Nampula (IKWELI) – O pesquisador e escritor moçambicano Marchal Manufredo defende que a negociação é o único mecanismo para eliminar o terrorismo que a assola a zona norte de Moçambique porque são pessoas localizáveis.
Manufredo falava ao Ikweli em reação aos recentes ataques na província do Niassa que precipitaram a deslocação de mais de duas mil pessoas. “É preciso abrir uma janela de negociação, há pessoas capazes de mediar com os terroristas. O conflito na zona Norte deve deixar de ter conceitos de que é um conflito de desconhecidos,” disse.
Ainda de acordo com o nosso entrevistado, “é preciso primeiro reconhecer como moçambicanos que falhamos ao deixar a nossa costa vulnerável e propensa a permitir que qualquer um entre no nosso país porque esta vulnerabilidade do país faz com que nós não tenhamos a noção social por parte dos terroristas,” realçou.
“É preciso perguntar que se aqueles foram julgados pelo crime de terrorismo, chegaram a ser provados materialmente e moralmente. Nós falhamos ali na concepção de terrorismo. A província de Nampula ainda está em risco porque nós não temos a capacidade de controlar a parte do litoral porque se a droga entra então, é capaz também que os terroristas entrem,” sublinhou Manufredo.
Manufredo, propõe igualmente, que o comando militar esteja na zona Norte para ser fácil a operação nas três províncias que os terroristas passeiam a classe, sem comprometer a política de segurança. “O Estado maior general deve estar em Cabo-Delgado ou em Nampula porque temos o ministro da casa civil que garante a segurança da presidência daí que devem estra próximos dos conflitos,” considerou. (Francisco Mário)

