Nampula discute políticas inclusivas na gestão das finanças e desenvolvimento local 

Nampula (IKWELI) – O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) está a promover, em Nampula, discussões sobre políticas inclusivas na gestão de finanças e desenvolvimento local, com principal enfoque para o Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) 2026.

A directora executiva do CESC, Fidélia Chemane, disse durante o encontro que é preciso esclarecer que o orçamento do estado não deve ser visto como um assunto somente inerente aos economistas ou entendedores da matéria. “Parece sempre que estamos a falar de qualquer coisa que só diz respeito aos economistas, às pessoas que percebem de macroeconomia, mas na verdade é que é um assunto de todos e de todas, de todos os moçambicanos e de todas as moçambicanas. Porque não há outra virtude maior de um Estado se não a preocupação com o bem comum, com a felicidade do seu povo e, portanto, com o bem-estar e conforto da sociedade no geral.”

Para Chemane, faz-se ainda necessário, que as políticas públicas sejam inclusivas, mas para isso, faz-se necessário que seja feita “uma planificação com mais eficácia e eficiência na alocação de recursos, no controlo maior dos gastos e na legalidade.”

Há uma razão para escolha de Nampula como palco do evento, e a Directora justifica, “Escolhemos Nampula porque há muitos anos que o CESC faz um exercício de desmaputizar Moçambique. Moçambique está presente nas gentes, nos sentimentos das pessoas, na energia e nas potencialidades das províncias todas. Aquilo que nos une é muito mais forte do que aquilo que poderia eventualmente nos separar. Quem conhece Nampula sabe que este é um lugar do futuro,” destacou.

Já o representante do governador, Domingos Nacohi, esclareceu que o encontro é de grande importância, uma vez que irá permitir discussões céleres para o benefício das comunidades, “O rastreio das receitas comunitárias que provém da exploração de recursos naturais garante que as receitas comunitárias sejam devidamente aplicadas em benefício directo das comunidades, assegurando que a sua exploração se traduza em um desenvolvimento social, econômico e sustentável.”

Nacohi disse, igualmente, que a discussão vai permitir maior rigorosidade na gestão das finanças públicas, “o rastreio das despesas públicas e a auditoria social ajuda-nos a implementar mecanismos de rastreio rigoroso das nossas realizações e permite o acompanhamento e avaliação das comunidades ou pelas próprias comunidades, a sua participação na sociedade para prevenir desvios e garantir o uso eficiente dos fundos públicos bem como a transparência na gestão dos recursos financeiros disponíveis.”

O encontro com duração de dois dias, reúne deputados da Assembleia da República, membros da sociedade civil, entre outras forças vivas da sociedade. (Felismina Maposse; Foto: Higino Carlos)