ANAPRO denuncia transferência injustificada em Metugi

Pemba (IKWELI) – A Associação Nacional dos Professores (ANAPRO) na província de Cabo Delgado denuncia a perseguição de um professor da disciplina de Filosofia que leccionava na Escola Secundária de Metugi, e que supostamente foi transferido sem justificações convincentes para Escola Básica Missanje Velho.

Uahiti Azito, porta-Voz da ANAPRO naquela parcela do país, disse ao Ikweli que o professor foi transferido a revelia porque supostamente reclamou das horas extras assim como o salário em atraso que são de direito, e por sua vez, o Serviço Distrital de Educação entendeu remover o docente e deixou os alunos sem o professor ter um professor de filosofia.

“O professor transferido está a trabalhar numa escola básica e está a leccionar a disciplina de geografia, história e Educação Física sabendo que a escola onde saiu existe défice de docentes de Filosofia. Os dirigentes da escola quando questionaram os Servições Distritais da Educação, Juventude e Tecnologia foram ditos para não se meterem no assunto,” disse.

No entender do nosso entrevistado, o assunto está sendo apadrinhado pela direção distrital que inventou um relatório dizendo que este professor queria boicotar a realização dos exames, ou seja, agitou os colegas para não controlarem exames ou não corrigirem.

“Mas na mesma escola, no dia da realização dos exames, não houve nenhum inconveniente, até que o director provincial de Educação visitou essa escola sem constatar situação de paralisação, pelo que não havia necessidade de marginalizar o professor e prejudicar muitos alunos que neste momento estão recebendo aulas com o professor de História,” rebateu Azito.

De acordo com a fonte, o professor em causa tentou recorrer sem sucesso nas direções distrital e provincial de Educação. “Eu pessoalmente fui a direcção provincial, conversei com a chefe da repartição de Recursos Humanos e disse que poderia mandar uma equipa ao distrito para se inteirar da situação, mas não aconteceu até hoje, sinal que houve uma combinação entre o serviço distrital e a direção provincial,” sublinhou.

O porta-voz daquela instituição garantiu que a ANAPRO vai continuar a trabalhar, a emitir documentos necessários nas instituições competentes, até que o professor seja recolocado na sua escola. (Francisco Mário)

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