dois dias para o dia de São Valentim, a cidade de Nampula vive um ambiente tímido, com fraca procura de presentes, um cenário que começa a preocupar vendedores e comerciantes locais. (Malito João)

Obituário: Morre Otílio Munequele, autarca de Alto Molócuè

Perdeu a vida, em circunstâncias ainda na esclarecidas, na manhã desta quinta-feira (12) Otílio Munequele, autarca da vila de Alto Molócuè, na alta Zambézia, centro de Moçambique.

Fontes locais confirmaram ao Ikweli que o autarca terá sofrido um mal-estar súbito e acabou por perder a vida à entrada do Hospital Distrital.

Segundo relatos recolhidos no local, Otílio Munequele foi levado com urgência à unidade sanitária, mas já teria chegado sem sinais vitais. “Foi tudo muito rápido, ele entrou no hospital já sem vida”, contou uma fonte próxima, sublinhando que a situação gerou comoção entre funcionários municipais e residentes da vila.

Até ao momento, não há informações oficiais sobre a causa da morte. No entanto, fontes ligadas ao município afirmam que se aguardam exames e pronunciamentos das autoridades competentes. 

A morte do autarca abre agora um período de incerteza administrativa no município, numa altura em que Alto Molócuè vinha sendo apontado como um dos espaços estratégicos da oposição na governação autárquica.

Otílio Munequele foi eleito em 2023 pela lista da Renamo, depois de uma contestação sobre fraudes. (Malito João)

Construídas em 8 meses: Inauguradas 3 das 12 novas salas de aula em Nampula

Nampula (IKWELI) – O director do gabinete do governador de Nampula, Calquer Nuno de Albuquerque, inaugurou, nesta quarta-feira (11), na localidade de Carapira, distrito de Monapo, 3 das 12 novas salas construídas em 8 meses com o apoio da Associação de Defesa do Patrimônio de Mértola (ADPM)

As obras de construção das 12 salas de aulas foram financiadas pelo Instituto da Cooperação e da Língua, Camões e a União Europeia, tendo sido erguidas nos distritos de Monapo, Muecate e Mecubúri.

De Albuquerque recordou, na ocasião, que as salas de aula são lugares de partilhas, de descobertas e de socialização, por isso entende que aquelas infraestruturas são de mais valia para as comunidades.

Igualmente, o director do gabinete do governador de Nampula referiu que a educação é um poderoso factor de igualdade contínua e instrumento de desenvolvimento sólido das comunidades, ao que ao se investir nele não se deve ter mãos a medir.  (Redação)

Nampula: Sector da Educação discute operacionalização dos instrumentos normativos do ano lectivo

Nampula (IKWELI) – O ano lectivo 2026 somente abre a 27 do corrente mês, em consequência das cheias e outros eventos climáticos extremos que assolaram o país, e a província de Nampula tem vindo a engajar-se para que tudo corra sem sobressaltos.

Com efeito, nesta terça-feira (10), o director provincial da Educação de Nampula, William Tunzine, reúne os líderes chaves do sector, de forma a discutir a operacionalização dos instrumentos normativos do ano lectivo.

No seu sítio de internet, a instituição explicou que a reunião decorreu de forma híbrida, garantindo, assim a participação dos actores que encontram-se fora da capital provincial.

Estiveram em discussão aspectos voltados ao processo de ensino e aprendizagem, com destaque para a operacionalização dos alunos da 9ª classe, o estágio de implementação dos programas da 10ª classe e a situação das disciplinas omitidas no plano curricular de 2022.

Na ocasião, Williamo Tunzine destacou que a iniciativa reforça o empenho da direcção provincial na consolidação de um sistema educativo cada vez mais eficiente, resiliente e capaz de responder aos desafios actuais do sector na província de Nampula.

Outro ponto de destaque foi a introdução de estratégias para a implementação de três turnos nas escolas com elevado número de alunos no curso diurno. A medida visa responder à crescente procura por vagas, melhorar a gestão dos espaços escolares e assegurar maior acesso ao ensino secundário com qualidade. (Redação)

Nampula: Presidente do CEP/CTA exige disciplina dos titulares de pelouros da organização

Nampula (IKWELI) – O presidente do Conselho Empresarial Provincial (CEP/CTA) de Nampula, Shakeel Ahmad, exige aos titulares, recém-empossados, dos pelouros da organização para que possam assumir suas responsabilidades com disciplina e rigor para elevar a economia da província.

