Nampula (IKWELI) – O Conselho Provincial das Ordem dos Advogados de Moçambique em Nampula realizou, na segunda-feira (21), uma reflexão sobre o estado actual daquele grupo profissional.
Segundo o presidente do Conselho Provincial da Ordem dos Advogados de Moçambique em Nampula, Plínio Mabombo, a iniciativa teve como principal propósito discutir os problemas específicos da classe na província e criar espaços de diálogo entre profissionais de diferentes gerações.
“O objectivo central deste encontro foi discutir essencialmente os problemas da classe, principalmente da nossa província”, explicou Mabombo.
Durante a reflexão, foram igualmente abordados os desafios enfrentados pelas mulheres no percurso de formação e no exercício da advocacia, incluindo questões relacionadas com a experiência universitária e a sua influência na preparação profissional.
Mabombo destacou ainda a importância de reunir profissionais de diferentes níveis de experiência para permitir uma visão mais abrangente sobre a realidade da advocacia em Nampula.
“Nos painéis não fomos buscar apenas os advogados mais velhos. Equilibrámos os nossos painéis: fomos buscar os mais velhos, os mais novos e até aqueles que têm apenas um mês de inscrição como advogados, para ouvirmos as sensibilidades das diferentes faixas etárias e profissionais”, afirmou.
De acordo com o responsável da OAM, os participantes manifestaram interesse na realização de mais encontros do género, daí que o Conselho Provincial pretende manter sessões de debate, palestras e outros espaços de reflexão sobre os desafios da profissão.
O outro tema destacado durante o encontro foi o acesso à justiça por parte de cidadãos economicamente carenciados.
Plínio Mabombo defendeu que as campanhas de assistência jurídica gratuita promovidas pela classe não devem limitar-se à Semana ou ao Mês do Advogado, mas tornar-se numa actividade permanente.
“O que nós queremos fazer, enquanto Conselho Provincial, é garantir que essa assistência jurídica gratuita e essas campanhas não sejam apenas da Semana ou do Mês do Advogado”, afirmou.
O presidente do Conselho Provincial explicou que a OAM pretende criar equipas em prontidão para prestar assistência jurídica aos cidadãos que não dispõem de recursos financeiros para contratar um advogado.
Mabombo recordou, neste contexto, o papel do Instituto de Acesso à Justiça (IAJ), instituição vocacionada para prestar patrocínio e assistência jurídica gratuita a cidadãos economicamente carenciados.
“Queremos fazer perceber às pessoas que temos um braço, que é o IAJ, que desempenha essencialmente funções de patrocínio e assistência gratuita a cidadãos carenciados. Queremos retirar essa ideia de que o advogado é sinónimo de dinheiro”, sublinhou. (Hermínio Raja)

