Nampula (IKWELI) – O Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF, na sigla inglesa) procedeu, nesta quarta-feira (09), a entrega de uma viatura ao Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN), um meio que tem em vista reforçar o combate a desnutrição crónica nos distritos de Meconta e Eráti, na província de Nampula.
Trata-se de uma viatura enquadrada no NutriNort, um programa que abrange não apenas a província de Nampula, mas também Zambézia e Cabo Delgado, financiado pela União Europeia em parceria com o UNICEF e implementado pelo governo de Moçambique.
Juvêncio Nhaule, chefe interino do UNICEF em Nampula, disse, no acto de entrega, que a viatura vai ajudar na flexibilização das actividades a nível dos distritos em referência. “Não há previsão de alocar mais viaturas para além das que mencionei para o caso da província de Nampula, mas também importa recordar que os dois distritos em destaque, já deixamos um total de seis motorizadas. Este programa está sendo implementado desde 2024 e vai até 2028 com um investimento de trinta e cinco milhões de dólares e o programa está em 8 distritos, quatro em Cabo Delgado, dois em Nampula e dois na Zambézia,” disse.
Por seu turno, Luís Moiane, director do Gabinete do Secretário de Estado na província de Nampula, enalteceu o gesto do UNICEF visto que a viatura vai permitir a equipa técnica do SETSAN a desenvolver suas actividades com mais proatividade.
“Este meio é no âmbito da Nutrinorte e é mesmo para que a equipa técnica tenha possibilidade de fazer a monitoria, programação e avaliação no que diz respeito a desnutrição crónica na nossa província,” sublinhou Moiane.
A fonte referiu que o combate a desnutrição não é apenas tarefa de uma única instituição, portanto, “todas as equipas que fazem parte do SETSAN terão um meio para fazer acompanhamento pois a questão da desnutrição é transversal, não cabe apenas aos serviços distritais das actividades económicas, há outros sectores com infraestruturas, água que também encontram neste meio um mecanismo para poder trabalhar na comunidade onde os índices da desnutrição nos preocupam,” rematou. (Francisco Mário, Foto: Hermínio Raja)