Foram empossados, nesta quarta-feira (11), os presidentes dos pelouros de seguro, segurança social, saúde, recursos minerais e energia, pesca, indústria, educação, juventude e desporto, inovação digital e comunicação social, entre outros pelouros.

Ahmed destacou que o sector privado constitui a espinha dorsal para a economia da província e do país em geral, por isso exortou aos novos empossados a trabalharem com acções concretas.

“É necessário trabalhar com metas claras, CTA ou CEP não pode ser palco de discursos, mas uma oficina de soluções. Temos que procurar soluções para os problemas que enfrentamos diariamente,” disse Ahmad.

Shakeel Ahmad sublinhou que todos intervenientes devem se unir sem distanciamento. “Vamos nos entregar, ninguém deve se considerar do CTA outros do CEP, todos temos que ter a mesma causa,” realçou. (Francisco Mário)

“A tecnologia só cumpre o seu propósito quando melhora a vida das pessoas,” Presidente Daniel Chapo, na abertura da Primeira Conferência Nacional sobre Transformação Digital.

Maputo (IKWELI) – O Presidente da República (PR), Daniel Chapo, defendeu, na manhã desta quarta-feira (11), na cidade de Maputo, durante a abertura da Primeira Conferência Nacional sobre Transformação Digital, que a tecnologia só cumpre o seu propósito quando melhore a vida das pessoas.

Chapo está convicto que a utilização racional da tecnologia pode salvar vidas, fazendo ponte ao momento difícil, provocado por cheias, por que o país passa. “Se as cheias nos recordam da nossa vulnerabilidade, elas também nos desafiam a acelerar soluções que salvam vidas – e a tecnologia é uma dessas soluções,” pois “os sistemas de alerta precoce, as plataformas de coordenação de emergência e instrumentos digitais de planeamento territorial podem fazer a diferença entre a tragédia e a protecção das nossas comunidades.”

“A tecnologia só cumpre o seu propósito quando melhora a vida das pessoas: quando reduz distâncias; quando democratiza oportunidades; quando devolve o tempo ao cidadão; ou quando transforma direitos em realidades acessíveis,” sublinhou o PR, recordando que “os países não se transformam apenas com pontes, estradas, energia, água, escolas, hospitais ou barragens. Transformam-se, sobretudo, com infra-estruturas invisíveis – aquelas que ligam pessoas ao conhecimento, ao Estado e às oportunidades. Essas infra-estruturas são hoje digitais.”

Num outro desenvolvimento, o estadista referiu que “o lema que nos reúne – Maximizar o potencial das tecnologias digitais para melhor servir ao cidadão, de forma equitativa e inclusiva – é, na verdade, uma declaração de princípios sobre o país que queremos construir. Um país onde a inovação não seja privilégio de poucos, onde o progresso alcance todas as províncias, distritos, postos administrativos, localidades

e povoações, e onde nenhuma comunidade fique fora do mapa do futuro,” tanto é que “este lema traduz, com clareza, o imperativo do nosso tempo: Maximizar o potencial digital, significa transformar a tecnologia em produtividade, inovação e crescimento económico inclusivo. Servir melhor o cidadão, significa mudar o paradigma da administração pública — passando de um modelo em que o cidadão corre atrás do serviço, para um modelo em que o serviço chega ao cidadão com eficiência, simplicidade, inclusão e dignidade. Equidade, significa garantir que a revolução digital não aprofunda desigualdades, mas sim aproxima oportunidades entre o campo e a cidade. Inclusão, significa assegurar que mulheres, jovens, pessoas com deficiência e comunidades em zonas remotas não fiquem à margem do futuro.”

Segundo Chapo, “a transformação digital é uma escolha política, por isso, ela constitui um dos pilares do nosso ciclo governativo. Ela caminha lado a lado com as reformas estruturais que estamos a implementar para modernizar o Estado moçambicano, aumentar a transparência, melhorar o ambiente de negócios e reforçar a confiança entre o cidadão e as instituições públicas é o nosso objectivo.”

