Foram a enterrar na segunda-feira (28) na cidade de Quelimane, província da Zambézia, os restos mortais do conceituado artista plástico Kumalemo, de nome de nascença Aly Ismael Sumal.
Uma homenagem de reconhecimento teve lugar no salão nobre da autarquia local e no momento foram apresentadas mensagens diversas de reconhecimento da contribuição do artista na sua sociedade.
Cândido Supião, vereador dos Transportes e Frota municipal, que representou o autarca Manuel de Araújo no evento, destacou a dupla dimensão do percurso de Kumalemo, como sendo um funcionário público dedicado às suas responsabilidades e o artista que encontrou na arte uma forma de expressar e preservar a identidade cultural.
Supião afirmou igualmente que a produção artística do finado ultrapassou a dimensão pessoal, contribuindo para dar visibilidade a elementos da cultura de Quelimane e da Zambézia.
“A arte é um dos elementos fundamentais da cultura e permite expressar, preservar e transmitir valores, histórias, tradições e formas de vida,” disse o vereador.
De acordo com Supião, o legado de Kumalemo deve ser visto também como parte da memória cultural da cidade, uma vez que a sua obra ajudou a manter vivas referências da identidade zambeziana e a projectar a riqueza cultural local.
Aly Ismael Sumal, ou simplesmente Kumalemo, era natural de Muxoro, posto administrativo de Maquival, província da Zambézia. Perdeu a vida aos 79 anos de idade depois de seis décadas nas artes. (Francisco Mário)

