
Nampula (IKWELI) – O defensor de direitos humanos e director executivo da associação KÓXUKHURU, Gamito dos Santos, entende que os processos crimes contra o activista social Joaquim Pachoneia, mais conhecido por Jota Pachoneia, que se encontra preso na Penitenciária Provincial de Nampula, é uma perseguição política.
O membro da Associação Mentes Resilientes, Jota Pachoneia, foi detido na primeira semana do mês de Fevereiro do ano em curso com 7 processos crimes, e no final do mês de Julho a comunidade de activistas sociais ficou chocada com os actuais 10 processos crimes que pesam sobre o activista.
Em entrevista exclusiva, Gamito dos Santos, que se encontra em parte incerta por questões de segurança, explicou ao Ikweli que alguns governantes estão a se aproveitar da situação de Pachoneia para fazerem das suas.
“Como podem afectar os processos do Jota Pachoneia futuramente, é uma matéria jurídica. Mas como activista eu posso dizer que estamos aqui perante uma situação de perseguição política que estão a submeter aproveitando-se do momento, e isso chama-nos a razão de como proceder em vários casos nas próximas vezes,” disse o director da KÓXUKHURU.
Para dos Santos, entre as pessoas que estão a aproveitar-se da situação do Jota Pachoneia, consta o político Henriques Naweka, actual secretário da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN) em Nampula e o proprietário do Hotel Plaza.
“O último processo que foi submetido, estou a ouvir dizer que tem a ver com o dono do Hotel Plaza, ele é quem submeteu o processo contra Pachoneia e o que ele está a ser acusado Pachoneia não sei, não estou a assumir que os processos contra Pachoneia sejam ilegítimos só o que me inquieta é o oportunismo destas pessoas.”
“Vejamos, o processo que tem a ver com o secretário da ACLLN, a situação aconteceu já há baste tempo, não há razões para depois da detenção do Pachoneia ele submeter o processo, porque não submeteu naquele mesmo tempo? As pessoas não podem ser oportunistas, aproveitar-se de momentos em apuros para resolver seus assuntos ou interesses pessoais,” então “eu não concordo com a forma como as pessoas estão a fazer os processos e fica a parecer uma acção coordenada e as coisas não podem acontecer assim,” frisou o activista social. (Hermínio Raja)