“As calamidades naturais que ciclicamente assolam o nosso país deixam-nos uma lição inequívoca: sem digitalização, reduzimos a nossa capacidade de alertar os cidadãos de forma atempada, comprometemos a protecção de vidas e colocamos em risco a memória colectiva da nação moçambicana,” asseverou o PR, explicando que “se não preservarmos digitalmente os nossos dados – escolares, de saúde, habitacionais, contratuais e administrativos – arriscamo-nos a perder, em cada desastre natural, parte da nossa própria história e da continuidade do Estado moçambicano,” por isso “queremos um país onde cada cidadão possa aceder aos serviços públicos, a partir de qualquer ponto do território nacional — e mesmo no exterior — por meio de sistemas interoperáveis, centros de atendimento único e soluções de pagamento digitais seguros e transparentes. Queremos construir um país onde a Internet é para Todos e é promovida como um direito humano!”, sobretudo porque “digitalizar é aproximar o Estado do cidadão, proteger os recursos públicos, reforçar a integridade institucional e acelerar o desenvolvimento nacional. O futuro exige-nos esta decisão – e o momento de a concretizar é agora.” (Redação)

Apenas 15 pacientes vão beneficiar de cirurgias de fendas labiais e palatinas no HCN

Nampula (IKWELI) – A província de Nampula é apontada como uma das que mais apresenta fluxo de casos de fendas labiais e palatinas, contabilizando-se até ao momento, 400 pacientes na fila de espera do Hospital Central de Nampula (HCN), que aguardam pela operação, mas alegadamente por falta de meios, não será possível proceder com a operação de todos, estando o procedimento a ser feito faseadamente. 

A informação foi fornecida nesta terça-feira (10), pela coordenadora do programa operativo Smile, Nilza Ferrão, no âmbito da campanha de cirurgia de fendas labiais e palatinas para 15 pacientes dos 0 aos 17 anos.

“O que motivou escolher a província de Nampula, é o número de pacientes que anteriormente tinha sido identificado e é a província com vários casos desta doença,” disse a fonte, justificando que por isso “a Operativo Smile investiu em fármacos e equipamentos médicos para o hospital central.”

Nilza Ferrão acrescentou que ainda no corrente ano prevê-se realizar mais campanhas de cirurgia de correção de fenda labial e palatina, sendo que no mês de Abril espera-se 15 pacientes e Junho 50 pacientes. 

Por sua vez, António Alberto, médico cirurgião oral, no HCN, deu a conhecer que só no ano passado, a maior unidade sanitária da região norte do país operou um total de 30 pacientes com fendas labiais e palatinas, dos quais 19 eram mulheres.

Alberto mostrou-se satisfeito com o número de pessoas com aquela doença que foram operados naquela época, e explicou que só não se está a fazer mais devido a falta de técnicos, fármacos e anestéticos no Bloco Operatório daquela maior unidade sanitária, diferentemente dos outros anos que era possível operar um total de 60 pacientes.   

“Para esta oportunidade o número de pacientes que foram feitas triagem, alcançamos 25 doentes, mas o programa cirúrgico vai envolver 15 pacientes que podem ser operados, se pudermos operar mais de que 15 será melhor, sendo que ontem como primeiro dia somente fizemos cirurgia de 3 pacientes com faixas etárias de 0 até 17 anos de idade, e o tempo de recuperação é de 5 a 7 dias. E é importante que os cuidadores da criança não deem comida sólida.” 

A nossa equipe de reportagem entrevistou alguns acompanhantes, que explicaram unanimemente estarem felizes com a oportunidade. “Me sinto feliz por minha filha e espero ter bons resultados, porque só assim ela terá uma vida melhor, ela é muito desprezada por pessoas por causa do estado dela e eu como mãe dela me sentia mal,” contou Tânia Estêvão, de 18 anos de idade, natural do distrito de Mogincual, província de Nampula.

“Estou aqui para acompanhar milha filha que nasceu com uma deficiência de fenda palatina e o meu primeiro filho que também nasceu com a mesma deficiência só que tinha uma fenda dupla, mas já foi operado em Nacala e já está melhor, então soube desta campanha quando fui fazer peso, foi quando os profissionais de saúde me disseram sobre esta actividade, só espero bons resultados como acabou de entrar na sala de cirurgia,” contou Soraia Parinho, de 23 anos de idade, natural do distrito de Mecubúri, província de Nampula. (Virgínia Emília)

Panelas de barro continuam a salvar vidas em Nampula

Nampula (IKWELI) – Apesar do tempo moderno que o mundo está vivendo, as panelas de barro continuam a desempenhar importantes papéis na vida das pessoas, pelo que a sua extinção é quase improvável, enquanto os seres humanos continuarem a habitar a terra.

