Nampula (IKWELI) – Os passeios localizados nas proximidades da Casa Episcopal, no bairro de Namicopo, cidade de Nampula, estão a ser transformados num mercado informal, situação que tem despertado preocupação dos moradores e utentes daquela zona.
Nos últimos tempos, o espaço tem registado uma crescente concentração de vendedores, com alguns comerciantes a abandonarem bancas nos mercados formais, incluindo o Waresta, para se instalarem junto àquelas instalações missionárias.
A situação levanta preocupações devido à proximidade da estrada e de um centro de saúde e casas dos religiosos, mas apesar dos riscos, alguns cidadãos defendem a existência daquele ponto de venda, alegando que facilita o acesso a diferentes produtos.
“Esse mercado nos ajuda muito, aqui quase vendem um pouco tudo, estamos bastante tempo que não estamos a pensar em ir no Waresta, mas também vejo que esse mercado é muito pequeno e está na estrada e se enche muito, então isso é complicado”, disse Muaija Abibo.
Por outro lado, Rafael Saíde condena a localização do mercado, apontando os efeitos que a concentração de vendedores pode causar à imagem das instalações religiosas e à circulação de pessoas e “isso é complicado, eu pensei que o município já deveria procurar maneiras daquela situação, mas o mercado está sempre a crescer e aqui há muito bandidos”.
Entretanto, a vereadora do pelouro de Mercados e Feiras no Conselho Municipal de Nampula, Cheila Casambai, reconhece a existência do problema, mas explica que, neste momento, a edilidade está igualmente concentrada na intervenção em outros mercados da cidade, nomeadamente Belenenses, Waresta e Assanito.
“Do momento não posso avançar nada porque é um problema que precisamos entrar no terreno junto da nossa equipa para ver junto com o posto administrativo de Namicopo identificar um local, ainda estamos a fazer um trabalho nesse sentido, não temos algo assim palpável para comunicar. Não posso adiantar nada neste momento, porque ainda é algo que identificamos e vimos esse problema e estamos a ver qual estratégias que podemos fazer em relação aquele ponto”.
Segundo apurou o Ikweli, o crescimento do mercado informal tem provocado uma maior ocupação dos passeios e das zonas próximas da estrada, com vendedores e compradores a disputarem um espaço que não foi concebido para funcionar como mercado. Além das preocupações relacionadas com a circulação e segurança, a situação começa a levantar questões de saúde pública, sobretudo devido à concentração de pessoas, a venda de produtos junto à estrada e a possibilidade de acumulação de resíduos sólidos, enquanto se espera por uma solução definitiva por parte das autoridades municipais. (Malito João)

