Nampula (IKWELI) – A Direcção Provincial de Saúde (DPS) de Nampula manifesta preocupação com o diagnóstico tardio do cancro da mama em homens, uma doença que, apesar de ser mais frequente nas mulheres, também pode afectar a população masculina.
Segundo as autoridades de saúde, em 2025 foi registado um caso de cancro da mama num homem na província de Nampula. A instituição alerta que muitos homens tendem a procurar assistência médica tardiamente, o que pode dificultar a detecção atempada da doença.
Nos primeiros nove meses de 2026, as unidades sanitárias da província rastrearam 72.403 mulheres para o cancro da mama, das quais 45 tiveram a doença confirmada. No período homólogo de 2025, tinham sido registados 70 casos confirmados. Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (27) por Alves Simão, ponto focal provincial do departamento responsável pelas doenças não transmissíveis na DPS de Nampula, no âmbito das actividades de sensibilização promovidas durante o Outubro Rosa, campanha dedicada à consciencialização sobre o cancro da mama.
Simão defendeu a necessidade de reforçar a informação sobre a doença, incluindo entre os homens, que nem sempre reconhecem a possibilidade de desenvolver cancro da mama. O responsável abordou igualmente os factores associados ao risco de desenvolver a doença, destacando a importância dos antecedentes familiares e dos hábitos de vida. Entre as medidas de prevenção e detecção precoce, apelou à procura atempada dos serviços de saúde e à adopção de comportamentos favoráveis à saúde.
Durante a entrevista, Simão destacou também a importância da amamentação na redução do risco de cancro da mama em mulheres que tiveram filhos, embora a ausência de amamentação não signifique que uma mulher irá necessariamente desenvolver a doença. O responsável chamou ainda a atenção para a necessidade de os homens reconhecerem que também possuem tecido mamário e que alterações nessa região devem motivar uma avaliação médica. No mesmo período, a província de Nampula registou 279 casos de cancro do colo do útero, entre cerca de 106 mil mulheres rastreadas para esta doença. (Virgínia Emília)
