Nampula (IKWELI) – Os cerca de 17 mil habitantes da comunidade de Ivaté, na localidade de Najaça, distrito de Larde, em Nampula, manifestam satisfação com a chegada, pela primeira vez, da energia eléctrica da rede nacional, uma realidade que, segundo os moradores, poderá melhorar as condições de vida e impulsionar as actividades económicas locais.
A electrificação da comunidade, enquadrada no programa Energia para Todos, implementado pelo Governo através da Electricidade de Moçambique (EDM) e co-financiamento pelo Banco Mundial, inclui a instalação de 18 postos de transformação, cada um equipado com 15 candeeiros.
Mário Cândido, popular de Ivaté, considera que a chegada da energia representa uma nova oportunidade para a população, sobretudo para os pequenos comerciantes que enfrentavam dificuldades na conservação dos seus produtos. “Estamos muito satisfeitos com a chegada da energia, porque vai facilitar a conservação dos nossos produtos e ajudar-nos a desenvolver os nossos pequenos negócios.”
O administrador de Larde, Manuel Manussa, destacou que o acesso à electricidade poderá contribuir para o crescimento da comunidade e da economia local. “A energia eléctrica é um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento das comunidades e para o crescimento da economia.”
Manussa apelou ainda à população para fazer um uso responsável da energia e proteger as infra-estruturas instaladas, de modo a garantir a sustentabilidade do serviço. “A população deve usar a energia de forma responsável e denunciar actos de vandalismo que possam comprometer a rede.”
Segundo Jeremias Augusto Centureia, coordenador local de projectos e chefe do Departamento de Planeamento e Estatística do programa Energia para Todos, estão previstas novas intervenções em várias zonas do distrito. “Temos previstas intervenções em Nambilane Expansão, Moneia, Mucuali-Sede e Pacone, entre outras zonas.”
Na segunda fase do programa, estão previstas mais de 1.800 ligações domiciliárias na comunidade de Ivaté, medida que deverá ampliar o número de famílias directamente beneficiadas pela electricidade e reforçar as perspectivas de desenvolvimento económico e social da população. (Malito João)

