
Nampula (IKWELI) – O Secretário de Estado (SdE) na província de Nampula, Plácido Pereira, defende que África deve começar a explorar os seus recursos em benefício do próprio continente, sublinhando que cabe a cada cidadão levantar-se para contribuir no desenvolvimento africano.
Nesta segunda-feira (25), assinalou-se o Dia de África.
A exploração dos recursos africanos pelo ocidente foi também uma das preocupações manifestadas pelo SdE de Nampula, que apelou a uma reflexão profunda sobre o futuro do continente e a necessidade de maior autonomia no aproveitamento das riquezas naturais. “A África é nosso continente, nós temos que levantar para desenvolver este continente. África tem imenso recursos, mas muitas vezes esses recursos são explorados pela Ásia, pela Europa, é importante que África possa começar a usufruir o benefício do próprio continente”.
O dirigente falou da breve contribuição que Moçambique deu para o crescimento da África, destacando “uma referência especial é a última reforma da União Africana. Antes nós tínhamos as conferências africanas e elas eram dirigidas por ministros ou eram constituídas por ministros. Apanhávamos conferência africana da descentralização, eram ministros do território, tínhamos outras conferências ligadas à educação e saúde. Com a reforma que foi feita pela União Africana, essas conferências foram transformadas em comités técnicos especializados”, explicou Pereira, destacando que as mudanças visam melhorar a capacidade de resposta às necessidades dos países africanos.
Segundo o governante, Moçambique deu um grande contributo para a União Africana, sobretudo durante a presidência moçambicana na Conferência Africana da Descentralização e Desenvolvimento Local. “Vários instrumentos importantes para África foram elaborados sob pilotagem de Moçambique e aprovados pela União Africana”, declarou.
Pereira destacou, igualmente, a criação do Alto Conselho das Colectividades Territoriais, com sede no Senegal, órgão que engloba entidades descentralizadas africanas. “Isso também foi um passo importante na contribuição de Moçambique”, concluiu. (Malito João)