Nos tempos recuados as panelas de barro, feitas com recurso a argila, eram principais instrumentos para a confecção de alimentos, pelo menos nas comunidades da província de Nampula. Algumas vantagens das panelas de barro estão na falta de liberação de substâncias tóxicas no processo de preparação de alimentos, bem como no bom cozimento e conservação do sabor da comida.

Apesar dessas e outras qualidades, as panelas de barro têm sido injustamente abandonadas e esquecidas nas cozinhas de muitas famílias, tanto nas zonas urbanas, assim como rurais. 

Em conformidade com os vendedores, nos dias que correm as pessoas se lembram das panelas de barros após orientação dos médicos tradicionais, para o tratamento de uma certa doença, pois entende-se que os remédios tradicionais têm boa resposta quando são mergulhados em panelas de barro, por onde o paciente deve tomar banho.  Além do tratamento tradicional, as pessoas recorrem a panelas de barro para questões de enriquecimento com recurso a magia negra.

“Há dias que consigo vender, mas também há dia que não consigo vender. Todas aquelas pessoas que se mostram preocupadas com panela de barro, nos procuram aqui e compram, sejam pessoas jovens ou idosos,” começou por contar Leandro Chicra, vendedor de panelas de barro no mercado dos Belenenses, na cidade de Nampula.

“Muitas pessoas vão comprar essas panelas não para cozer os alimentos, compram para tratamento tradicional. Geralmente faz-se advinha e dizem que você tem espirito mau e para ficar bem deve comprar a panela de barro para colocar o remédio e a partir de lá tomar banho. Então, são essas pessoas que geralmente vem comprar,” acrescentou.

Entretanto, o conselho de Leandro Chicra é no sentido de as pessoas comprarem e usarem as panelas de barro, não só paras questões medicinais, como também para a confeição dos seus alimentos.

“A comida preparada na panela de barro tem muito sabor em relação a aquela preparada nas panelas de alumínio, mesmo o arroz com côco tem muito sabor na panela de barro. Por isso devem vir e comprar as panelas de barro para irem usar nas suas casas, vai servir bem mesmo,” precisou a fonte. (Constantino Henriques)

Nampula: Cidadão acusa polícia de o agredir para “falar a verdade” 

Nampula (IKWELI) – Um cidadão, de aproximadamente 29 anos de idade, acusa supostos membros da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, de o terem agredido fisicamente com o objectivo de obrigá-lo a “falar a verdade”, após ser apontado como integrante de um grupo criminoso.

Segundo o denunciante, os agentes acusam-no de ser malfeitor, facto que ele nega, alegando que o verdadeiro envolvido em actividades ilícitas é o seu sobrinho, com que ele tinha casado com a tia.

O cidadão afirma que foi detido há quatro dias e que, durante esse período, tem sido submetido a agressões constantes.

“Eles vieram me pedir se eu conheço ele, para apresentar. Eu disse que ele vive com a mãe. Daí outro polícia disse, não é um grupo esse, levaram-me e até hoje estou aqui há quatro dias sem comer, nem água. Só me tiram fora para me baterem,” relatou.

O cidadão acrescentou que, cansado de receber chapadas, insistiu que nunca roubou, mas que o sobrinho é quem vendia chinelos e teria sido identificado como um “cadastrado perigoso” no mundo do crime. “Antes de ontem bateram a minha cabeça na parede. Hoje vieram doze polícias e começaram a me bater. Bateram-me com ferro, dizem que é pra eu falar a verdade. Estou cheio de feridas e eu não sei de nada,” afirmou.

Entretanto, a PRM em Nampula, através da sua porta-voz, Rosa Nilza Chaúque, nega as acusações e garante que o indivíduo faz parte de uma quadrilha de assaltantes que, nos últimos tempos, tem semeado terror um pouco por toda cidade de Nampula.

“Essa informação não constitui verdade. Na verdade, foi intenção do indivíduo desviar o foco desta entrevista e fugir da responsabilidade do caso criminal que o mesmo teria praticado na companhia dos seus comparsas,” disse a porta-voz.

De acordo com a polícia, o caso mais recente que pesa sobre o cidadão é a agressão brutal contra uma mulher, onde, alegadamente, os suspeitos usaram um ferro de engomar para queimar a vítima, com o intuito de a pressionar a entregar valores monetários.

Na mesma ocasião, a Polícia da República de Moçambique apresentou, publicamente, um grupo de nove jovens, acusados de venda e consumo de diversos estupefacientes. (Malito João)