Rapale (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, defendeu, nesta segunda-feira (10), no distrito de Rapale, que a descentralização deve aproximar os governantes das comunidades para permitir a identificação e resolução dos principais problemas que afectam a população.
A posição foi apresentada durante a cerimónia do Dia Africano da Descentralização, que contou com a participação de cidadãos provenientes de diferentes pontos da província.
Segundo Eduardo Abdula, a descentralização não deve ser confundida com actos de campanha ou comícios, deve constituir uma oportunidade para os dirigentes estarem no terreno e ouvirem directamente as preocupações da população. Para o governante, a presença das autoridades nas comunidades permite conhecer melhor as necessidades locais e encontrar respostas concretas.
Falando à população de Rapale, o governador reconheceu que o distrito enfrenta desafios relacionados com o acesso à água, energia eléctrica, estradas, saúde e disponibilidade de medicamentos nas unidades sanitárias.
Eduardo Abdula destacou ainda a necessidade de os sectores responsáveis apresentarem à população informações claras sobre as medidas previstas para responder a essas preocupações.
“Nós, os governadores, eu, governador, tenho que estar com meu povo aqui e tenho que saber quais são os problemas, aí sim vai valer a descentralização. Nós conhecemos os problemas de Rapale, temos a falta de água em Mutivaze, e temos estradas que não estão boas, a única estrada é essa. Mas também temos problemas de energia, muitos não conseguem fazer os seus trabalhos. Temos a falta de médicos e muitos centros de saúde não têm medicamentos. Descentralização é eu resolver esses problemas.”
O governador afirmou que o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, já conferiu aos governantes poderes para reforçar a intervenção nas comunidades, defendendo que os dirigentes dos sectores de saúde e educação devem deslocar-se à base para explicar à população quando e como serão solucionados os problemas existentes.
Num momento de interacção com a população, Eduardo Abdula agradeceu aos líderes comunitários e religiosos pela recepção e apelou para que a cerimónia fosse também marcada por um ambiente de união e celebração.
“Eu não gosto de ficar aqui em cima e meu povo estar aí, mas subi aqui para vocês me verem bem. Por isso, hoje não vamos falar de tristeza, vamos fazer música. Quero agradecer aos líderes comunitários e religiosos por nos terem recebido.” (Malito João)

