Nampula (IKWELI) – O Secretário de Estado na província de Nampula, Fernando Bemane, reconheceu, esta segunda-feira (27), que o Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) continua a enfrentar sérias dificuldades de funcionamento, com destaque para a insuficiência de infra-estruturas, meios de transporte e combustível.
O governante falava durante a cerimónia de saudação alusiva ao 51.º aniversário do SERNAP, onde enalteceu o papel dos agentes penitenciários na preservação da segurança e da ordem pública.
Fernando Bemane afirmou que os profissionais do SERNAP desempenham uma missão de elevado risco e importância para a sociedade, sublinhando que os reclusos também necessitam de protecção e acompanhamento.
Segundo disse, sem o trabalho destes agentes seria impossível garantir o actual nível de organização e segurança do país.
Ainda assim, assegurou que o Governo está consciente da situação e tem procurado encontrar soluções para melhorar as condições de trabalho.
Bemane reconheceu igualmente que, em determinadas situações, as falhas de segurança não podem ser atribuídas exclusivamente aos guardas penitenciários, mas também à insuficiência de condições oferecidas pelo Estado para o exercício das suas funções.
“O Estado tem a obrigação de criar condições para que os nossos agentes possam trabalhar com segurança e eficiência. Quando ocorre uma fuga de um recluso, muitas vezes responsabilizamos o guarda, quando na verdade também somos culpados por não termos criado as condições adequadas”, afirmou.
Apesar das limitações existentes, o governante elogiou o empenho dos membros do SERNAP, destacando que os serviços nunca interromperam as suas actividades e continuam a cumprir a sua missão em benefício da sociedade. Acrescentou que os desafios serão enfrentados de forma gradual, à medida que forem surgindo soluções.
“Nós esperamos que um dia haverá soluções, mas haverá mais desafio. Por isso mais uma vez estão de parabéns, contamos com vocês, eu estou aqui a pouco tempo, mas já acompanhei o que que fazem os paramilitares aqui, como é que trabalham e brevemente vou visitar às cadeias aqui na província”. (Malito João)

