Nampula (IKWELI) – Um professor da disciplina de História afecto a escola básica de Muthimacanha, nos arredores da cidade de Nampula, é acusado de estar a assediar uma aluna de apenas 15 anos de idade, situação que obrigou aos pais da aluna a transferi-la para outro estabelecimento de ensino.
A denúncia foi feita ao Ikweli pela mãe da vítima, relatando que após o início do assédio a filha mostrou-se tímida e a ocorrência tem vindo a afectar o aproveitamento pedagógico da mesma. “Quando nós transferimos ela para outra escola, o professor continuou a mandar mensagens, começando a pedir para se encontrar com ela e que gostaria de namorar com ela, até perguntou quantos anos ela tinha e ela falou e ainda assim disse que queria que namorassem mesmo não estando na escola onde ele está a trabalhar,” disse, referindo que “notei uma redução nas notas da menina, pois ele influenciou muito porque, de alguma forma, não teve bom desempenho.”
De acordo com a mãe, a menina só ganhou coragem de denunciar o caso junto aos seus progenitores, após ser transferida para outra escola. “O cenário é desconfortável para a própria menina e receio que se ele perceber que já falou connosco possa intimidá-la. Pelo que me apercebi pelas mensagens, é uma situação que vem acontecendo há bastante tempo, sensivelmente acima de seis meses porque nós transferimos a menina quase no começo do segundo trimestre e agora estamos no terceiro que já estamos a perceber do cenário.”
Ainda segundo a progenitora, o suposto assediador tem vindo a insistir em manter uma relação com a filha, porque alegadamente está apaixonado. “As mensagens que temos são de quando ela saiu da escola porque ele andou a mandar mensagens procurando saber porque é que a menina não estava naquela escola e qual escola que menina está actualmente e quando é que ele poderia levar ela para sair, dizia que está apaixonado por ela,” sublinhou a mãe.
Entretanto, a nossa equipa de reportagem procurou ouvir a direção da escola em destaque, mas o director pedagógico daquele estabelecimento de ensino escusou-se a gravar entrevista cingindo-se apenas a dizer que “essa informação deve chegar até nós, se é encarregado de educação, que está a denunciar deve se pronunciar diante da direção, enquanto não se pronunciar não aconteceu nada. Vai trazer provas para podermos fazer algo, se a pessoa diz que foi transferida por causa do assunto, deve trazer provas.” (Francisco Mário)

