
Maputo (IKWELI) – O jornalista e comentador Salomão Moyana considera que Daniel Chapo atravessa o seu “melhor momento” desde que assumiu a liderança do país e da Frelimo, apontando resultados no combate aos raptos, medidas económicas, mudanças no partido e sinais de maior pressão contra a corrupção.
A avaliação foi feita no programa “A Semana com Salomão Moyana”, na MBC, durante uma análise de cerca de 24 minutos sobre o desempenho do Presidente da República e o contexto em que participa, pela primeira vez como presidente da Frelimo, na Reunião Nacional de Quadros do partido, em Chimoio.
“Eu acho que ele vai no seu melhor momento, em termos de liderança política, não só do partido como também do país. Está num momento em que tem alguma obra feita em tão curto espaço de tempo”, afirmou Moyana.
Entre os resultados que sustentam a sua avaliação, o comentador destacou a redução dos raptos, considerando que o cenário começa a devolver confiança ao sector empresarial. Segundo relatou, alguns empresários moçambicanos que haviam transferido investimentos para o exterior começam a avaliar a possibilidade de regressar ao país.
Moyana apontou também iniciativas económicas como o Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), fundos destinados às mulheres e outros mecanismos de apoio às comunidades. Na sua leitura, apesar de não beneficiarem toda a população, estas iniciativas podem gerar rendimento e estimular pequenos investimentos locais.
Outro sinal positivo apontado pelo comentador é a reorganização da LAM, através do reforço da frota e da expansão das ligações aéreas. “Estamos gradualmente a encarrilar o país que estava descarrilado”, afirmou.
No plano económico, Moyana defendeu ainda as medidas de controlo das importações de produtos como arroz e trigo. Argumentou que, passados vários meses desde a introdução das mudanças, não se verificou a crise de abastecimento que alguns sectores receavam, considerando que o modelo pode ajudar a controlar a saída de divisas.
Dentro da Frelimo, destacou alterações efectuadas em estruturas provinciais e defendeu que as mudanças revelam maior cobrança sobre o desempenho dos dirigentes. Para Moyana, essa postura poderá ganhar novo impulso depois da Reunião Nacional de Quadros.
O comentador reconheceu, entretanto, que Moçambique continua a enfrentar dificuldades e que o combate à corrupção está longe de estar concluído. Ainda assim, entende que as medidas adoptadas nos primeiros meses da liderança de Chapo apresentam sinais que considera encorajadores para os próximos anos. (Redação)




