Nampula (IKWELI) – Entre o risco de saúde e o anseio pelo emagrecimento, cidadãos de várias faixas etárias recorrem a produtos caseiros em busca da perda de peso sem nenhuma recomendação profissional, situação que, segundo especialistas, pode criar efeitos irreversíveis para a saúde.
O Ikweli entrevistou alguns munícipes da cidade de Nampula, que dizem ter passado por problemas graves de saúde, após a ingestão de certos medicamentos para emagrecer sem assistência de um profissional.
“Eu usei medicamento caseiro para emagrecer e perdi três quilogramas em uma semana, mas semana a seguir comecei a sentir fraqueza. Fui a um centro de saúde e descobri que o medicamento tinha uma substância que reduzia a pressão arterial, fiz tratamento e não voltei mais a usar,” contou uma jovem de 28 anos de idade.
Outra jovem ainda disse que foi lhe recomendado tomar água com limão todos os dias, mas o seu corpo começou a apresentar sinais de fraqueza. “Ouvi com minhas amigas que tomar água quente com limão cedo ajudava a emagrecer, e comecei a praticar por duas semanas, e infelizmente não reduzia e sentia tonturas, dai abandonei, porque percebi que não resolvia o problema.”
Vanildo António teve uma reação semelhante à das duas jovens acima, mas no seu caso, o chá verde que tomava acabou criando dores fortes no seu coração, mesmo após ter perdido 5 kg. “Depois comecei a sentir problemas do coração e depois de fazer consulta, o profissional de saúde me informou que o chá tinha uma substância que aumentava o risco de problemas cardíacos.”
Mas parece que há organismos que respondem positivamente aos chás. “Fiz exercícios físicos, regulei minha alimentação sem resultados positivos. Me informaram que tinha um determinado chá, fiz e comecei a fazer necessidades maiores saindo algumas substâncias redondas e dai perdi peso,” explicou outro jovem.
Entretanto, a prática mais correcta para quem quiser perder peso, de acordo com Madalena Inácio, técnica de Enfermagem Geral, é procurar um nutricionista para prescrever o que a pessoa deve fazer, porque ingerir qualquer substância de forma voluntária, pode contribuir para a pessoa “provocar outras doenças, porque uma certa pessoa pode lhe cair bem, mas a outra não,” disse.
Paralelamente a isso, também, prevalece o problema da automedicação e segundo apurámos, há muitos cidadãos que recorrem ao automedicação, sem nunca consultar a um especialista.
Vasco Ambrósio, está ciente que não se pode ingerir os medicamento sem prescrição de um profissional de saúde, no entanto, continua a negligenciar porque, segundo afirmou, é complicado ir ao centro de saúde e encontrar muita gente aliado com um atendimento não adequado, dai que prefere colocar em risco a própria saúde.
“Eu já me automediquei e tenho este hábito de fazer essa prática. Por exemplo, é normal eu sentir dores de cabeça e ir para farmácia comprar alguns medicamentos e tomar. Há vezes que a dor passa e outras vezes não passa, se não passar vou ao centro de saúde,” disse.
“Eu tenho feito a automedicação, sei que é risco tomar medicamentos sem ser recomentado por um profissional, mas o homem sempre arrisca em tudo. É difícil evitar isso porque as vezes a pessoa vai ao hospital lhe receitam um certo medicamento e depois a dor não passa. Por exemplo, eu já tive dores dos ouvidos fui ao centro de suade, mas a situação ficava mais grave,” realçou Querismino Octávio.
Madalena Inácio, técnica de Enfermagem Geral, desaconselha a prática porque pode ter complicações e apela a todos para quando tiverem algum problema de saúde dirigirem-se ao centro de saúde e depois de ser prescrito algum medicamento e se não encontrar os fármacos no hospital, recorrer as farmácias particulares sempre com a receita.
“Se a pessoa tomar medicamentos sem prescrição de um profissional, pode ocorrer a intoxicação, porque cada medicamento tem a sua reação e cada organismo responde da sua forma. Então quando você faz a automedicação a probabilidade é maior de cair mal,” disse Inácio.
Segundo a fonte, a pessoa pode pensar que é uma certa doença, mas na realidade não é, e é provocada através da outra doença. A pessoa deve ir à farmácia com uma prescrição do pessoal de saúde, porque ao se autodiagnosticar há muito risco. (Francisco Mário)






