Nampula acolhe cerimônias centrais do Dia do Jornalista Moçambicano 

Assinala-se hoje, 11 de Abril, o dia do Jornalista Moçambicano e a cidade de Nampula, maior centro urbano do Norte de Moçambique, é o palco das cerimônias centrais, que começaram a deposição de uma coroa de flores na praça dos heróis e seguidas de um convívio entre escribas.

Falando na ocasião, o Secretário-Geral do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ), Faruco Sadique, referiu que a data constitui um marco para os profissionais da área. “Começamos por parabenizar todos os jornalistas moçambicanos pela ocasião do dia 11 de Abril, dia do jornalista, acabamos de fazer a deposição de uma coroa de flores na praça dos heróis moçambicanos e ao homenagearmos os heróis estamos a reconhecer os jornalistas nossos colegas que tombaram pela causa, portanto, estamos também aqui a homegeá-los, e a todos aqueles jornalistas do Norte ao Sul do País que dia após dia, sol, chuva, percorrem este país todo para trazer informação aos Moçambicanos, portanto estamos felizes pela celebração desta data,” disse.

Sadique ainda referiu que a aprovação do novo pacote legislativo da comunicação social vai contribuir para dignificar a profissão. “Estamos a celebrar a data num momento em que a Assembleia da República acaba de aprovar o pacote legislativo para a comunicação social que acreditamos que vai dar ainda mais espaço para que a liberdade de imprensa seja uma realidade em Moçambique e que os jornalistas tenham dignidade.”

O Jornalista da Rádio Mocambique em Nampula, Nelson Tatanha, entende que a não abertura das fontes de informação constitui um dos principais desafios da classe. “A questão da não abertura das fontes, sobretudo as estatais, aquelas que só procuram a classe quando precisam, mas quando nós como jornalistas pedimos informação, é difícil nos abrirem a porta, e quando escrevemos a nossa maneira somos perseguidos, então são pequenas coisas que faltam para limar, para que o jornalismo seja livre e transparente.”

Ângela Fonseca, jornalista do Notícias em Nampula, chamou a atenção da Inspeção do Trabalho para a verificação da questão contratual nas empresas de mídia. “Um dos principais desafios tem a ver com a precariedade dos contratos existentes, a questão da falta de contratos para os jornalistas, as empresas na nossa província optam mais em abraçarem estagiários, que é para não pagarem os direitos do jornalista, e o profissional acaba saindo como vilão. Uma das medidas que deveria ser tomada, é a inspeção do trabalho trabalhar com as empresas, que é para credibilizar este jornalista, porque um jornalista sem contrato, acaba qualquerizando a fonte.”

A cerimônia contou com a presença de jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social a nível da província, activistas sociais e representantes do governo. (Felismina Maposse)