Maputo (IKWELI) – O fenómeno não é novo, mas a fé pública acreditava com o terrorismo que assola a província de Cabo Delgado, determinados crimes já não tivessem a correr na região, sobretudo os que envolvem a natureza.
No último domingo do corrente mês, a Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA, IP) apreendeu em sete quintais do bairro de Zalala, na vila de Mocímboa da Praia, o total de 9.117 pranchas de madeira nativa, correspondentes a 542.02 metros cúbicos.
Este produto tinha como destino o vizinho país República Unida da Tanzânia e a AQUA gaba-se que a apreensão é em resultado das suas acções de inteligência, segundo referiu em comunicado de imprensa.
“Nos termos do n.º 1 do artigo 77 da Lei n.º 17/2023, de 29 de Dezembro, os proprietários das residências onde a madeira se encontrava armazenada podem incorrer em pena de prisão de um a cinco anos, bem como em multa correspondente, caso seja comprovada a sua responsabilidade nos termos da lei,” refere o comunicado.
A instituição garante trabalhar para a identificação dos proprietários da madeira apreendida e reitera o seu compromisso com a fiscalização dos recursos naturais, a conservação do ambiente e a protecção do património florestal de Moçambique.
No mesmo comunicado, apelou a população para denunciar práticas e movimentações suspeitas de recursos florestais que tomarem conhecimento, com vista a permitir a actuação das autoridades em tempo real. (Antónia Mazive)

